Trazendo trabalho para casa

Olá

Hoje gostaria de escrever sobre algo que deve aflingir muitas famílias ultimamente. O famoso “trazer trabalho pra casa”. Esta é aquela situação complicada onde o marido (ou a esposa) não está trabalhando efetivamente mas, também não está de folga, descansando.  Está fisicamente em casa mas mentalmente no trabalho. Para tanto quer reproduzir o ambiente do trabalho no seu lar: não tem tempo pra sair ou brincar com os filhos ou, se eles ainda não chegaram, passar um bom e tranquilo fim de semana com a esposa, assistindo um filme ou saindo pra jantar.

Fiquei pensando um pouco sobre este assunto e cheguei a seguinte conclusão. Esta prática não agrada ninguém !! Mas alguém pode até me dizer “lógico que não, você acha que tem alguém que gosta de trabalhar no fim de semana ?!” eu responderia: “olha que eu conheço alguns…”. Brincadeiras a parte, quem pensou isso tem razão. Mas voltando em agradar… O marido (ou esposa) que trouxe o trabalho não fica bem pois não consegue trabalhar direito e vê todos descontentes a sua volta. Os demais ficam tão descontentes quanto pois tem a familia reunida mas sem poder fazer nada juntos… . Nem quem pediu o relatório fica contente pois sempre o quem requisita pede mudanças na Segunda (eu pelo menos nunca vi um relatório de fim de semana ser aceito de primeira).

Então o que fazer então?

Não quero ter a ousadia de dizer que dá pra fechar aqui uma solução para caso. A universalidade da solução é tão grande quanto a universalidade do problema mas, podemos conversar um pouco sobre isso.

Basicamente vejo que o trabalho vem pra casa por 03 motivos principais:

  1. Trabalho passado a um tempo atrás que foi ficando… foi ficando… a data estourou e agora não tem mais tempo;
  2. Alguém lhe passou o trabalho de última hora, tipo na sexta-feira (muitas vezes devido ao item 1) e disse que era para Segunda;
  3. O marido (ou esposa) está sobrecarregado pois esta acumulando mais de uma função e não consegue dar conta de todas as tarefas nas 8 horas diárias.

Para o primeiro caso, cuidado!  Este dava pra antever e curtir o feriado com a familia. Para os outros 2, uma “esticadinha” na própria sexta mais uma negociação para entrega na “Segunda logo depois do almoço”, podem salvar o fim de semana. Eu sei que é desgastante fazer isso e ninguém quer ver o chefe/gerente torcendo o nariz nesta hora…. mas será que a familía não vale o risco ?

Boa semana a todos !!

[Republicado de 02/11/2009]

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Sobre Marco

Marco é casado com Mariana e tem os pequenos Carol e Rafael. Ele é formado em Tecnologia da Informação, pós graduado em administração e trabalha há 14 anos no mercado corporativo de TI. Atua na Igreja Católica desde a adolescência, participando de grupo de jovens, ministérios de música e equipes de evangelização. Está na pastoral da familia da paróquia Nossa Senhora do Brasil desde 2007, atuando junto às familias e aos casais que buscam o matrimônio.
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4 respostas para Trazendo trabalho para casa

  1. Luiz Coelho disse:

    Bom dia…

    O fator “trabalho” foi tido como o “vilão” deste post, mas outros fatores, que também não são de nosso agrado, contribuem para não podermos aproveitar, como se deve, o tempo com a família ….

    E se um amigo/familiar precisar de um auxílio:
    a) Por motivo de saúde
    b) Por motivo de problemas conjugais
    c) Por motivo de problemas financeiros
    d) Por motivo de conselhos diversos,
    e) Na ajuda na mudança dos moveis, etc…

    Ou….para ficar mais interessante o assunto…

    E se o fator que “impede” um maior convívio com a família, não seja de origem “desagradável”….mas que também não nos faz estar “presente” no convívio com a família :

    a) Se o seu time vai jogar uma final,….e você quer ver…..
    b) Se você costuma jogar bola, ou encontrar seus amigos de colégio, no final de semana…
    c) Se quiser ler aquele livro que ainda não acabou…ou que foi lançado recentemente
    d) Se quiser ter um tempo seu para seus assuntos pessoais ou fazer seus “hobbies”, ( cinema, computador, compras..), etc
    e) Se quiser simplesmente dormir……..

    Muitas vezes, ou quase sempre, somos nós mesmos que determinamos, e calculamos mal, o quanto tempo passamos efetivamente com nossa família…mas continuamos a culpar terceiros…

    Um grande abraço a todos !

  2. Marco disse:

    Oi Luiz

    Não diria que o trabalho foi o “vilão” (pelo menos não era a intenção), mas sim o gerenciamento do tempo no trabalho.
    A diferença do fator trabalho em relação aos exemplos que você deu, é o fato que seu trabalho diz respeito somente a você… ninguém mais na família poderia participar com você das atividades, muito pelo contrário, a participação de qualquer um atrapalharia o seu desempenho… o que não aconteceria nas outras atividades (com excessão de dormir… 🙂 )
    Concordo com sua conclusão de que somos nós que calculamos mal nosso tempo. Mas não por causa das atividades que você cita: Ajudar um amigo (ou parente) e dedicar-se a tempo livre para recreação (sozinho ou com um dos membros da família), também é, na minha opinião, tempo familiar…

    até

  3. Luiz Coelho disse:

    Eu havia entendido que a questão era….
    “ Eu ( e ninguém mais ) vou fazer algo, que me impede, ou pelo menos dificulta, que eu compartilhe momentos agradáveis, EM CONJUNTO, com os membros da minha família.”

    Mas depois do seu comentário, ficou claro que a questão é:
    “ Eu ( e ninguém mais ) vou fazer algo, que me impede, ou pelo menos dificulta, que eu tenha tempo livre para recreação (sozinho ou com um dos membros da família)”

    Tirando o tempo que se tem de realizar uma obrigação exclusiva o que resta é o que você considerou como sendo tempo livre…..ou seja aquele que temos disponíveis ( fora das 8hs – como você disse ) !!

    Se no tempo estipulado ( pela pessoa ou por terceiros ) não conseguimos cumprir nossas obrigações…De onde poderemos tirar tempo para fazê-las ?….(RESPOSTA: Do nosso tempo livre !!!! ) ..Basta saber qual parte do nosso tempo livre, abriremos mão !!!

    Abraço

  4. vreginato disse:

    Marco

    O Luiz assinala um dado interessante que parte para a generosidade dos pais. É necessário tirar do nosso tempo livre (dos pais) para não sacrificar, ou fazê-lo ao mínimo, quando implica no tempo livre conjunto da família. Isto implica nas “madrugadas”, no sacrifício da final na TV, ou de prolongar o chopinho com amigos. Até mesmo um tempo livre próprio de maior significado para a dedicação cultural, ou do repouso merecido, de interesse privado deve ser considerado.
    Como costumo dizer: “Ser pai é exigente”.
    Valdir

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