Mes das Missões

Este mes a Igreja dedica uma atenção especial aos missionários. Todos nós fomos chamados a ser missionários de Cristo, no lugar em que estamos, com as pessoas com quem convivemos. Ser missionário confunde-se com a  evangelização que deve estar no espírito apostólico de todo cristão.

No entanto, é comum relacionarmos o espírito missionário a lugares distantes, com povos que não conhecem a Cristo, e que necessitam da catequização. É fato que estes nossos irmãos apresentam uma vocação para tal missão. Desprendidos de tudo, exceto da sua decisão em levar Cristo aos quatro cantos do mundo onde não é conhecido, colocando muitas vezes a própria vida em risco, com desconforto e sofrimento, cumprem o mandato do Senhor. 

A estes não podemos deixar de lembrar e rezar sempre para que se mantenham firmes e leais a esta santa vocação, responsável pela expansão do Cristianismo ao longo dos séculos. Carregam no coração o fogo de Cristo que deve incendiar toda terra. São verdadeira luz para o mundo e sal da terra. 

Mas é preciso perceber que vivemos em tempos de “recristianização”, como dizia João Paulo II. E para recristianizar são necessários missionários novos, onde a Igreja já esteve e agora se esquece a existência de Deus. Assim tem acontecido na Europa, principalmente, mas tambném em nosso país.

O Brasil, conhecido como o país mais católico do mundo, necessita cada vez mais da ação missionária de cada um de nós. Não significa, necessariamente, da ação em campos indígenas nas terras da Amazônia. Estamos falando da missão nos grandes centros urbanos, onde se esquece a Cristo, ou mesmo O ofendem com zombarias. Substituem a Cristo por falsos ídolos, negam a necessidade de Seu Amor, e desrespeitam  Igreja.

São novos campos de missão que se apresentam a nossa frente. Um campo que pode se iniciar em nossos lares, com aquele filho que se afastou do amor de Deus, ou com aquela filha que segue por caminhos contrários a vontade de Deus pelos “novos tempos”. Pode ser a esposa ou o esposo, que na sua realização de sucesso profissional afastou-se de Deus, ou pelo desespero está brigado com Ele.

Mas não é só na família. No ambiente de trabalho encontraremos muitos assim. Muitos que envolvidos num trabalho escravo, ou iludidos pelos bens peressíveis , deixaram Aquele que não se poderia abandonar.

Há um trabalho missionário enorme a nossa frente. E os funcionários são poucos. Dentro da própria Igreja é preciso uma conscientização de se viver uma religião da caridade e não simplesmente administrativa, onde se “cumpre o preceito”, sem o fervor da aceitação e louvor a Deus.

Que Santa Terezinha, que sem sair das paredes do convento, de dentro de sua cela, transformou-se em padroeira dos missionários, possa interceder nas nossas ações . Ela, que sem caminhar levou a oração, a partir de  seu coração, a todos os lugares e a todas as pessoas, possa nos ajudar a compreender esta urgente missão que se apresenta diante de nós: Levar o Amor de Deus aos homens, não como uma conquista a ser vencedora a outras propostas, mas pela alegria de revelar ao mundo a felicidade de se encontrar, de se conhecer e de se amar a Cristo.

Não queremos encerrar o dia de hoje sem lembrar a pessoa singular da Igreja que é São Francisco de Assis. Hoje, 4 de Outubro, é o seu dia. Um missionário pelo exemplo de vida que deixou. Um missionário que fez de toda a sua existência a presença do próprio  Cristo. Aquele que levou ao mundo não somente a palavra, mas a presença de Cristo em todas as suas ações. Francisco: um missionário por inteiro, por ter desaparecido enquanto homem para que Cristo estivesse completamente nele.

Até a semana

Valdir

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Sobre vreginato

Casado e tem três filhos. Médico e Terapêuta de Família. Professor de Bioética, Históra da Medicina e Espiritualidade e Mediicna na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), membro do Centro de História e Filosofia das Ciências da Saúde da Unifesp, Coordenador da Pastoral da Família da Paróquia Nossa Senhora do Brasil
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Uma resposta para Mes das Missões

  1. Lutfe Mohamed Yunes disse:

    Valdir, que belas palavras. Que orgulho de ser católico. Obrigado por revigorar a nossa fé. abraços do amigo Lutfe

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