Os vícios na sexualidade

Quando os filhos atingem a idade da puberdade, é muito comum surgirem algumas práticas de vícios na área da sexualidade, tendo em vista a etapa de transformações em seus corpos e a descoberta do prazer da genitalidade. Surgem, então, práticas de masturbação, principalmente no caso dos meninos, sendo até defendida por muitos como algo normal, que faz parte do amadurecimento do jovem. Entretanto, a Moral Católica não aceita esta visão e entende a masturbação como uma desordem no campo sexual, tendo em vista o uso egoísta do prazer sexual, fora do contexto pensado pelo Criador para a vivência do homem e da mulher.

O Catecismo da Igreja Católica estabelece que:

“Na linha de uma tradição constante, tanto o magistério da Igreja como o senso moral dos fiéis afirmaram sem hesitação que a masturbação é um ato intrínseca e gravemente desordenado. Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade. Aí o prazer sexual é buscado fora da relação sexual exigida pela ordem moral, que realiza, no contexto de um amor verdadeiro, o sentido integral da doação mútua e da procriação humana.” (CIC, 2352)

Importante ressaltar que não se deve transformar a situação num problema gigantesco, como se fosse um monstro na vida do jovem que está passando por esta prática. Existem muitos fatores de ordem psíquica, emocional e afetiva que podem levar o adolescente a adquirir o vício de masturbar-se, além da mera busca do prazer por si só. Então é preciso que os pais tenham cautela e saibam lhe dar com a situação, sem, entretanto, agir com permissividade e achando tudo como normal. Não se pode deixar de expor a verdade e ensinar aos filhos sobre a beleza da sexualidade e a correta maneira de vivê-la. Em meio a um mundo tão hedonista, onde em tudo há um apelo exagerado de sensualidade e erotismo, precisamos redescobrir a beleza da castidade e não termos medo de remar contra a maré ao educar nossos filhos. Formar a consciência do jovem ou adolescente é algo que exige tempo, e é certo que não haverá castidade de atos se antes ela não existir nos pensamentos. Assim sendo, especial atenção deve ser dada ao que o jovem está assistindo na televisão ou acessando na internet. Não se trata de monitorá-lo por 24 horas, mas de ir acompanhando a evolução do filho, favorecendo os momentos de convivência sadia com os familiares e amigos, principalmente com boas leituras e práticas esportivas, de modo a ir ajudando a evitar as ocasiões de queda nos vícios. Com o passar do tempo, o jovem vai amadurecendo e desenvolvendo o bom uso da virtude da temperança ou autocontrole, atingindo sua maturidade afetiva.

Não podemos deixar de reforçar a importância da vida sacramental, com a participação na Eucaristia e também com a Confissão periódica, buscando sempre a graça de Deus para vencer em cada momento a luta cotidiana por uma vida em santidade.

 

Abraços e até a próxima semana.

 

Heraldo

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