O filho no centro do Universo

É muito comum encontrarmos pais que exageram na exaltação de seus filhos, tratando-os como verdadeiros centros do universo. Quando se trata do primeiro filho ou quando este é único, a situação piora ainda mais, uma vez que os pais acabam até “endeusando” o filho. Chegam a ser inconvenientes nos ambientes de convivência, criando até inimigos em algumas situações.

O filho deve sempre ocupar seu próprio lugar na vida familiar, com sua importância sim, mas sem que venha a se tornar a razão única de viver dos pais. Atitudes deste tipo acabam gerando filhos superprotegidos, mimados e que certamente causarão problemas onde estiverem.

No ambiente escolar, onde a criança acaba passando a maior parte do seu dia, surgem vários conflitos tanto para os professores quanto para os colegas de sala, uma vez que ficam com a difícil e árdua tarefa de domar os “indomáveis”. Pode parecer exagero, mas quem convive com crianças e adolescentes com este comportamento, sabem das dificuldades que são próprias de cada caso.

A Palavra de Deus nos traz importantes orientações para o relacionamento de pais e filhos no Livro do Eclesiástico, no capítulo 30:

“Aquele que estraga seus filhos com mimos terá que lhes pensar as feridas; a cada palavra suas entranhas se comoverão. Um cavalo indômito torna-se intratável; a criança entregue a si mesma torna-se temerária. Adula o teu filho e ele te causará medo; brinca com ele e ele te causará desgosto.” (Eclo 30,7-9)

Desde a primeira infância, a criança deve ser educada de maneira a aprender que tem limites e que ela não é o centro de tudo onde vive. Toda repreensão é doída no momento de sua ocorrência, mas passados os instantes da chateação, trará benefícios para o relacionamento familiar e também social da criança. Zelemos, portanto, por uma boa educação de nossos filhos e que pela intercessão da Sagrada Família de Nazaré possamos ser bons pais nesta sublime missão de educar os que nos foram confiados.

Abraços e até a próxima semana.

Heraldo

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2 respostas para O filho no centro do Universo

  1. Luiz Coelho disse:

    Boa tarde…
    Existe uma mistura de idéias no texto…

    1-) “endeusar” – Uma das abordagens feitas, bem explicada por sinal, narra bem a maneira como pais ( que possivelmente foram alvos de represarias na infância/adolescência ) criam seus filhos literalmente imunes a quaisquer tipo de repreensão; seja no âmbito familiar, escolar, etc. Criando assim pessoas que acreditam que nada, ou ninguém no mundo lhes pode ser negado, questionado ou proibido….
    ANÁLISE : conduta reprovável dos pais

    2-) exaltar – Demonstrar os valores e as virtudes que os filhos possuem; nada mais sendo do que um estímulo, um incentivo…tratando-os como o que eles potencialmente podem ser e não apenas o que eles são….Encorajando-os ( tanto nas suas virtudes como na superação de seus defeitos e vícios )…Dando-lhes confiança de que podem superar muitas das adversidades que outros julgam serem insuperáveis….
    ANÁLISE : conduta louvável dos pais

    3-) educar – Aprender que os direitos de alguém vai até aonde começam os dos outros. Que as pessoas são diferentes sim e são melhores ou piores em alguns aspectos físicos, intelectuais, morais, etc ; o que não significa, absolutamente, que existam pessoas superiores ou inferiores as outras ( há uma enorme diferença )..
    ANÁLISE : conduta obrigatória dos pais

    PS. Li o texto do Eclesiástico ( gostaria que alguém pudesse me orientar a respeito )……entre outras aqui não reproduzidas…uma das “pérolas” desta passagem, com certeza é : “…brinca com ele e ele te causará desgosto.”

    Abraço

  2. Heraldo disse:

    Prezado Luiz Coelho,

    Obrigado pelas contribuições ao artigo. Com relação à citação do Livro do Eclesiástico “brinca com ele e ele te causará desgosto”, o sentido é de que deve-se agir com firmeza com o filho, nas horas em que tal atitude for necessária, ou seja, não tratar todos os seus atos em tom de brincadeira, se tais atos estiverem exigindo uma repreensão.

    Abraços

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