Tempo é saúde

Olá

 Na mesma linha do nosso post Tempo é dinheiro, publicado há algumas semanas atrás, hoje trago uma outra pesquisa, esta endereçadas as mulheres.

 Um levantamento realizado pela Med-Rio, uma empresa especializada em check-ups, com 10.000 executivas ao longo dos últimos 20 anos mostra que o número de mulheres estressadas aumentou de 40%, no início dos anos 1990, para 60% em 2010. A pesquisa também mostra que o maior atacado com essa onda de stress é o coração. Em 1960 a proporção de problemas cardíacos em mulheres era de 1 para 9 homens, hoje isso já caiu para 1 mulher para cada 3 homens !!

 Isso veio derrubar um mito antigo da medicina: “Antes, acreditava-se que a presença dos hormônios sexuais femininos, sobretudo o estrogênio, já era o bastante para proteger o coração das mulheres abaixo dos 40 anos. Mas a Sociedade Brasileira de Cardiologia tem alertado para o aumento de casos de infarto do miocárdio em mulheres jovens.

 A pesquisa termina alertando sobre a pesada jornada de trabalho  atrelada as responsabilidades em casa e a falta de tempo para cuidar do corpo/saúde.

Pois bem…

 Como já disse aqui uma vez, as mulheres conquistaram seu espaço com muito talento e dedicação. Ponto para elas ! Mas a pesquisa mostra que tudo tem seu preço. Partimos de uma organização familiar que vigorou até a década de 1960 (que o homem trabalhava e a mulher cuidava da família) e que migrou para o modelo que temos hoje (ambos, marido e mulher trabalham e dividem (?!) os trabalhos domésticos). Nesta relação vimos que as mulheres começaram a apresentar problemas que antes eram praticamente destinados aos homens.

 Então qual é a solução ?

 Entendo que não temos uma solução única. Porém gostaria de propor um tema para o questionamento de todos: Uma resposta está no próprio mercado de trabalho que ajudamos a criar. Todos nós temos foco em uma função específica… secretárias, executivas, engenheiros, analistas, mecânicos. Cada um em seu foco tem mais chances de realizar um bom trabalho. Agora quando temos que abrir o leque e ambos ter mais de uma jornada, será que não ficou pesado demais pra elas (ou para todos) ?

Fica o questionamento. Até semana que vem !!

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Sobre Marco

Marco é casado com Mariana e tem os pequenos Carol e Rafael. Ele é formado em Tecnologia da Informação, pós graduado em administração e trabalha há 14 anos no mercado corporativo de TI. Atua na Igreja Católica desde a adolescência, participando de grupo de jovens, ministérios de música e equipes de evangelização. Está na pastoral da familia da paróquia Nossa Senhora do Brasil desde 2007, atuando junto às familias e aos casais que buscam o matrimônio.
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6 respostas para Tempo é saúde

  1. vreginato disse:

    Marco

    Sem considerações “machistas”, gostaria de lembrar que o trabalho em família realizado pela mulher, seguramente, é mais intenso do que o trabalho realizado por muitas executivas. Principalmente quando as famílias eram mais numerosas, com cinco ou mais filhos. No entanto, as mães não “infartavam”.
    É certo que a análise não deve ser simplista, as grande mundanças socio-econômicas são complexas e oncorrem para o grande aumento de infartos nas mulheres jovens. Mas é constatado que em países chamados desenvolvidos, muitas mulheres com filhos pequenos estão trocando as “alegrias e realizações do trabalho executivo” pelo “estafante serviço junto aos seus filhos”, mas que parecem proteger o coração.
    Dá o que pensar!

    Valdir

  2. Luiz Coelho disse:

    Boa tarde….

    Não vamos culpar as profissões, ou as condições sócio-econômicas….vamos analisar com mais critério…

    No topo da lista dos fatores de risco de infarto, de acordo com o trabalho, coordenado pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia de São Paulo, temos :

    1- O hábito de fumar ( ativo ou passivo ). O consumo diário de mais de cinco cigarros quase quintuplica a probabilidade de ocorrer um ataque cardíaco.
    2- O diabetes melito (alta taxa de açúcar no sangue),
    3- O acúmulo excessivo de gordura no abdômen,
    4- Histórico familiar de doença coronariana,
    5- Níveis elevados de LDL-colesterol (o popular mau colesterol)
    6- e a Alta pressão arterial (acima de 14 por 9).

    Está provado que doses excessivas de bebidas alcoólicas podem, além de causar dependência e acidentes de toda sorte, aumentar a pressão arterial e os níveis de triglicérides (um tipo de gordura), duas condições que favorecem o aparecimento de infarto.

    Cada um desses indicadores eleva, de forma independente o risco de haver infarto. Pessoas com mais de um dos hábitos acima; devem multiplicar a probabilidade de ocorrer um infarto , e não simplesmente somar !

    Com o ingresso no mercado de trabalho, será que os hábitos ( alimentação, bebida, fumo, falta de exercício físico, etc )…das pessoas ( mulheres ) são os mesmos de quando estavam com os serviços domésticos ?

    O trabalho ( em casa ou fora dela ) não é o problema, mas sim a mudança dos hábitos para o bem estar do corpo !!!

    Abraço

  3. Marco disse:

    Oi Luiz

    obrigado pelo seu comentário.

    Eu somente gostaria de citar um caso real de um parente próximo, que tem por volta de 36 anos, exercita-se com freqüência, sem antecedentes, alimentação balanceada, etc. Teve um ataque do coração em uma semana extremamente pesada no trabalho. Semanas depois de muitos exames, ele foi liberado pois nenhum problema foi encontrado. Diagnostico médico: stress devido a carga e pressão no trabalho.

    O stress é amplamente estudado pela medicina hoje, como causa de muitos outros males, como por exemplo, depressão.

    ate

  4. Luiz Coelho disse:

    Infarto é o nome que se dá à necrose (morte) de um tecido em consequência de distúrbios circulatórios que se traduzam por isquemia ou hipóxia. As causas, então, do infarto devem atuar nos vasos que nutrem o coração.

    A principal causa de oclusão coronariana é a aterosclerose combinada com trombose. O estresse (a longo prazo) é um fator de risco para a aterosclerose.

    Edson Stefanini (Dr. Edson Stefanini é cardiologista, professor da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo e médico do Hospital Sírio-Libanês de São Paulo.) :

    – Inúmeras são as manifestações orgânicas provocadas pelo estresse. Além de úlcera, hipertensão, queda de cabelo, o estresse pode aumentar a probabilidade de manifestação das doenças coronarianas, desde que associado a outros fatores de risco. Muitos me perguntam se estresse pode causar morte súbita por infarto. De certa forma, ele pode ser o empurrãozinho que faltava. Se já existia predisposição anterior em virtude da existência dos outros fatores, estresse muito violento pode ser fatal. Por isso, como medida preventiva, a orientação dada aos pacientes é evitar situações que habitualmente provoquem tensão. Não é fácil, mas é possível. Organizar melhor os horários, tentar resolver os problemas pendentes, deixando de lado os que não conseguirão resolver, talvez seja um bom começo.

    A experiência clínica tem demonstrado as vantagens da atividade física diária no controle do nível de estresse. Não há necessidade de ser um exercício intenso como correr a maratona. Basta meia hora por dia, pelo menos quatro vezes por semana, e o nível de tensão cai consideravelmente. Os benefícios não são apenas físicos. Concomitantemente, ocorre um relaxamento psíquico e emocional que faz as pessoas se sentirem com mais pique para encarar o dia-a-dia.

    Além disso, estudos comprovam que a probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares é menor em quem se exercita regularmente. Em se tratando de hipertensos, por exemplo, a atividade física ajuda a controlar a pressão arterial. Esses pacientes, porém, precisam estar sob supervisão médica. Se o indivíduo já apresenta fatores de risco coronarianos, não pode sair por aí correndo ou entrar numa academia sem avaliação prévia de suas condições orgânicas. É preciso verificar a pressão arterial, fazer eletrocardiograma e teste ergométrico a fim de analisar sua performance quando submetido a esforço. Alterações importantes no eletrocardiograma e na pressão arterial podem significar deficiência coronariana ou cardiopatia isquêmica. Os portadores dessas patologias exigem orientação meticulosa antes de aderirem ao programa de condicionamento físico essencial ao tratamento. Exercícios são indicados, também, para quem sofreu infarto agudo do miocárdio, não só como parte do processo de reabilitação, mas como prescrição terapêutica durante o acompanhamento clínico posterior que precisa ser mantido indefinidamente. ”

    LOGO:
    O estresse ( stress ) realmente é nocivo…..mas ele está mais para um catalizador ( que acelera um processo já em andamento ); do que para um agente direto do infarto !!!

    Abraço

  5. vreginato disse:

    Meus caros

    Isto virou uma discussão clínica. Como médico estou bem a par dos fatores de risco para infarto, e não vou entrar pelos caminhs da cardiologia pois o blog é “casadefamilia”.

    O que está em jogo é que o comportamento da mulher mudou, sim, é evidente. Ela saiu dos hábitos da condição da gestora da família e foi para o meio “executivo”, comprando todas as suas ofertas e agora assumindo todas as suas consequências.
    Mantendo-me fiel ao núcleo do blog (família), diria (novamente): cuidar e acompanhar a educação dos filhos é sem dúvida muito trabalhoso, mas parece que não infarta.

    Talvez fosse o caso dos homens (pais e maridos) aprenderem a lição e mudarem os seus hábitos para mais domésticos, evitando os já mencionados fatores de risco, que antes só peculiares a eles e agora com a adesão feminina.

    Abraços

    Valdir

  6. Luiz Coelho disse:

    Antes de arrancar os cabelos e passar mal de estresse no trabalho, confira estas dez dicas que o especialista em gerenciamento de estresse, Joseph Hurrel Jr, deu para o UOL Ciência e Saúde. Hurrel Jr. é professor associado de psicologia da St. Mary’s University em Halifax, Canadá, e trabalhou por mais de 30 anos no National Institute for Occupational Safety and Health (NIOSH), nos Estados Unidos

    1.Carga de trabalho e ritmo de trabalho – As demandas (físicas e mentais) devem ser compatíveis com as capacidades e recursos dos indivíduos, evitando sobrecarga e também sob carga

    2. Horário de Trabalho – Os horários de trabalho devem ser compatíveis com as demandas e responsabilidades fora do trabalho. Reserve os horários para cuidar de você, como ir a uma academia, pro exemplo

    3. Responsabilidades no trabalho – Os papéis, funções e responsabilidades no trabalho devem ser bem definidos

    4. Futuro no trabalho – Não deveria existir dúvidas em relação a segurança no emprego e oportunidades para crescer na carreira

    5. Meio Social – Empresas devem proporcionar oportunidades de interação pessoal, tanto para fins de apoio emocional quanto para ajuda real em tarefas coletivas

    6. Conteúdo – O trabalho deve fornecer significado, estímulo e oportunidades para os funcionários usarem suas habilidades

    7. Participação e Controle – Os funcionários devem ter a oportunidade de contribuir nas decisões ou ações que afetam suas atividades e seu desempenho nas funções

    8. Ser ou ficar saudável – Inicie um programa de atividade física, coma alimentos que melhoram a sua saúde e bem-estar

    9. Suporte – Procure fontes de apoio social dentro e fora do ambiente de trabalho

    10. Relaxamento – Aprenda técnicas de relaxamento, ouça música ou pratique ioga ou meditação

    http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/album/1105_estresse_album.jhtm?abrefoto=1#fotoNav=1

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