O melhor emprego do mundo

Olá

Alguns de vocês devem ter acompanhado o programa de TV “The Best job in de word” (o melhor emprego do mundo) um tipo de reality show, produzido pela BBC e veiculado em alguns canais de televisão globais.

O programa selecionava um zelador para uma ilha paradisiaca, onde ele receberia salários, casa, e todo conforto do hotel onde ele trabalharia por 1 ano. O programa teve 34.000 inscritos… (e até onde entendi esta-se trabalhando para um 2o. programa da série)

Há algumas semanas, estive em um pronto atendimento por causa de um pequeno acidente com minha filha. Nada grave mas que necessitava de cuidados. Na espera do atendimento, vimos uma médica que aparece no corredor chamando o próximo paciente. No jaleco dela estava escrito “Oncologia Pediátrica”. Uma senhora próxima a nós exclamou baixinho ao seu marido: “Nossa, que vida que essa escolheu para si. Deve ser o pior emprego do mundo”…

Fiquei pensando no que aquela senhora disse. Eu pensei ao contrário. Que trabalho lindo que esta médica faz. Imagino sim os momentos de tristeza e pesar que ela devem enfrentar no seu dia-a-dia mas pensei também na alegria e realização que aquela deve ter ao curar um paciente ou até dar para aqueles uma vida mais digna enquanto sofrem. (no post “falando sobre a morte” do nosso amigo Heraldo temos o comentário sobre o testemunho de um médico desta especialidade, descrita pelo também nosso amigo Valdir. Vale a leitura)

Na seqüência também pensei no trabalho das babás (existiam algumas por lá). O que muitos também dizem ser um emprego terrível “uma pessoa tem que receber muito dinheiro para cuidar do filho dos outros” – como ouvi uma vez – na verdade é a oportunidade de ajudar uma pessoa única a se desenvolver e transformar-se em um adulto. Trabalho este que requer muito cuidado e dedicação. Não é de uma babá a responsabilidade de criar uma criança mas sim de ajudar a mãe no cuidado diário com os pequenos. E ter a oportunidade de ver os primeiros sorrisos, passos, palavras, são muito mais enriquecedores que qualquer objetivo corporativo alcançado.

Para mim, não há dúvidas. Se eu pudesse escolher o “melhor emprego do mundo” para mim, seria o de cuidar de minha filha. E o seu, qual seria ?

Boa semana a todos !!

 

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Sobre Marco

Marco é casado com Mariana e tem os pequenos Carol e Rafael. Ele é formado em Tecnologia da Informação, pós graduado em administração e trabalha há 14 anos no mercado corporativo de TI. Atua na Igreja Católica desde a adolescência, participando de grupo de jovens, ministérios de música e equipes de evangelização. Está na pastoral da familia da paróquia Nossa Senhora do Brasil desde 2007, atuando junto às familias e aos casais que buscam o matrimônio.
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3 respostas para O melhor emprego do mundo

  1. Alessandra de Angelis disse:

    Marco,

    Texto magnífico e incansável de ler. Se todos a nossa volta pudessem ter acesso ao texto, seria uma benção maravilhosa, principalmente se caísse nas mão de grandes executivos e empresários.

    O tempo passa depressa e muitas vezes as pessoas não tem o hábito de valorizar pequenas coisas, como estar com seu filho, fazer um pequeno passeio com sua família, dar um simples telefonema. Não, elas não têm esse tempo, pq. o mesmo acaba sendo dedicado somente ao trabalho, com um único objetivo: ganhar mais e mais dinheiro para estar no topo, no poder.

    Que pena para os que realmente pensam assim. A vida não é nada disso!

    Por isso, na minha singela opinião, o melhor emprego do mundo não é do executivo que trabalha em uma grande corporação, que possui doutorado, mestrado, fala 7 idimoas, viaja a trabalho semanalmente e sim daquele que valoriza o ser humano, no caso, um filho, marido, esposa, pais, enfim, um ente querido.

    Parabéns pelo belíssimo texto!
    Alessandra de Angelis

  2. Cristiane disse:

    Marco,
    Gostei de sua reflexão! E eu diria que o melhor emprego do mundo é aquele ao qual cada um foi chamado, vocacionado a fazer, em primeiro lugar, por Deus. O problema é que muita gente não sabe o que é vocação e interpreta de maneira errada trabalhos que aparentemente são mais desgastantes do que outros… Se alguém é vocacionado a fazer o que faz, ainda que seja difícil ou árduo, o fará com amor. E aqui entra uma questão de aptidão também, que é enriquecida com a graça divina.
    Eu jamais conseguiria ser médica. Falta-me a aptidão para lidar com doença o tempo todo. É claro que, depois de ser mãe, a gente acaba virando “pediatra” do próprio filho e faz coisas que nunca imaginava antes. Acho que neste caso é puramente graça divina que nos é dada pelo Sacramento do Matrimônio (que inclui a paternidadade/maternidade entre seus fundamentos).
    Bom, mas voltando à vocação: é preciso realimentar no coração dos jovens a verdade sobre o chamado de Deus no exercício de cada profissão. Teríamos melhores profissionais a serviço da comunidade (e do Reino de Deus).
    abraços,
    Cristiane

  3. Marco disse:

    Olá Alessandra e Cristiane

    Realmente nos falta entender nossa vocação e a busca pelo que Deus nos reservou. O vencedor do concurso que eu comento no post, perdeu o cargo meses depois, pois infringiu uma das regras do local e quase perdeu a vida, ou seja, não era vocacionado para aquela função mas foi em busca de dinheiro e fama. Não é este o caminho que devemos seguir…

    obrigado pelos comentários…

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