Greves familiares

Bom dia!

O país está com uma onda de greves prestes a terminar após um prolongado desgaste para governo, grevistas e população. Sem grandes resultados, tudo deverá ser retomado com meses de atraso numa hora em que o país necessita da colaboração intensa de todos.

Estive pensando nas “greves familiares”. Existem idades e circunstâncias que parece que nos comportamos como grevistas. Um destes períodos clássicos é o da adolescência, em que os filhos tornam-se hóspedes em casa, pouco ou nada fazem, mas querem o salário intacto no fim do mes. Evidentemente sempre com os protestos de que é preciso reajuste.

Há de se tomar cuidado com estes grevistas, que crescem sem punição, pois o cargo (filhos) é vitalício, com direitos constitucionais, e é muito difícil a demissão (deserdado). Não estamos, evidentemente, apregoando a “demissão dos filhos”, mas refletindo sobre os grevistas.

Na família todos têm direitos, mas também deveres, responsabilidades, que não constam de um contrato e uma folha de pagamento, mas que merecem ser cobrados, a partir de uma certa idade. Deixar o “salário” solto e reajustado pelo “tempo” sem as devidas responsabilidades correspondidas, não parece uma boa política familiar.

Contudo, não são somente os adolescentes que fazem greve. Atualmente está ficando mais habitual, o filho que cresce e não sai de casa, como que o cordão umbilical não tivesse sido cortado, e permanece com os seus direitos, sem colaborar em nada no orçamento familiar. Reclama inclusive da falta de “condições” de trabalho, quando falta a empregada e se acumula a roupa, ou o banheiro não foi lavado, e a comida não está a gosto. Todos clamam por melhores condições de “moradia” e infraestrutura.

Vamos além dos filhos, e encontraremos alguns pais que também fazem greve. Algumas vezes com uma “camuflagem” de descanso merecido, e deixam o batente. No fundo, desta vez a reinvidicação é por melhores condições de colaboração de todos para que o “povo” possa ser melhor assistido. Cobra-se de todos , mas não se faz a sua parte em casa, alegando que as reservas estão em baixa, a inflação mundial subiu, está trabalhando muito lá fora, mas o déficit financeiro da balança comercial é grande. Precisa descansar para repor as forças, porque já faz muito “por todos” lá fora.

O trabalho familiar, não pode ser compatível com greves, que não discutiremos agora a dos funcionários. Em casa não temos negociadores entre patrões, governo e funcionários, mas todos vivem para que o lar tenha uma paz harmoniosa, com condições adequadas de moradia nas circunstâncias possíveis. Deixar de cumprir a sua parte é levar ao prejuízo de todos, aliás, como sempre assistimos nos movimentos nacionais.

Bom trabalho!

Valdir

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Sobre vreginato

Casado e tem três filhos. Médico e Terapêuta de Família. Professor de Bioética, Históra da Medicina e Espiritualidade e Mediicna na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), membro do Centro de História e Filosofia das Ciências da Saúde da Unifesp, Coordenador da Pastoral da Família da Paróquia Nossa Senhora do Brasil
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