Escolhas e renúncias

Olá

Segue abaixo um email-despedida de um colega de trabalho, que recebi há algum tempo:

” Olá pessoal,

 Permitam um último email interno.

 Tenho um orgulho imenso de ter trabalhado nesta equipe. Aprendi muito neste período, tempo de bastante crescimento.

Vi poucas equipes tão aguerridas e guerreiras como esta, em clientes e projetos, digamos, desafiadores.

 Este time merece muito. Parabéns.

 Estou prosseguindo no meu plano de carreira e deixo a equipe com o coração apertado. Quisera que escolhas não implicassem em renúncias.

Um abraço forte

Creio eu que todos nós já recebemos um email de despedida de um colega. Eu já recebi vários.

O que me chamou atenção no texto acima foi a frase: “Quisera que escolhas não implicassem em renúncias

 No texto em questão, meu colega falava sobre escolha pelo plano de carreira e para isto a renúncia em continuar na equipe que ele gostava de fazer parte. Porém para seguir com um plano de carreira, um pai de família também terá que, em alguns casos,  renunciar a mesma para dedicar-se ao trabalho.

 Este é outro assunto em que não devemos nos enganar. Como já dissemos antes, não podemos abraçar o mundo, logo, seremos convidados a tomar algumas decisões ao longo da vida e lógico, assumir as consequências.

 O problema todo vem nesta questão: Como medir o que é mais importante em cada momento ? Não tenho dúvidas que muitos profissionais que dedicam horas a fio em seus trabalhos buscam o melhor para a suas famílias (do ponto de vista financeiro) mas será que toda escolha feita nesta linha está certa ?

 Gotaria de compartilhar 5 coisas que aprendi ao longo da minha carreira:

  • Se em cada novo projeto dentro da empresa você ouve a frase que este projeto necessitará de um empenho extra de todos (virando noites e fins de semana) pois ele é urgente, cuidado ! Onde tudo é urgente, nada é urgente.
  • Após uma negativa diante do recrutamento para trabalhar por mais um fim de semana (depois de alguns já trabalhados), abordagens do tipo: “porquê não, o que você vai fazer no final de semana ?” São perigosas ! Lembre-se: sua vida pessoal diz respeito somente a você.
  • Problemas para resolver nunca acabam. Se você resolver 50 hoje, aparecerão 100 amanhã“.

 E finalizo com uma frase de uma psicológa próxima a nós, que relatou isto a uma mãe muito preocupada em ser dedicada com seus filhos porém sem negligenciar nenhum momento dela dentro da empresa:

 ” Um dia você estará atrasadíssima para um compromisso no seu trabalho, mas seu filho fez algum muito ruim na saída de casa. Pela situação do momento você até tem a opção de deixar passar o erro dele e chegar a tempo na empresa, mas você deve se perguntar o que é mais importante pra você: chegar no horário no seu compromisso ou a educação (e posterior felicidade) do seu filho ? Qual a sua prioridade ?

 Quarta agora completaremos 2 anos de blog ! Primeiramente, agradeço muito a todos vocês por estes 2 anos de audiência aqui no site. Trabalhamos sério para trazer um conteúdo cada vez melhor a todos que nos prestigiam.

 E em segundo lugar, convido a todos a continuar conosco pelo próximos anos aqui. Recomendem aos amigos, participem com sugestões, críticas, etc… afinal de contas, a casa é nossa !

 Tem novidade chegando !

Boa semana e bom feriado a todos !!

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Sobre Marco

Marco é casado com Mariana e tem os pequenos Carol e Rafael. Ele é formado em Tecnologia da Informação, pós graduado em administração e trabalha há 14 anos no mercado corporativo de TI. Atua na Igreja Católica desde a adolescência, participando de grupo de jovens, ministérios de música e equipes de evangelização. Está na pastoral da familia da paróquia Nossa Senhora do Brasil desde 2007, atuando junto às familias e aos casais que buscam o matrimônio.
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3 respostas para Escolhas e renúncias

  1. vreginato disse:

    Marco

    Parabéns pela iniciativa e continuidade!

    Quanto a mensagem de hoje diria que é muito atual, e infelizmente motivo de muitos esquecimentos que levam a desvios significativos no crescimento dos filhos e relacionamento dos casais. A prioridade deve nos orientar, mas ainda temos a noção de que a garantia do salário, emprego, é mais importante do que a educação e família. Talvez, se um dia, “recebessemos” um salário pelo desempenho familiar como pais e conjuges poderíamos avaliar melhor as nossas atividades. É preciso saber reconhecer quem é o “patrão” que nos pagará o prêmio!

    Abraço

    Valdir

  2. Marco disse:

    Oi Valdir
    Devo reconhecer que seu comentário me perturbou.
    Salário é importante sim, não há dúvidas. A manutenção da familia é prioridade como cita João Paulo II em sua encíclica FAMILIARIS CONSORTIO. Porém, infelizmente, nunca receberemos salários por nossas performances como pais, nosso aclamado capitalismo dita que um salarío deve ser pago por um trabalho que gere renda, faturamento, lucro (tudo fora desta esfera será caracterizada como socialismo, que sabemos que não deu mto certo)
    Logo, devemos encontrar maneiras de exercer os dois papeis. Não concordo com a frase que diz que a garantia do salário é mais importante do que a educação e família. Não posso. Se isto eu o fizer, a garantia do salário será justificativa para tudo, até para a briga do pai e filho, qdo este tiver 20 anos e mtos problemas e o pai dizer que não estava do lado dele pois estava trabalhando… além de tudo que foi dito aqui cair por terra.
    Cito o fato de uma família – que vc também conhece – que perdeu tudo (tudo entenda-se até a casa onde moravam) por uma falha extratégica do pai na empresa que ele tinha. Tinham um vida muito confortável antes e depois viveram por 2 anos de favores dos familiares e amigos. Sairam de um apto amplo em área nobre para morar em um único comodo (4 pessoas) por todo este período. O que aconteceu com eles ? Viveram a angustia daqueles anos (o pai me contou a angustia de não poder comprar um brinquedo para a filha que o pedia) mas a educação e o amor centros desta os mantiveram unidos e os ajudaram a sair daquela situação. Hoje estão bem, continuam se reerguendo mas a situação normalizou-se. Me pergunto: quem foi o patrão e qual foi o prêmio neste caso ?

  3. vreginato disse:

    Marco

    Calma!

    Você sabe que eu sou o primeiro a falar que em família não se tem empregado, salário ou patrão. Na verdade afirmei aquilo para chamar a atenção que numa metáfora, se tivessemos “salário” , talvez tivessemos maior atenção a família. Verifique o “patrão” em aspas. Quem é o nosso “patrão”? É uma metáfora Daquele que em última instância nos dará não por justiça os méritos, mas por misericórdia, que é Deus. Deus não é patrão, mas Pai. Contudo, verifique que se trata de analogias e não interpretações ao pé da letra. Assim como Cristo afirma do administrador, o dono da vinha, o pagamento pelo dia, não são figuras para serem lidas literalmente. Do contrário nos consideraríamos “funcionários” de Deus e não seus filhos.

    “A prioridade deve nos orientar, mas ainda temos a noção de que a garantia do salário, emprego, é mais importante do que a educação e família.” Vivemos numa sociedade de valores muito quantitativos, onde se avalia pelo que se pode contar, pesar, medir e não tanto pelos sentimentos. A educação não é quantificável, mas qualitativa, mais difícil de se avaliar. É uma realidade que os pais têm esta dificuldade. Haja vista que na maioria das vezes que os pais dizem que os filhos estão bem significa: boa saúde, e boas notas. É dificil que pensem de imediato nas virtudes que possam estar adquirindo.

    Espero que tudo isto seja uma bonança , passada a tempestade do “…além de tudo que foi dito aqui cair por terra”.

    Abraço

    Valdir

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