Negócios são negócios, casamento a parte.

Meus caros

Não pude deixar de lembrar no último feriado do post do Marco, lançado há tempos sobre “um só bolso e um só coração”.

Recebemos uma visita em casa, que diante da situação de casamento próximo da filha , a mãe falava do sucesso profissional desta que levara a mesma a comprar um apartamento espetacular:

” – Ela comprou a vista! Ela está muito bem economicamente! Ela não precisou vender o apartamento que já tinha e agora ela fica com um aqui e outro lá. Ela está montando um negócio próprio…”

Ela, ela , ela, ela… Nunca eles!

A conversa seguiu e em nenhum momento foi citado o noivo em questão ou o que ele estava contribuindo para o assunto.

Por outro lado, meu filho que ouvia mencionou um amigo que diante de uma viagem para o exterior de periolo prolongado – quase um ano – e com um relacionamento já avançado, resolveu pedir a namorada em casamento, com o compromisso de concretizarem o assunto tão logo voltasse. A noiva aceitou. O pai da mesma colaborou para a compra do apartamento, que foi sendo arrumado. No retorno o amigo de meu filho falava da insegurança em assumir o compromisso, e gostaria de cancelar tudo. E o apartamento já estava no nome dos dois…!

Mais interessante foi o caso citado pela minha filha, que entrou na conversa, em que o “futuro genro” era tão querido do “futuro sogro”, que este resolveu incluí-lo na herança. Fato é que o casamento não veio a se realizar….E aí, haja encrenca?

Lembrei de uma moça que se sentia um tanto desesperada pois não estava tendo reajuste para poder pagar “a sua parte” das despesas da família, enquanto que o marido estava tranquilo no pagamento da “parte dele”.

Para fechar com chave de ouro, teve aquele outro, que demitido do emprego, pediu dinheiro emprestado para a mulher, que vinha muito bem. Esta não recusou. E cobrou todas as taxas de juros, a fazer inveja ao Banco Central !

Fico pensando , a partir de que momento ou “eu” deve tornar-se “nós” para o casamento, e como mantê-lo.

Atualmente, alguns noivos preferem levar uma vida totalmente independente, que parece até comprometer o próprio sacramento do matrimônio para aqueles que o recebem. A união da carne, também deve estar na união de objetivos e sonhos, e na maneira de “pagá-los”.

Vale a pena refletir, como estou levando em meu casamento, ou no meu relacionamento, pensando numa união futura, o tema “um só bolso e um só coração”.

Até a semana

Valdir

Anúncios

Sobre vreginato

Casado e tem três filhos. Médico e Terapêuta de Família. Professor de Bioética, Históra da Medicina e Espiritualidade e Mediicna na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), membro do Centro de História e Filosofia das Ciências da Saúde da Unifesp, Coordenador da Pastoral da Família da Paróquia Nossa Senhora do Brasil
Esse post foi publicado em Familia&Trabalho. Bookmark o link permanente.

2 respostas para Negócios são negócios, casamento a parte.

  1. Alessandra de Angelis disse:

    Valdir,

    Vale mesmo a pena refletir!!
    Parabéns pelo texto!

    Alessandra de Angelis

  2. Cristiane disse:

    Você conseguiu reunir cada exemplo… O triste é perceber que estes casos não são exceção, mas são cada vez mais comuns. Por isso é que Jesus nos alertou que não poderíamos servir a Deus e ao dinheiro. Tenho a impressão de que o bolso é o grande ídolo da atualidade. Onde vamos chegar, quando nem casais que se amam conseguem partilhar o próprio dinheiro?
    Cristiane

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s