No sofá da sala para acompanhar o Oscar – II

Bom dia caros leitores! Bem vindos a mais um NO SOFÁ DA SALA!!!

Em 4 de março de 2011 falamos aqui no Post sobre o belíssimo filme “O discurso do Rei”,  filme este que ganhou o Oscar de melhor longa de 2011. Um ano se passou e aproveitando a 84ª edição da premiação que ocorreu nesse final de semana, hoje falaremos  sobre o ganhador do Oscar de melhor filme de 2012:

O Artista

 Mas esse não é aquele filme preto e branco, além de mudo?? Sim

Então, como ele pode ter ganhado o Oscar? Acredite, esse é um dos seus maiores encantos!

Abaixo uma resenha e um trailer do filme para dar um gostinho…

“Em O Artista, filme mudo e preto-e-branco, dirigido por Michel Hazanavicius, nós viajamos até a década de 20, adentrando no mundo do cinema mudo e os problemas advindos da tecnologia do cinema sonoro.

 

 Talvez um dos melhores filmes de 2011, O Artista abarca as problemáticas que outros filmes clássicos já fizeram muito bem, como Cantando na Chuva e Crepúsculo dos Deuses, mas com toques especiais, sem apelar para o mais do mesmo: aqui, as performances são brilhantes, a direção de arte e fotografia impecáveis, a trilha sonora mágica e o roteiro bem elaborado.

 O filme nos leva aos anos 20. George Valentin (o ótimo e sedutor Jean Dujardin) é um dos mais representativos atores do cinema mudo, estrelando diversos sucessos ao lado do seu cachorro Jack Russel. Queridinho das plateias, invejado por muitos, entra numa seara de depressão e cai no ostracismo ao não se adaptar aos ditames do cinema falado, tornando a sua vida um desastre.

 No lançamento do seu último filme, George conhece Peppy Miller, que ao sair nos jornais abraçando o ator, ganha notoriedade e é convidada a estrelar filmes sonoros, enquanto Valentin começar a decair. Peppy é uma jovem dançarina e aspirante a atriz que ganha toda a notoriedade da mídia. Ele até tenta produzir algumas coisas, insistindo no formato mudo, já desgastado e indesejado pelo público afoito por novidades. Desta forma, é ai que entra a sacada da direção e do roteiro, metaforizando com a contemporaneidade e o culto das celebridades vazias e tecnologias que sobrepõem umas as outras de maneira avassaladora. Tudo que não é novidade é descartado assim que uma novidade está preste a dar seu primeiro sinal.

 

Algumas cenas nos remetem diretamente ao clássico Cantando na Chuva, brilhantemente atuado por Genny Kelly e Debby Reynolds: são as coreografias e estilo. Em outros momentos, somos remetidos a Crepúsculo dos Deuses, de Billy Wilder. A não adaptação da estrela de cinema ao mundo do cinema sonoro leva o artista a um denso estado de depressão e desespero. No bojo dos problemas, os Estados Unidos enfrentavam a celeuma do crash da bolsa de Nova York em 1929.

 Jean Juardin consegue expressar cada palavra que não podemos escutar, num filme ambientado nos anos 20, mas contemporâneo em sua excelente execução, motivos que lhe concederam 10 indicações ao Oscar deste ano. O cachorrinho utilizado como amigo do personagem George era comum naquele período, basta lembrar de Charles Chaplin, que por sinal, tem um filme intitulado O Cachorro.

 O ritmo de O Artista é fluente graças a edição de Anne-Sophie Bion e a beleza das cenas ficam por conta da direção de arte de Gregory S. Hooper.

 

 Para os que adoram curiosidades, o diretor faz uma homenagem ao clássico Cidadão Kane: nas cenas de café-da-manhã de George e sua esposa, as expressões de amor, vão se transformando em indiferença ao passar do tempo. A história faz referencia a dupla John Gilbert e Greta Garbo, que foram um casal na vida real. Ele era a estrela do cinema mudo, mas na transição para o cinema sonoro, Greta Garbo conseguiu maior espaço e expressão. No sonoro Rainha Christina, Garbo solicitou a presença de Gilbert. Muito similar ao enredo de O Artista.

 O Artista levou para casa 5 Oscars, incluindo o de Melhor Filme. Com 100 minutos de duração, é magnético e merece ser visto por todo mundo que deseja conhecer um pouco mais da história do cinema mundial. Guillaume Schiffman assina a fotografia,Ludovic Bource assume a trilha sonora e Michel Hazanavicius é o responsável pelo roteiro e direção desta singular obra de arte.” – retirado do site http://www.cinepop.com.br/noticias2/artista_materia_101.htm

Cá entre nós, que trilha sonora, hein?

Enfim, vale a pena! Assistam!

Bom final de semana! 

Anúncios

Sobre Familia Guarita

Zé (José Armando - engenheiro civil) e Malu (Maria Lucia - médica fisiatra) se casaram em junho de 2009 na igreja Nossa Senhora do Brasil. Ao se inscreverem para casar nesta igreja, conheceram o pároco Pe Michelino, que os chamou para participar da Pastoral da Família. Durante seus 1 ano e 9 meses de noivado, e atuais 2 anos de casados, eles vem participando das palestras quinzenalmente, tal como de sua organização. "Estes 4 anos de participação na Pastoral da Família fizeram com que aprendêssemos muito e esperamos agora poder contribuir bastante com esse novo meio de aprendizado que é o blog Casa de Família"
Esse post foi publicado em No sofá da sala e marcado , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s