Promoção do trabalho em casa

Bom dia!

Temos lido, cada vez mais frequentemente, a importância do papel da mulher na sociedade mediante o seu crescimento em ocupar postos significativos em grandes empresas, inclusive multinacionais. O censo acusa que cada vez mais um percentual de lares brasileiros tem o “carro chefe” movimentado pela força da economia do trabalho feminino externo.  No mundo inteiro esta realidade é uma constatação, com variáveis percentuais dependendo do lugar, mas com a mesma projeção.

Não resta dúvida que os últimos 50 anos manifestam esta participação do trabalho externo feminino, acumulando-se a famosa “jornada dupla”, ou mesmo tripla, quando acrescida dos afazeres de casa. Apesar da participação masculina nos trabalhos domiciliares ser cada vez mais incentivada, verifica-se na verdade que a responsabiliodade maior destas tarefas recai sobre a mulher. Isto de modo particular quanda da infelicidade de separações, quando os filhos, na grande maioria ficam com a mãe, e consequentemente todos os seus cuidados, privando-se muitos homens por várias desculpas de não poder pagar sequer a pensão.

Em muitos lares, a renda feminina já ultrapassa a masculina, e como já comentado aqui, gera em algumas situiações uma verdadeira concorrência ou competição pela escolha de quem manda nos gastos da família. Este tema já muito bem abordado pelo Marco em outra época no texto “um só bolso e um só coração”.

O que gostaria de chamar a atenção é para o fato de não verificarmos o mesmo enfase para as necessidade do trabalho em casa. As próprias mulheres afirmam que é indispensável um tempo razoável de dedicação à família, apesar do horário exigente no trabalho. Esperam poder não faltar ao compromisso do lar em detrimento da dedicação ao serviço externo. Há de se valorizar esta atitude consciente e responsável, que é a base da formação social mediante uma educação adequada dos filhos.

Impressiona ver o sacrifício de muitas mães que embora trabalhadoras externas, não abrem mão da participação presencial, e não somente econômica, no desenvolvimento dos filhos. Isto exige encurtar a horas de sono. Privar-se de tempo para cuidados pessoais. Tirar o tempo de descanso para  ouvir o filho, ajudá-lo na lição, socorrer quando doente, passear… A isto tudo não pode ficar o pai assistindo de camarote, ou quando as vezes, acrescentando algumas solicitações pessoais a mais, ou reclamando do que faltou.

O trabalho domiciliar pode não oferecer remuneração, ou mesmo promoção de cargos. Pode não ter décimo terceiro ou bonus, mas sem dúvida oferece a satisfação de um  projeto de vida para cada filho. E isto não é pouco!

Às vésperas de um feriado tão peculiar, não podemos deixar de pedir a São José, Operário, que nos lembre permanentemente desta necessidade de estar atento ao trabalho cotidiano familiar. E pedir a sua esposa, nossa Mãe, modelo de esposa e Mãe, que ao longo de seu mes que se inicia, saiba ser cada vez mais modelo a ser refletido, e seguido por todas aquelas que perceberam a importância da santidade no trabalho ordinário.

Bom feriado a todos

Valdir

 

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Sobre vreginato

Casado e tem três filhos. Médico e Terapêuta de Família. Professor de Bioética, Históra da Medicina e Espiritualidade e Mediicna na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), membro do Centro de História e Filosofia das Ciências da Saúde da Unifesp, Coordenador da Pastoral da Família da Paróquia Nossa Senhora do Brasil
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