Profissão mãe 4

Olá

 Hoje gostaria de comentar um texto da agência USP, gentilmente enviado pelo nosso internauta Luiz Coelho com o título: Frequência pré-escolar dos filhos afeta carreira das mães

 O texto interessante traz uma pesquisa sobre um fato que conhecemos na prática. Muitas das mães que deixam o emprego para cuidar dos filhos, geralmente voltam ao mercado de trabalho quando estes entram em idade escolar, pois este fato facilita muito o gerenciamento doméstico permitindo a estas um tempo maior para se dedicarem novamente as carreiras.

 Porém um trecho muito curioso do texto me chamou a atenção: “Uma maior frequência pré-escolar de crianças ajudaria a capacitação de pessoas para contribuição social e econômica do País. “Deve-se investir nisso pois os benefícios são de curto prazo, como a geração de empregos diretos em creches e escolas, e de longo prazo, com o melhor desenvolvimento da capacidade cognitiva das crianças e a participação feminina no mercado de trabalho”, afirma a pesquisadora.

 Fiquei assustado. A motivação para levar nossos filhos a escolas e creches deve ser a contribuição social e econômica do País  na geração de empregos ? Não quero imaginar que vemos crianças como responsáveis (também) no processo econômico e social do País. A geração de empregos no Brasil é importante sim, mas não a ponto de ser motivo para deixar de criar nossos filhos em casa para levá-los a uma creche. Isso é uma decisão que cabe a cada família com o motivador real de que ambos (pai e mãe) necessitam trabalhar e que não haveria alternativa de manter a criança no ambiente familiar durante este período. As creches são apoios importantes sim, mas para apoio às famílias e não à economia. (Veja que eu não abordo aqui o período de inicio da idade escolar das crianças pois entendo que em sua maioria estas entram na escola)

 Um outro trecho do texto mostra que a entrega das crianças para as creches aumenta a participação feminina no mercado de trabalho. Já abordamos aqui no site este assunto e a criação dos filhos cabe sim a família. O aumento da participação feminina no mercado (por necessidade da família) tem que ter por consequência o aumento de criançcas em creches e não o contrario.

Boa semana a todos !

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Sobre Marco

Marco é casado com Mariana e tem os pequenos Carol e Rafael. Ele é formado em Tecnologia da Informação, pós graduado em administração e trabalha há 14 anos no mercado corporativo de TI. Atua na Igreja Católica desde a adolescência, participando de grupo de jovens, ministérios de música e equipes de evangelização. Está na pastoral da familia da paróquia Nossa Senhora do Brasil desde 2007, atuando junto às familias e aos casais que buscam o matrimônio.
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