“Tudo está consumado”

Meus caros, FELIZ E SANTA PÁSCOA a todos.

Acabamos de participar, mais uma vez, das celebrações da Semana Santa, onde o Senhor diz pregado a Cruz: “Tudo está consumado!” (Jo 19, 30). Toda a sua obra, o trabalho para o qual veio realizar estava concluído, Podia agora entregar-se nas mãos do Pai.

Gostaríamos, em meio a tantos temas que passamos ao longo desta semana, parar nestas palavras: “Tudo está consumado!”  É um ponto concreto, pratico, para termos como ideal nas nossas atividades cotidianos. Trabalhos que se iniciam e devem terminar, e terminar bem feito. Consumado diante de Deus. 

Cristo que trabalhou toda a sua vida, fez questão de dizer que vai para o Pai com sua obra concluída. Não deixou nada do que era para Ele cumprir aos demais. É bem verdade que a Igreja perpetua ao longo dos séculos, com a ação do Espírito Santo e com a participação dos homens; mas o que era para Jesus Cristo realizar, Ele o fez por inteiro. Concluir nossos trabalhos deve ser objetivo do cristão em todas as suas atividades: profissionais, familiares. 

Outro aspecto, vinculado a este, é o que recebe por isto: a Cruz! Talvez nós estejamos trabalhando muito pelo que julgamos “merecer”, ou até que pensamos precisar. É certo que temos necessidades humanas do comer, vestir, morar, etc E isto tudo é traduzido num salário, num valor. Mas será que não deveríamos saber ver o outro salário que Cristo nos ensinou: o pagamento pela Cruz!?

O trabalho pode ser uma forma de oração, e a oração do cristão se identifica com a Cruz, e portanto o trabalho pode se identificar com a Cruz. Não um sofrimento sem sentido, mas uma Cruz que realiza a vontade do Pai, com morte ao nosso egoísmo pessoal, interesses de pouca visão sobrenatural. 

Na celebração de Sábado à noite, da Ressurreição do Senhor, desejei muito que todos pudessem ter ouvido a homilia do Arcebispo emérito de São Paulo, do Cláudio Hulmes, na igreja Nª Sª do Brasil . Ele falava exatamente sobre qual morte devemos promover diante da cruz de Cristo para podermos ressuscitar para uma nova vida. E somente com esta morte dos nossos interesses, nós conseguimos crescer no sentido da Cruz que é o amor a Deus e ao próximo, no esquecimento de si mesmo. A este respeito, O Papa Francisco nos envia aos mais necessitados, aos pobres e doentes. Tesouro da vida da Igreja ao longo destes séculos. 

Trabalhar com este espírito é exigente, e começa no próprio lar, no serviço ao cônjuge, aos filhos. Que possamos junto a Nossa Mãe, que permaneceu em pé junto a Cruz, e presenciou a alegria da Ressurreição, nos mover a este trabalho que Cristo nos pede, com alegria! E quem sabe com Ele, quando chamados a presença de Deus possamos dizer: Tudo está consumado, com a graça de Cristo, a docilidade a ação do Espírito, e preparados para se entregar ao Pai em descanso eterno na Paz.

Valdir

Anúncios

Sobre vreginato

Casado e tem três filhos. Médico e Terapêuta de Família. Professor de Bioética, Históra da Medicina e Espiritualidade e Mediicna na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), membro do Centro de História e Filosofia das Ciências da Saúde da Unifesp, Coordenador da Pastoral da Família da Paróquia Nossa Senhora do Brasil
Esse post foi publicado em Geral. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s