Elogiar sim, bajular não

É muito edificante para qualquer pessoa receber um elogio ou ainda uma atitude de reconhecimento por uma tarefa executada. O ritmo agitado de vida que quase todos nós somos conduzidos a manter em nosso cotidiano, nos torna por vezes indiferentes a muitas conquistas de nossos filhos, bem como às qualidades que eles vão manifestando no processo de crescimento. É necessário que manifestemos em palavras e atos o quanto amamos nossos filhos. Isto lhes faz bem e proporciona o seu amadurecimento enquanto seres humanos, além de suprir possíveis lacunas de carências afetivas que eles possam estar tendo em seus ambientes de vida. O processo de educação dos filhos também exige repreensões, mas estas não podem ser constantes a ponto de não observar o que vem sendo desenvolvido positivamente.

Há que se considerar, entretanto, que a atitude oposta de elogiar em excesso um filho, chegando à tendência de bajulá-lo, é extremamente desaconselhável para a formação de sua personalidade. “Bajule o seu filho e ele lhe causará medo, não o leve a sério e ele lhe causará desgosto” (Eclo 30,9). Existem muitos pais que querem exibir seus filhos nos locais onde moram, nas escolas, nos ambientes de festa ou de passeio. Os filhos não são objetos de decoração para serem expostos em busca de vaidades, nem tampouco espelhos que reflitam o que nós pais queiramos aparentar através deles. Devemos educá-los para serem discretos, respeitosos, atenciosos e prestativos, evitando comportamentos que lhes tornem orgulhosos ou presunçosos.

É importante lembrar também que nossos filhos são passíveis de correção por outras pessoas, quer sejam professores, inspetores, zeladores ou mesmo algum outro membro da própria família. Não podemos achar que nossos filhos estejam sempre certos e tomarmos partido deles sem o devido conhecimento da situação. Nunca se observou tanto desrespeito nas escolas, principalmente para com professores, o que reflete uma verdadeira crise de valores afetando nossas famílias.

Que Deus nos ilumine e capacite através das graças que são próprias do Sacramento do Matrimônio para agirmos sempre com sabedoria na educação de nossos filhos.

 

Publicado em 11/11/09

 

 

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2 respostas para Elogiar sim, bajular não

  1. lutfe disse:

    Heraldo, muito legal o texto… Bastante informativo e nos faz refletir.
    Obrigado, Lutfe

  2. vreginato disse:

    Caro Heraldo

    Um antigo professor , orientador familiar competente, disse certa vez: “Elogiar em público, e repreender a sós”. Guardei estas palavras como lição de vida para a educação dos meus filhos, e confesso que não é fácil. Frequentemente explodimos em público nas críticas, e calamos os elogios. É a luta da paternidade. Mas suas palavras também recordam o que a pedagogia moderna educacional recomenda: “educar pelo positivo”, ou seja, é melhor incentivar pelo elogio o que os filhos têm mais facilidade em fazer, do que viver criticando o que não está bem. O ânimo pelo que conseguem fazer melhor facilita o desenvolvimento para realizar o que mais custa.
    A luta é dos pais em tentar isto no dia a dia.
    Abraços
    Valdir

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