Rotina e santidade

Todos sabemos como é importante estabelecer uma rotina na vida de nossos filhos para que eles tenham saúde física, mental e psicológica. Hora de acordar, hora de brincar, hora de fazer a lição de casa, hora de ir para a escola, hora de fazer alguma atividade extracurricular, hora das refeições, hora do banho, hora de ir para a cama. A criança que se acostuma a viver uma rotina, com horários bem estabelecidos, é mais tranquila, tende a ter menos ansiedades, porque sabe o que irá acontecer a cada dia, não fica chateada quando chega a hora de cumprir determinado dever, porque ela sabe que, na vida dela, tem hora pra tudo, hora de dever e hora de diversão…

Esta tem sido, para a maioria das famílias, a primeira semana de aulas, tempo oportuno para estabelecer a rotina do ano que está começando, já que até agora, no período de férias, as rotinas eram mais soltas.

Também para a vida espiritual precisamos estabelecer uma rotina. Com meus filhos, costumo rezar na hora em que eles se preparam para dormir. Fazemos uma pequena oração de agradecimento pelo dia que passou, entregamos a noite de sono para que seja tranquila e restauradora, e pedimos por alguma intenção particular que estejamos vivendo. Rezamos um Pai-Nosso, uma Ave-Maria, um Glória e a oração do anjo da guarda.

Li, porém, um livro no ano passado (A Mother’s Rule of Life / Regra de vida de uma mãe, de Holly Pierlot) em que a autora, mãe de 5 filhos, fazia bem mais do que faço. Ela estabelecia também um tempo de meditação e oração para os filhos maiores, com algum tipo de leitura espiritual produtiva e missa algumas vezes na semana, além da dominical! Um exemplo de disciplina! Aliás o livro todo colabora no sentido de ajudar as mães a organizarem a vida da família, em termos de horários e tarefas preestabelecidas para todos.

Me questiono, às vezes, e convido vocês a fazerem o mesmo, se não estamos perdendo tempo ao deixar de oferecer mais oportunidades para nossos filhos crescerem em santidade. A rotina da missa dominical em minha casa já tem sido uma luta, imaginem introduzir outros horários de missas?

Tenho vontade de estabelecer um momento de meditação dos evangelhos com eles. Existem tantas Bíblias para crianças que podem nos ajudar! Ou algum outro tipo de leitura edificante que contribua para a formação espiritual deles. A santidade é um caminho! Este caminho pode e deve ser percorrido ou ser iniciado durante a infância.

Que Deus nos ilumine a proporcionar oportunidades de santificação para nossas crianças.

Que Maria e José nos inpirem. Eles que tinham o hábito de ir ao Templo e de levar Jesus com eles todos os anos na época da Páscoa. E Ele crescia em estatura, sabedoria e graça diante de Deus e dos homens!

Boa semana!

Cristiane

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Sobre Cristiane

Cristiane é casada há 12 anos, tem 2 filhos e 1 filha. Atuante na Igreja desde sua juventude, participou de grupos de jovens (em Marília e Campinas, SP), Pastoral Universitária (em Campinas, SP) e Pastoral Familiar (em Niterói, RJ). Formada em Letras e Linguística, no momento trabalha como revisora de livros e artigos e como professora de redação.
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3 respostas para Rotina e santidade

  1. Luiz Coelho disse:

    Boa tarde..

    “Me questiono, às vezes, e convido vocês a fazerem o mesmo, se não estamos perdendo tempo ao deixar de oferecer mais oportunidades para nossos filhos crescerem em santidade. “

    Agradeço pelo “convite” do questionamento…. Acredito que o que não faltam são oportunidades, nós é que nos “acostumamos” a não querer enxerga-las…..Em seu relato observei apenas exemplos de orações, cantos em casa ou no templo; entretanto, me pergunto se elas não são mais conjunturais do que estruturais em nosso crescimento espiritual ?

    “Que proveito há, meus irmãos se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura essa fé pode salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano. E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito há nisso? Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma.” (Tg 2:14-17).

    Acredito que o cristianismo realmente não existe quando crenças corretas ou declarações de fé são de tal interesse que possam ser substituídas por obrigações morais. A fé que não leva a uma ação moral e a um envolvimento cristão demonstra o seu próprio caráter como inútil. A fé demonstra a sua existência na obediência.

    Abs
    Bom final de semana
    Luiz Coelho

    • Cristiane disse:

      Obrigada, Luiz, por enriquecer a reflexão. De fato, fé sem obras torna a fé esvaziada de sentido… Criar uma rotina de boas ações, com certeza, vai apontar para nossos filhos o caminho na prática da santidade. Pensei em duas “obras”: 1. visitar com carinho e consideração a bisavó que é bem idosa e começa a esclerosar e nem sempre está de bom humor…; 2. nas épocas de Natal e aniversário, quando ganham tantos brinquedos novos, separar uma parte para crianças mais carentes.
      abraço.

  2. vreginato disse:

    Cris

    A sua preocupação é justa, pois o “mundo” puxa os filhos para outros caminhos. É necessário um esforço sim, para que possam seguir o caminho de Deus. Contudo, deixe que te diga. É natural que estas dificuldades estejam presentes, como querer que comam verdura (que a maioria não gosta e sabemos que faz bem). É preciso não desanimar e ter a certeza de que não estamos sozinhos. Manter-se firme , principalmente pelo exemplo. Deixe que eles percebam o quanto Deus está no nosso dia a dia sem pieguices, mas naturalmente. Na adolescência podem se afastar, é comum, mas se mantivermos a base na infância, eles voltarão.
    Tenho certeza que você associa a oração as obras, pois não podemos fazer do nosso lar uma casa de retiros, mas pequenos gestos de piedade frequentes colaboram para que as crianças crescam em Deus.
    Há de se renovar nos lares cristãos os hábitos de convivência religiosa como participativos com naturalidade, pois viver em Cristo não é fazer coisas estranhas, mas é tornar santo o cotidiano em família.

    Abraço

    Valdir

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