Esperando…

Peço licença aos pais, mas hoje quero me dirigir às mães. É claro que a reflexão servirá de alguma forma para os pais também, mas existe uma experiência muito particular que somente nós mães experimentamos. E é essa experiência que hoje quero resgatar.

Você se lembra, mãe, do dia em que soube que estava grávida do seu primeiro filho? Alegria e medo se misturavam numa expectativa ímpar – pelo menos foi assim que me senti. Depois, quando realmente você acreditou e então começou a se preparar para o nascimento, quantos foram os planos, quantas coisas, quantas visitas ao médico para acompanhar o pré-natal e, à medida que a barriga ia crescendo, a realidade de ser mãe ia ficando cada vez mais concreta…

Lembra do amor que sentia pelo seu filho? Uma gotinha se comparado ao amor de Deus por nós, mas incrivelmente forte, um amor quase que infinito, e você nem sabia ainda como era a aparência dele. Durante a  gestação refleti muito sobre como Deus nos ama, do jeito que somos, porque eu já amava meu filho e ainda nem o conhecia.

Além disso, você deve ter redobrado seus cuidados com alimentação, sempre pensado que, quanto melhor e mais nutritiva a refeição, tanto melhor para seu filho. É provável que tenha lido algum livro ou revistas informativas de como cuidar de um recém-nascido, de como amamentar etc. Eu, por exemplo, participei de um grupo de partilha de gestantes, no qual colocava minhas dúvidas e ansiedades, naturais de uma mãe de primeira viagem, e lá aprendi bastante com as outras mães também.

Também o enxoval e o bercinho, cuidadosamente preparados com muito carinho, a faziam ficar mais próxima da realidade que se aproximava: ser mãe!

Pois bem: entramos num tempo que a Igreja reservou para nos prepararmos para o nascimento de um lindo bebê – “que será uma grande alegria para todo o povo” (Lc 2, 10). Serão 4 semanas em que, de modo especial, a Liturgia da Palavra vai nos ajudar nesse caminho de preparação. Assim como uma mãe tem 9 meses para se preparar para a chegada de seu filho, procuremos nos esforçar, durante o Advento, para que este Natal seja muito bem celebrado. Você que é mãe, por experiência própria, sabe que a preparação é muito importante.

Readaptando os primeiros parágrafos deste post, diria que todos nós – e agora incluo também os pais e aqueles que não têm filhos – somos chamados a “gestar” o menino Jesus: reavivemos a alegria de nosso coração na expectativa de seu nascimento. Também façamos uma visita ao “médico” das almas, para sarar de nossos pecados, fazendo uma boa confissão. Aproximemo-nos mais do alimento celeste, a Eucaristia, tentando ir à missa uma vez mais além da de domingo. Leiamos e meditemos a Santa Palavra. Preparemos um presépio ou árvore de Natal ou corôa do Advento para que essa realidade fique bem visível para nós. Algumas dessas dicas ouvi do sacerdote da missa do último domingo. A palavra forte destacada pela liturgia era: Vigiai! E o padre completou dizendo que o Advento é um tempo de dedicar-se mais à oração. Que comecemos com 5 minutos de silêncio diariamente. Como a barriga que cresce, também vai crescer em nós a presença do menino Deus.

Por fim, peçamos à Mãe Maria que nos ajude a dizer SIM a Deus, ainda que não tenhamos toda a clareza “de como se fará isso” (Lc 1, 34). Ela vai interceder para que nos aproximemos de seu Filho.

Um bom Advento a todos!

Cristiane

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Sobre Cristiane

Cristiane é casada há 12 anos, tem 2 filhos e 1 filha. Atuante na Igreja desde sua juventude, participou de grupos de jovens (em Marília e Campinas, SP), Pastoral Universitária (em Campinas, SP) e Pastoral Familiar (em Niterói, RJ). Formada em Letras e Linguística, no momento trabalha como revisora de livros e artigos e como professora de redação.
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2 respostas para Esperando…

  1. lutfe disse:

    Cristiane, sinceramente esta mensagem está perfeita!!! Obrigado por compartilhar o Espírito Santo conosco. Vou mandar o texto para minha esposa agora.

  2. Heraldo disse:

    Cristiane,

    A correria do cotidiano parece cada vez mais querer nos engolir e vamos vivendo sem os devidos momentos de silêncio e oração, tão necessários ao ser humano. Que neste tempo do Advento possamos, como você disse, a começar com pequenos momentos, ir silenciando um pouco o coração. E que assim, nós pais, mesmo sem a maravilhosa experiência de gerar fisicamente um ser, possamos gerar o Menino Deus neste tempo de preparação ao Santo Natal.
    Abraços.
    Heraldo

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