DIA DE FINADOS

Amanhã comemora-se o dia de finados. Tradicionalmente é o dia que os parentes e amigos visitam os cemitérios para lembrar ou homenagear seus entes queridos falecidos. Alguns o perderam recentemente, ou há muitos anos, não importa, o que conta é o sentimento que cada um leva em seu coração sem data de início ou fim.

Esta data recorda-nos aqueles que faleceram na esperança da ressurreição no amor de Cristo. Desta forma contemplamos a Igreja padecente, ou seja aqueles que sem encontrar ainda aqui na terra, pelos limites da condição humana, a plenitude da santidade, passam um período de preparação para se encontrar definitivamente com o Senhor.

Cabe a nós, igreja militante, que percorre estes dias na terra, rezarmos para que unidos a igreja triunfante, nos seus anjos e nos seus santos, possamos na misericordia do Senhor abreviar este “tempo”, este lugar.

Recentemente estive no II Congresso de Planejamento Natural da Família, em Brasília, e pude assistir ao depoimento de um jovem casal que falava ter sete filhos, dos quais quatro com eles e tres com Deus (um falecido brevemente por anencefalia e outros dois por abortamentos espontâneos). Impressionou-me a familiaridade com quie falavam de seus filhos falecidos como pertencentes a família. Da maneira como pediam sua intercessão e como os irmãos rezavam por eles. Percebi naquela jovem família a presença concreta de toda a Igreja. Estavam de fato todos reunidos em Cristo, uns aqui e outros no céu.

Esta é uma maneira de percebermos a morte, não como um fim , mas como esta passagem para a casa do Pai, ainda que após um período de purificação. Não devemos, portanto, temer a morte, mas com fortaleza  vamos ao encontro dela com tranquilidade. Porque este é um caminho percorrido por todos, pelos que creem e não creem.

A vida é muito mais que a morte, e isto nos deixou claro Jesus Cristo. Ele é a própria Vida e veio para nos dar parte na eternidade que nunca acaba na sua presença gloriosa. Um presença que se fará na presença de Todos os Santos, como é conhecido o dia de hoje, 1º de Novembro.

Compartilhemos da morte com a serenidade da alegria da vida. Não afasta a tristeza humana, mas conforta em saber que já estão no caminho da graça de Deus ou na sua presença.

Que a  lembrança de nossos familiares esteja nas flores que levamos, mas principalmente nas orações que fazemos para que nos sentimos cada vez mais filhos do mesmo Pai que é Deus.

A todos  eles, descansem em Paz! Amém!

Valdir

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Sobre vreginato

Casado e tem três filhos. Médico e Terapêuta de Família. Professor de Bioética, Históra da Medicina e Espiritualidade e Mediicna na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), membro do Centro de História e Filosofia das Ciências da Saúde da Unifesp, Coordenador da Pastoral da Família da Paróquia Nossa Senhora do Brasil
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