Evangelização pela comunicação

No último Domingo aqueles que compareceram a Santa Missa devem ter ouvido do padre que a coleta seria para incentivo da Evangelização pelos meios de comunicação, no caso de São Paulo, especificamente a Radio 9 de Julho e o Jornal O SÃO PAULO.

É interessante pensar que a Igreja tem realizado um esforço nas últimas décadas de se aproximar cada vez mais de todos os fiéis, e homens de boa vontade, mediante o emprego da tecnologia da comunicação. Surgiram novos sites e blogs (a exemplo deste),revistas, jornais, radios e TV, que procuram levar ao público uma mensagem de conteúdo cristão, ou melhor, uma programação que colabore para a informação e formação adequada da população.

Sem dúvida, o poder da mídia é incalculável. A cada dia cresce em milhões o número de pessoas que conseguem estar conectadas com o mundo mediante recursos dos mais variados. Infelizmente, muitos destes instrumentos são utilizados de maneira imprópria, e ainda que se viva a liberdade de imprensa e manifestação, deve-se também reconhecer os limites do respeito ao próximo. Isto se faz mais verdadeiro, principalmente, quando o próximo está na pessoa de crianças onde o discernimento, e portanto uso da liberdade, está em construção. Tornam-se verdadeiras vítimas da “liberdade alheia”.

Assim sendo, seria importante que cada vez mais os cristãos, católicos, pudessem valorizar os meios da mídia que favorecem a informação compatível com a formação com valores  cristãos.  A pluralidade e a diversidade, sem dúvida, além de respeitadas, devem ser conhecidas, mas isto não faz dela uma categoria a ser privilegiada quando centra suas imagens e informações de modo a ferir a dignidade da pessoa.

Favorecer ao desenvolvimento dos meios que se ocupam da evangelização é uma missão a ser acolhida pelos católicos, de modo a alcançarmos os pontos mais distantes do planeta, conforme o mandamento imperativo de Cristo. Consequentemente, estaremos colaborando para que aqueles  que, de modo desrespeitoso, usam os meios de comunicação para a deformação do desenvolvimento humano possam ser silenciados. Se há liberdade de expressão, que esta não seja aquela onde impera o relativismo anarquico, onde a ética se apaga em nome de uma liberdade esdrúxula que peca na essencia de direcionar-se ao bem comum. 

Cabe a cada um de nós manifestarmo-nos, tornando-se apóstolo da comunicação para os tempos de mídia em que vivemos.

Até a semana

Valdir

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Sobre vreginato

Casado e tem três filhos. Médico e Terapêuta de Família. Professor de Bioética, Históra da Medicina e Espiritualidade e Mediicna na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), membro do Centro de História e Filosofia das Ciências da Saúde da Unifesp, Coordenador da Pastoral da Família da Paróquia Nossa Senhora do Brasil
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