Crianças preferem o Google aos pais para tirar dúvidas

Bom dia!

O título acima é provocativo! Notícia deste último domingo no ESTADÃO (24.09.12), provoca a reflexão sobre o que está acntecendo nos lares no aspecto da educação.

Seguramente não se pode comparar o “arquivo de informações ” do google a capacidade de de conhecimento dos pais. O google é alimentado por milhões de informações por segundo, procedentes das mais variadas fontes, sem qualquer discernimento ou filtro, e os pais não podem competir com esta velocidade.

No entanto, fica a pergunta? Será que o google substitui os pais?

O que significa colaborar com os deveres escolares  dos filhos? É somente oferecer informações? É mostrar sites atrativos? É , quem sabe, demonstrar que o pai ” não sabe o suficiente”, está desatualizado?

Penso que os pais que se julgam assim devem pensar muito sobre o que seja a paternidade e maternidade. Sem dúvida que o suporte de “informações” do google não pode ser desprezado como veículo de informação, mas somente isto!

È necessário que os pais percebam que orientar os deveres escolares está muito além disso. Significa informação com formação, critérios, discernimento. Além disso, como esperar que uma criança tenha esta capacidade, ou desenvolva critérios, única e exclusivamente pela qualidade de atração do site, que, não necessariamente, oferece a versão verdadeira ou apropriada.

Sem mencionar, que ajudar a um filho nos deveres, exige dedicação, paciência, estar presente, compreender a velocidade de aprendizado de cada um. Sem contar aquele suco que ajuda a criar um ambiente mais gostoso, enquanto se conversa, e aproveita-se o tempo de deveres escolares para se falar de algumas situações em família. O beijo por ter acertado o exercício de matemática (após dez explicações), é insubstituível (e o google não o faz). O carinho do abraço, que oferece segurança para os que têm mais dificuldades em algumas disciplinas… Seguramente, fazer os deveres de casa com os pais é muito diferente do que fazer com o google. É muito melhor!

Que os pais não se sintam em espírito de competição, ou derrotados pelo google! Saibam aproveitá-lo como instrumento de auxílio no ensino, mas jamais o deixem substituí-lo.

Dá trabalho? Muito!! Mas vale a pena. Os pais não são um banco de dados… nós somos insubstituíveis nas nossas atribuições em transmitir aos filhos, não somente informações, mas o exemplo de formação para o desenvolvimento de nossos filhos como pessoas.

Boa semana!

Valdir

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Sobre vreginato

Casado e tem três filhos. Médico e Terapêuta de Família. Professor de Bioética, Históra da Medicina e Espiritualidade e Mediicna na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), membro do Centro de História e Filosofia das Ciências da Saúde da Unifesp, Coordenador da Pastoral da Família da Paróquia Nossa Senhora do Brasil
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