Politicamente Correto

Olá

 Vocês já perceberam que temos sido constantemente bombardeados pela nova onda do momento que é o “politicamente correto” ?

 Diversos pensadores e mídias atuais já deram suas opiniões contrárias sobre este novo “mau da nossa geração”, que não nos permite ser quem nós mesmos somos.

  • Não posso exercer minha fé publicamente pois não é politicamente correto com que não tem fé
  • Não posso ser contrário a um movimento ou linha de pensamento moderno, pois não é politicamente correto com quem defende este ponto.
  • Não posso ser a favor da minha família natural com mais de 2 filhos, pois não é politicamente correto com quem pensa em formar outros tipos de família.
  • A mãe deixar o trabalho para cuidar dos filhos hoje, não é politicamento correto.

 Enfim…

 Hoje faço coro com aqueles que dizem que o “politicamente correto” tem sido usado para tirar de nós o que mais nos representa: nossa individualidade. Mesmo tendo o senso comum, é impressindível termos nossas convicções e maneiras de agir e poder defendê-las.

 Temos que ser sempre politicamente corretos ou as vezes podemos discordar e posicionarmos acertivamente sobre nossas convicções ?

deixe-nos sua opinião !!

Boa semana a todos !!

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Sobre Marco

Marco é casado com Mariana e tem os pequenos Carol e Rafael. Ele é formado em Tecnologia da Informação, pós graduado em administração e trabalha há 14 anos no mercado corporativo de TI. Atua na Igreja Católica desde a adolescência, participando de grupo de jovens, ministérios de música e equipes de evangelização. Está na pastoral da familia da paróquia Nossa Senhora do Brasil desde 2007, atuando junto às familias e aos casais que buscam o matrimônio.
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3 respostas para Politicamente Correto

  1. Luiz Coelho disse:

    Vamos tentar esclarece alguns pontos sobre os direitos e garantias expressadas no artigo 5o , Capítulo I do Título I, capitulado pelos Direitos e Garantias Fundamentais da Constituição Federal, ( vale a pena ler o artigo inteiro ):

    V – é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;
    IX- é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
    X- são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;

    Ao particular também cabe o dever de respeitar os direitos individuais. A Constituição de 1988 é expressa nesse sentido ao declarar em seu inciso XLI, do art. 5º que: “a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais”.

    No artigo 32 do Decreto 678 de 06/11/1992, que promulga a Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica) enaltece:
    “Art.32. (…) 2. Os direitos de cada pessoa são limitados pelos direitos dos demais, pela segurança de todos e pelas justas exigências do bem comum, numa sociedade democrática.”

    O direito à intimidade e à imagem são de igual hierarquia constitucional à liberdade de expressão e de informação, não subsistindo diferença de qualidade entre os direitos juridicamente tutelados, sendo possível a prevalência, por meio de ponderação caso-a-caso entre os bens e valores jurídicos em tese.

    Existe uma máxima, antiga, no jornalismo que diz: “Informação é informação; opinião é opinião. Misturar as duas coisas é antiprofissional. Distorcer a primeira para valorizar a segunda, então, é imoral”.

    O que muita gente tem custado a entender é que os comentários preconceituosos ( piadas, críticas ofensivas, opiniões discriminatórias, etc ), existem porque o preconceito existe. E não o contrário.

    Disputamos melhores empregos, melhores relacionamentos, melhores salários, melhor lugar no ônibus, melhores ofertas, melhor religião, etc. E essa sensação de estar um degrau acima, de eterna comparação… É o que move, para baixo, a sociedade….. Eu ganho mais que você, sou mais rico que você, mais alto que você, mais inteligente, tenho uma fé maior …EU SOU MELHOR do que você !!!!

    O escracho é o meio sádico pelo qual muitos demonstram isso. Agredir verbalmente, rir ou opinar preconceituosamente, sobre um assunto contrário as suas convicções é uma maneira de se fazer aceitar, entender e admitir que é prazeroso sentir-se em uma posição de vantagem ou superior a um terceiro.

    A expressão “politicamente correto” virou moeda corrente no Brasil, principalmente quando ocorre algum episódio que envolva racismo, homofobia, sexismo, xenofobia, etc.. Ela foi desqualificada com referência ao termo, que estaria nos impedindo de sermos nós mesmos. É como se “politicamente correto” fosse um ser com vontade própria, um movimento, um sujeito dotado de consciência, ao invés de é uma simples política que consiste em tornar a linguagem neutra em termos de discriminação e evitar que possa ser ofensiva…

    Hoje impera o maniqueísmo….ser radical parece ser a única saída. Chegamos ao ponto de ouvir : “Quem não está comigo é meu inimigo”. Ou até: “Quem é inimigo do meu inimigo é meu amigo”. Ou é Preto ou é branco…. O espectro de cores foi limitado….As opiniões não são mais oferecidas, são impostas……O bom senso deu lugar a intolerância, tanto de quem ofende como de quem é ofendido….

  2. vreginato disse:

    Marco

    Breves palavras. Fala-se tanto do agir politicamente correto, como referência aos outros. Pergunto: será que temos a mesma importância em agirmos “politicamente corretos” com o que acreditamos? Sinto nas suas palavras cada vez mais a necessidade de refletir naquele velho adágio:
    ” Ou nós vivos de acordo com o que acreditamos, ou acabaremos acreditando naquilo que estamos vivendo”. Desta forma termina-se a individualidade, tornamo-nos um coletivo despersonalizado, onde “alguém” deverá dirigir as rédeas de uma população no cabresto.

    Valdir

  3. Luiz Coelho disse:

    Acredito que com o tempo perdemos a “mão” sobre nossa conduta…… São Paulo chega mesmo ao ponto de dizer «Ai de mim, se eu não evangelizar!» (1 Coríntios 9,16). Para São Paulo, a evangelização surge como a consequência direta da ligação individual de cada um com Cristo. Pela sua ressurreição, Cristo une-nos a Deus de um modo inseparável. Ninguém mais pode sentir-se excluído desta união.

    No entanto, a questão mantém-se: Como podemos anunciar essa Boa Nova ( o evangelho ) a quem não conhece nada de Deus ? O mesmo se dá as questões mais amplas…Como posso anunciar as minhas opiniões sem ser desrespeitoso com meu irmão ? Como me expressar e ser “politicamente correto”?

    Primeiro do que tudo, pela nossa própria ligação com Cristo. São Paulo disse: «Vós revestiste-vos de Cristo» (Gálatas 3,27). A evangelização apela que comecemos por nós mesmos! É, sobretudo, com a nossa vida, com a nossa conduta, e não somente com palavras que damos testemunho de nossas crenças.

    Ninguém pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível. Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova. Não será agindo “agressivamente”, como muito se fez, que alcançaremos mais exito para o convencimento alheio !

    A lei de ouro do comportamento é a tolerância mútua, já que nunca pensaremos todos da mesma maneira; já que nunca veremos senão uma parte da verdade e sob ângulos diversos. Se traçamos caminhos diferentes, que importância faz, desde que alcancemos o mesmo objetivo?

    É pela nossa certeza, pela nossa alegria em saber que somos amados por toda a eternidade, que Cristo se torna real aos olhos daqueles que não o conhecem,….agindo assim…atingiremos os nossos objetivos e estaremos sendo socio-sacro-politicamente corretos !!!!

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