Uso excessivo de jogos eletrônicos

Quero partilhar com os leitores do Casa de Família nesta semana sobre um artigo publicado pelo Jornal “O Estado de São Paulo” no domingo passado (06/02/11). Eis alguns trechos do artigo:

“Jogos eletrônicos já foram acusados de causar problemas como obesidade, déficit de atenção, timidez e agressividade excessivas. Outros estudos, porém, alardearam seus benefícios no desenvolvimento de noção espacial, habilidades visuais e motoras e no combate ao declínio mental que surge com a idade. A tecnologia, dizem especialistas, não é vilã nem mocinha. O segredo é o uso adequado. Mas, para pais de crianças e adolescentes da geração digital, isso nem sempre é algo fácil de definir.”

“A diferença entre o uso abusivo e o recreacional da internet e dos jogos eletrônicos ainda é um pântano mesmo para especialistas,…”

“O problema surge quando o jovem começa a migrar da vida real para a virtual e passa a negligenciar atividades comuns.”

Não há um número mágico de horas que norteie o uso correto do computador ou dos videogames por crianças, adolescentes e jovens. “Há pessoas que vão sofrer prejuízos com duas horas diárias de uso e outras que podem jogar oito horas e continuar bem.”

“Proibir o uso do computador ou do videogame não é a solução. O melhor que os pais podem fazer é ter uma atitude preventiva. Para isso é preciso conhecer as possibilidades do mundo virtual, aproximar-se do jovem, acompanhar o uso das tecnologias e ajudá-lo a discriminar o bom e o ruim.”

Temos conhecido muitos casos de jovens que tem vivido trancados em suas casas em função desse tipo de problema. Precisamos estar atentos com o comportamento de nossos filhos e não ignorarmos quaisquer sinais de exagero no uso de eletrônicos. Como já abordado no artigo, o segredo é o uso adequado da tecnologia, que precisamos descobrir qual é em cada caso e idade dos filhos.

Abraços e até a próxima semana.

Heraldo

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3 respostas para Uso excessivo de jogos eletrônicos

  1. Luiz Coelho disse:

    Boa tarde…

    Bem legal o post de hoje !…..Lembro de ter lido sobre os “males” dos video-games…e o comentário de um especialista que disse, que se os jogos tivessem o “poder” persuasão….muitos estariam procurando faixas tracejadas e as devorando ( em alusão ao PAC-MAN ) !!

    O uso de eletrônicos como uma forma “isolada” de lazer ( vídeo-games, TV, computador, etc ) …é tão “prejudicial” quanto qualquer outra atividade individual de entretenimento, como a leitura, a costura, jogos individuais, etc……

    Se não me engano….os “gurus” da tecnologia ( Bill Gates, Steve Jobs…os criadores do Google, do Facebook, etc )….passavam mais horas do que o “normal” na frente da “telinha”….mas a diferença foi que não era um simples “lazer”; pois havia um caráter criativo junto do passatempo, e que posteriormente se tornou algo lucrativo. E se os pais deles os tivessem proibidos de ficarem tanto tempo em frente aos “eletrônicos” aonde estariam hoje ? E como estaria a tecnologia que usamos hoje ?

    Como aprendi : “ Tudo na vida, tem de ser como o sal na comida……nem demais, nem de menos”…o problema está em saber o que deve ser mais “salgado” ( como no post do sal da terra )…ao ponto de despender mais do nosso tempo e desempenho…e o que deve ser menos “salgado”, ao ponto de darmos menos atenção.

    Abraço.

  2. vreginato disse:

    Caros Heraldo e Luiz Coelho

    O tema é muito oportuno, como sempre colocado pelo Heraldo. Mas a ponderação do Luiz Celho coloca o dedo na ferida. Qual é o “tempero ideal”. Muito difícil de se responder de modo genérico. Os fatores aqui implicados são muitos, desde culturais, econômicos e até morais. Cada família deve avaliar criteriosamente o que está fazendo, tanto os pais como os filhos. Não há número de horas certas, mas acredito que ajuda a refletir se nos baserarmos na hierarquia de valores. Permitir que a família possa ter uma programação em que as atividades conjuntas, da vida real, tenha prioridade sobre o “virtual”, que deverá ficar para depois. Os pais devem se preocupar em progamas de participação conjunta, principalmente na fase de filhos pequenos. Outra questão é não permitir que nas atividades de rotina em família, como as refeições, a internet torne-se uma separação da família. Lembrar de estimular as atividades esportivas sempre que possível, se não com a família, com amigos.
    É fato que não se deve pensar em subtrair a internet da vida de família. Hoje isto é impensável. Ma também não podemos nos tornar famílias dependentes da internet.

    Valdir

  3. Cristiane disse:

    Oi, Heraldo,
    De fato, seu tema escolhido é mais do que oportuno. Todos nós vivemos imersos nele. Concordo que é preciso saber controlar o tempo de entretenimento na frente dos eletrônicos. Também sempre lembro aos meus filhos que o videogame é diversão. Quando começam a ficar estressados, seja porque não conseguem terminar uma fase seja porque o outro que está jogando fez alguma coisa errada e prejudicou o andamento do jogo, digo logo para se acalmarem. Deixo claro que o objetivo é diversão. E, nesse sentido, o mais velho está aprendendo que precisa ter paciência com o menor… Infelizmente estamos em pleno inverno aqui nos EUA e não dá para andar de bicicleta, brincar no playground etc; por outro lado, meus filhos gostam muito de montar LEGO – o que tem sido uma boa alternativa quando é preciso parar com os videogames. Em tudo, a temperança! (Não é à toa que esta virtude tem a mesma raiz etimológica de tempero)
    abraços!

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