Responsabilidade dividida

Olá

  No início de  muitos casamentos é assim: O casal olha para as tarefas da casa e divide entre si:

  – Eu cuido dos carros, você faz o supermercado; 

  – Eu pago as contas da casa,

 Com o aumento das responsabilidades e a vinda dos filhos, o casal tem q reaprender a cooperacao entre eles. Pode ter sido acordado que somente o marido lava e abastece os carros. Mas agora com a vinda dos filhos ele ajuda a esposa com eles para que ambos possam chegar a tempo ao trabalho. Logo não há problemas se ela for surpreendia com o carro na reserva, passar para abastecê-lo…

 Como a esposa tem que sair rápido para buscar os filhos na escola ou levar algum familiar a uma consulta médica, não deve ter problemas se o marido chegar em casa e encontrar a geladeira vazia com a lista do supermercado fixado na porta. Ele pode aproveitar para sair e fazer a compra ele mesmo.

 A vida em uma família é muito dinâmica e um casal chega a este equilíbrio quando ambos sabem que a responsabilidade de manter a casa. Fazer concessões e cancelar alguns dos compromissos individuais podem ser necessários em alguns casos.

 A regra que falamos muito em nossos cursos da pastoral da família é simples: conversem muito sobre isso no período do namoro, sonhem, combinem, comprometam-se um com o outro. Isso ajudará muito para as seqüencia dos fatos que virão a seguir.

Boa semana a todos !

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Sobre Marco

Marco é casado com Mariana e tem os pequenos Carol e Rafael. Ele é formado em Tecnologia da Informação, pós graduado em administração e trabalha há 14 anos no mercado corporativo de TI. Atua na Igreja Católica desde a adolescência, participando de grupo de jovens, ministérios de música e equipes de evangelização. Está na pastoral da familia da paróquia Nossa Senhora do Brasil desde 2007, atuando junto às familias e aos casais que buscam o matrimônio.
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5 respostas para Responsabilidade dividida

  1. Luiz Coelho disse:

    Bom dia…a todos !

    Lendo o texto de hoje, me lembrei do primeiro post que fiz aqui e de outras situações correlatas a frase final do Marco..” conversem muito sobre isso no período do namoro, sonhem, combinem, comprometam-se um com o outro. Isso ajudará muito para as seqüencia dos fatos que virão a seguir.”

    Deixo claro, do mesmo modo que entendi o texto, que vou tratar única e exclusivamente no ponto de vista do casamento instituído pelo homem….o casamento civil.

    Será MESMO que as pessoas conversam antes de casar ?….Será que conversam sobre os assuntos que DEVERÍAM conversar ?…ou será que muitos deles são, digamos, deixados para serem resolvidos mais tarde ?

    Pergunto quanto dos casais conhecem os regimes de bens que a legislação brasileira possui ? Sabem a diferença de cada um ? Sabem que a escolha do regime pode prejudicar o outro cônjuge ? ou simplesmente não se incomodam com questões de ”pequena” importância para a vida a dois ?

    Digo isso pois a algum tempo atrás minha esposa foi consultada por uma noiva…e esta lhe pediu alguns esclarecimentos ( o que é raro )…no meio da conversa minha esposa perguntou se ela sabia como estavam as finanças do futuro marido, meio relutante ela comentou que isso não lhe importava, mas que sabia que a família do noivo e ele mesmo tinham seus nomes em empresas que estavam com problemas com o fisco.

    Minha esposa explicou-lhe a diferença de cada um dos regimes do casamento civil e a aconselhou que ela casasse na separação de bens ou na participação final do aquestos….

    A reação da noiva foi “…Como vou falar para o meu noivo para casarmos com separação de bens…O que ele vai pensar ?”….Ao que a minha esposa respondeu….” Se nem esse tipo de assunto você consegue conversar com seu noivo, acho melhor vocês pensarem um pouco mais antes de casar ! Pois a vergonha que você tem hoje, pode se tornar o arrependimento de amanhã !!“

    Apenas para uma rápida amostragem……..alguém casou em um regime diferente do que era padrão na época do casamento ?…Por que ?

    Abraço

    • Valdir Reginato disse:

      Luiz

      Eu casei num regime diferente da moda. Quando casei, há 26 anos. o civil já era pelo regime de separação de bens e não comunhão universal. Eu e minha noiva fizemos um pacto nupcial para que o regime fosse de comunhão universal dos bens, comop assim está até agora. Vinte e seis anos.

      Mas concordo que poucos casais, na verdade raramente, são aqueles que conversam sobre o que realmente importa no casamento. Estou convencido de que uma delas, das fundamentais, é como o conjuge tem em conta a sua fé em Deus, e se acredita, pelo menos quando casa, que está consciente do compromisso que está assumindo.

      Abraços

      Valdir

  2. Luiz Coelho disse:

    Obrigado pela resposta Valdir….mas apenas retificando…nunca o regime da separação foi o “padrão”….mas o da comunhão parcial de bens….que é bem diferente !

    Ainda no conceito do texto do Marco e somando ao seu comentário….me veio outro ponto a ser discutido…..Se os conjuges tivessem raças, cores, posições sociais, times, gostos musicais diferentes…..haveria algum problema em se unirem ?……e se fossem de credos diferentes ( lógico que estamos analisando crenças “irmãs” – onde há a presença de Deus )?….até que ponto os conjuges “podem” ou “não podem” se unirem perante Deus e comungarem de uma harmonia familiar ? O preconceito e a discórdia estão no coração ou na mente humana ? ( obs. vide o casamento de Angélica e Luciano Huck – [católica e judeu] )

    Abraço

  3. Marco disse:

    Oi Luiz

    No exemplo que você cita acima, houve uma declaração pública pela preferência à religião judaíca. Ou seja, houve a renuncia de um em detrimento ao outro.
    Vou dar um exemplo de uma ex colega de trabalho. Ela era fanática por futebol, inclusive cadeira cativa no estádio e tudo e o namorado (e depois marido), por ironia, odiava futebol e não acompanhava-a nos jogos. Até onde acompanhei-os, ambos vivam em harmonia com esta decisão pois foi “negociada” ainda no namoro, ou seja, também houve a concessão de um lado pelo outro.
    Porém, se não houver este acordo entre o casal, posso dizer com segurança que problemas aparecerão.

  4. Luiz Coelho disse:

    Perfeito !… ACORDO entre o casal !…Lembro de vários comentários aqui e relato um caso do irmão de um casal que conheço.

    Os cônjuges acordaram que sempre iriam prezar pelo “crescimento familiar”, a manutenção das conquistas e a decisão do ACORDO entre eles.

    Ocorre que a mulher conseguiu fazer uma pós antes da filha nascer…..o rapaz teve uma grande oportunidade quando a filha nasceu e estavam pagando um novo imóvel…resumindo o marido disse que teriam de “diminuir” um pouco o estilo de vida…não iriam viajar pelos próximos 3 anos; para que ele também pudesse ter a sua pós……conclusão…a esposa não aceitou a “quebra” do acordo…e pouco tempo depois se separaram…

    Exemplos parecidos com esse ( como do marido que pode receber uma promoção, mas toda a família terá que acompanha-lo ) mostram como o ser humano se apega aos bens muito mais do que as pessoas…..

    Os casais se separam ( muitas vezes )….pelo simples egoísmo….ou pelo fato da sua “zona de conforto” ser abalada pelo cônjuge ou pela manutenção de uma conduta “detestada” do parceiro que o outro achou que pudesse “suportar” pelo resto da vida em comum .Como já disse muitas vezes…..as mudanças….ou as “rotinas incômodas”…servem de motivos para que duas pessoas que se amam, não consigam viver juntas……e onde está o erro ?…..na falta de sinceridade do cônjuge para consigo mesmo e para com seu parceiro ( antes e DEPOIS de casarem )!

    Abraço

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