Amar e gostar

Há uma diferença entre amar e gostar. Mães e pais experimentam diariamente esses sentimentos. Amamos nossos filhos e queremos o melhor para eles. Mas nem sempre gostamos do que eles dizem ou do que eles fazem… ainda assim, os amamos. Nem sempre gostamos de chamar atenção; pelo contrário, corrigir é na maioria das vezes chato e quem corrige fica com a “fama” de chato ou chata. Mas o fazemos porque os amamos.

Gostar, portanto, é momentâneo, é para os momentos em que tudo caminha bem, dentro de uma rotina ideal e harmônica. Quando tal rotina é quebrada e somos contrariados por conta disso, deixamos de gostar e tentamos reestabelcer a paz novamente o mais rápido possível. Nesta hora, o amor é que fala mais alto; não importa a contrariedade, por amor a enfrentamos e seguimos caminhando.

Há também os dias em que estamos muito cansados e tudo parece mais pesado e difícil. Ah, como não gostamos desses dias, mas por amor – e aqui tenho certeza de que a graça de Deus interfere a nosso favor – realizamos nossas obrigações, cuidamos dos pequenos e perseveramos em nossa vocação de mães e pais!

As situações em que, por conta de doenças – mesmo aquelas corriqueiras –, somos privados de noites de sono e depois no dia seguinte continuamos “de pé” ao lado do filhinho enfermo são claramente situações de que não gostamos. Novamente o amor supera o cansaço e sentimos uma força que nos impulsionaria a fazer o dobro até, porque o amor é compassivo e nosso coração se move em direção de nossos queridos ainda mais quando estão sofrendo ou com dor.

Com isso, gostaria de dizer àquelas mães e àqueles pais que não gostam de certos momentos da função “mãe” / “pai” que isso é perfeitamente normal. Somos humanos e gostamos do que é gostoso (com o perdão da redundância!). Mas temos a graça divina para amar sempre, ainda que nossos filhos nos desapontem com certos erros e escolhas equivocadas que fazem. Nós os amamos porque eles são nossos filhos, não porque fazem coisas para “merecer” nosso amor. E, mesmo em situações adversas, como as apontadas acima, nós os amamos, porque são nossos filhos.

Amar é muito maior do que gostar e é duradouro – arriscaria dizer que é eterno! Claro que somos imperfeitos no amor, mas procuramos imitar Aquele que amou até o fim. O amor dEle com certeza é eterno e alimenta nosso amor imperfeito para que superemos as situações desgostosas da vida.

“Em tudo amar e servir” – esta era a vocação de Sto Inácio.

Boa semana a todos!

Cristiane

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Sobre Cristiane

Cristiane é casada há 12 anos, tem 2 filhos e 1 filha. Atuante na Igreja desde sua juventude, participou de grupos de jovens (em Marília e Campinas, SP), Pastoral Universitária (em Campinas, SP) e Pastoral Familiar (em Niterói, RJ). Formada em Letras e Linguística, no momento trabalha como revisora de livros e artigos e como professora de redação.
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