Eu vi um erro. E agora ?

Imaginem a seguinte cena: Você é chamado para assistir um curso/palestra de um colega de trabalho, alguém que trabalhe diariamente ao seu lado. Você assiste a apresentação e se dá conta que seu colega falhou muito na mesma: uma postura ruim diante do público, falhas de conteúdo e passando informações confidenciais durante a apresentação.

Neste momento o que fazer ?

 A liturgia deste final de semana nos ajuda a responder essa pergunta. Devemos sim nos posicionar diante de um erro e seguir a sequencia a seguir:

  1. Falar diretamente com a pessoa que errou. Não com farpas ou reservas, mas com uma abordagem de “coaching”. Ajuda muito não fazer isso no momento do erro mais algum tempo depois, os animos ficam mais calmos.
  2. Caso a pessoa não aceite seu feedback, é importante falar com o superior dela, explicando o problema.
  3. Se isso também não resolver e o superior não aceitar o problema, vale tornar o caso oficial. A partir dai você cumpriu sua parte. (Quem esta lendo isso pode dizer:  “eu já li isso em algum lugar…” – sim, a maioria dos códigos de conduta de grandes empresas usam essa sequencia – Bíblia: o grande manual da vida humana aqui na terra)

 Porém alguns podem dizer: “Isso é errado. Quem somos nós para falar mal de alguém. Nós também erramos, ao ver o erro do outro não devemos falar nada”.

  Esta postura também não esta correta. Temos dificuldade de assumir nossos erros e pior, de assumí-los perante aos outros. Uma sociedade que não se ajuda a corrigir-se, caminha para momentos ruins. Temos que ter a humilidade de saber que somos imperfeitos e vamos errar. Cabe ao outro nos ajudar neste caminho de correção.

  Estamos errando aqui no site ? Faça valer seu papel de internauta e nos ajude a melhorar !!

 Boa semana a todos !

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Sobre Marco

Marco é casado com Mariana e tem os pequenos Carol e Rafael. Ele é formado em Tecnologia da Informação, pós graduado em administração e trabalha há 14 anos no mercado corporativo de TI. Atua na Igreja Católica desde a adolescência, participando de grupo de jovens, ministérios de música e equipes de evangelização. Está na pastoral da familia da paróquia Nossa Senhora do Brasil desde 2007, atuando junto às familias e aos casais que buscam o matrimônio.
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2 respostas para Eu vi um erro. E agora ?

  1. Luiz Coelho disse:

    Erro é sinônimo de engano, equívoco, conceito inadequado ou crença falsa.

    Mas, o que é o certo? O que é errado ? E como sabê-lo?

    “Jesus vos disse: vede o que quereríeis que se fizesse ou não fizesse para vós: tudo está nisso. Não vos enganareis.”

    Só não erra quem nunca fez ou nada tentou. Aquele que se julga perfeito não está aberto para a mudança ou aprendizagem, porquanto a verdadeira sabedoria exige a humildade de aceitarmos o que desconhecemos ( Sei que nada sei ! – Sócrates ). A casa mental daquele que se julga ‘infalível’ pode ser comparada a um espaço que já está completamente ocupado; nada nela pode ser acrescentado. Aliás, apenas quando retiramos o velho é que criamos um espaço para o necessário ou o novo.

    Jesus Cristo entendia perfeitamente isso, o que o levou a afirmar: “Todo aquele que meu Pai me der virá a mim, e quem vem a mim, eu não o rejeitarei. (João 6:37)

    Jesus nunca desprezou quem quer que fosse; sempre acolhia, entendia, valorizava, consolava e encorajava a todos. Jamais puniu as atitudes equivocadas, antes, porém, as compreendia por saber da fragilidade e falibilidade dos seres humanos. Via os erros como uma forma de aprendizagem, de retificação e de possibilidade de futura transformação interior. Não os entendia como objetos de condenação, mas como um mal-entendido ou erros de interpretação; consequências naturais da fase evolutiva pela qual a humanidade estava passando.

    Muitas pessoas acham sinal de fraqueza admitir que são falíveis. Na realidade, quando admitimos nossa vulnerabilidade, afastamos a tensão do ‘egoísmo defensivo’, de tudo sabermos ou conhecermos. Devemos aprender a confessar nossos erros, a admitir nossos equívocos, dando condições de melhorarmos com eles !

    Temos de confiar que o momento presente é o que de melhor dispomos para mudar, para crescer, para ampliar nosso discernimento sobre o certo e o errado, o bem e o mal, e não fazer aos outros aquilo que não gostaríamos de fizessem conosco.

    Somente alguém muito presunçoso poderia achar que nunca errou ou que nunca vai errar.

    Quanto maior for o nosso conhecimento, maior também será a nossa capacidade de perceber diferenças e, consequentemente, de fazer opções mais acertadas.

    Cristo, na cruz, disse :‘Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.’ (Lc 23:33-34)

    A expressão indica que o mal, o errado, procede da ignorância. Assim, devemos ver que os erros do passado foram praticados de acordo com a capacidade de entendimento que naquele momento possuíamos. Não adianta lamentação quanto aos erros do passado. Não dá para voltar ao passado e impedir que aquela conduta não seja mais praticadal; mas podemos remediar os erros cometidos, mudando o nosso modo de agir; desculpando-nos, corrigindo-nos e nos policiando ( vigiai e orai ).

    Somente o incômodo de honestas reflexões pessoais é capaz de trazer luz e impedir que a pessoa se mantenha tão cega no mesmo lugar com tanto potencial disponível à frente.

    É com o aprendizado e a auto-reflexão aquilo que é necessário ser deixado para trás; ou seja, é compreendendo o que já é desnecessário ou incorreto para o crescimento pessoal; que poderemos adquirir nova bagagem em prol da nossa evolução. Mas há uma conduta a se tomar…..somente a própria pessoa pode empreender tal transformação, ninguém mais é capaz de fazê-lo.

    Abs.

  2. vreginato disse:

    A correção fraterna é uma tradição dentro da Igreja e sempre incentivada na sua história. Ainda que tenha sido mencionado no texto base as qualificações de suas caracterísiticas em fazê-la a parte, a sós, depois com testemunhas, sempre na tentativa de oferecer uma melhor visão ao irmão da verdade, não podemos esquecer a passagem de São Paulo na sua carta aos Gálatas:

    “Mas, quando Cefas chegou de Antioquia, opus-me a ele abertamente, pois merecia censura. Com efeito, antes que chegassem alguns de junto de Tiago, ele tomava refeição com os não-judeus. Mas , depois que eles chegaram, Cefas começou a esquivar-se e a afastar-se por medo da circuncisão. E os demais judeus acompanharam-no nessa dissimulação, a ponto de até Barnabé de deixar arrastar pela hipocresia deles. Quando vi que não estavam procedendo direito, de acordo com a verdade do evangelho,disse a Cefas, diante de todos: ‘Se tu, que és judeu, vives como gentio e não como judeu, como podes obrigar os gentios a viverem como judeus?” (Gal 2, 11-14)

    É o melhor exemplo de correção fraterna que se conhece no mais característico estilo paulino. É necessário falar, para que as pessoas que se enganaram, possam levar a sua reflexão pessoal posteriormente.
    Valdir

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