OLHAR PARA O ENFERMO

No último dia 14 de Julho comemoramos o dia de São Camilo de Léllis. Este grande santo da Igreja Católica tem sua história diretamente vinculada ao serviço aos doentes. Quando se fala de Camilianos, sabemos que estamos falando de hospitais, e consequentemente de doentes.

São Camilo, italiano, do século XVI, teve pelos encontros da vida a dor e o sofrimento, fato comum a maioria dos santos. De tanto permanecer em hospitais para tratamento acabou encontrando ali a sua vocação, influenciado por São Felipe de Néri. A partir de então sua vida foi uma dedicação plena aos enfermos, principalemente aqueles mais necessitados e abandonados. Fundou a Congregação dos Ministros, que além dos cuidados do corpo, também se dedicavam a cuidar espiritualmente dos enfermos. Ordenou-se sacerdote e de seu exemplo, os camilianos espalharam-se nos quatro cantos do mundo, como a imagem do consolo aos enfermos.

Este exemplo tão distante no tempo para nós, continua muito presente na realidade de necessidades que existem na assistência aos doentes. Cada vez mais mais encontramos aqueles que padecem do corpo e da alma. A própria organização Mundial da Saúde, desde 1998, reconhece a assistência espiritual como fundamental para a melhoria do enfermo. Cresce a cada dia nos Estados Unidos a importância do serviço de Capelania Hospitalar, sendo um dos ítens que credenciam a qualidade de assistência hospitalar.

Este trabalho também deve ser considerado nas famílias desde cedo, junto aos filhos, quando procuramos mostrar a eles a importância de visitarmos a vovó que está doente, ou o tio que está hospitalizado, ou mesmo o simples fato de levar um copo de água na cama ao irmão que está com febre. A solidadriedade ao próximo no momento de doença é um dos fatos mais marcantes na vida de uma pessoa, que se torna inesquecível.

A parábola do bom samaritano, (Lucas 10 ,25-37), é uma das mais conhecidas páginas do Evangelho. Todos nós podemos nos sentir naquela condição, assim como tantas outras passagens em que Cristo vai ao encontro do cego, do paralítico, da menina que estva morta, …

Saber corresponder a esta mensagem de Cristo como São Camilo, e tantos outros santos da Igreja, a exemplo de madre Tereza de Calcutá nos nossos dias, continua a ser um chamado do Mestre. É certo que muitos não se sentem por motivos e disposições pessoais em condições da assistência direta ao doente. Mas isto não impede que possamos estar vinculado a uma assistência indireta, colaborando na área adminitrativa que ofereça atenção aos mais enfermos.

Que São Camilo continue nos inspirando no seu exemplo e oferecendo sua intercessão pelos que sofrem.

Até terça

Valdir

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Sobre vreginato

Casado e tem três filhos. Médico e Terapêuta de Família. Professor de Bioética, Históra da Medicina e Espiritualidade e Mediicna na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), membro do Centro de História e Filosofia das Ciências da Saúde da Unifesp, Coordenador da Pastoral da Família da Paróquia Nossa Senhora do Brasil
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Uma resposta para OLHAR PARA O ENFERMO

  1. lutfe disse:

    Valdir, que Deus lhe ilumine sempre, para que você possa escrever artigos que interessam e dê amparo a todo cristão.

    Abs,

    Lutfe

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