A volta da “polêmica” da Criação

Caros leitores

Parece que alguns cientistas não se cansam de tentar anular a existência de Deus. Mais um livro estará em breve nas livrarias. Os pensadores vem e vão (isto é , nascem e morrem) e no entanto Deus é, sem nunca deixar de ser. Neste mes de Setembro, que comemoramos o mes da Bíblia, quem sabe seja uma ótima oportunidade de ler ou reler o primeiro livro dos Gênesis, nos seus dois primeiros capítulos, para mais uma vez nos prepararmos para o lançamento do novo livro.

Como afirma Pe. Rafael Pascual, LC, decano de Filosofia do Ateneu Pontifício Regina Apostolorum (Roma)  em uma entrevista no próprio Zenit: “é preciso aceitar a nova provocação de Hawking e inclusive agradecer-lhe por isso, pois, como disse Aristóteles, temos de ser agradecidos não somente com os que dizem a verdade, mas também com os que erram, pois nos estimulam a buscar com mais esforço a verdade.”

Vejam o relato do artigo do Zenit, e vamos aguardar a chegado do livro.

Cientistas do mundo todo desmentem tese de Hawking

Documentário reúne a opinião de trinta especialistas sobre a criação

MADRI, quinta-feira, 9 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – O novo livro de Stephen Hawking negando a existência de Deus contrasta com a opinião de mais de trinta cientistas, expressada na recente série de documentários chamada “A Origem do Homem”. 

Entre eles, destacam-se os prêmios nobel Christian De Duve e Werner Arber. Alguns são crentes – judeus, católicos ou protestantes.

A série de nove documentários “A Origem do Homem”, realizada por Goya Produções, investiga o desenvolvimento do universo desde o “Big Bang” até os primatas, hominídeos e o triunfo do “Homo Sapiens”. Busca responder às perguntas: Como nasceu o universo? Surgimos por acaso? Houve uma inteligência que guiou a evolução?.

O prêmio nobel Christian de Duve afirma que a teoria de que o mundo é eterno, inventada por Fred Hoyl, mostrou-se falsa. Quem tinha razão era seu professor, Lemaitre, ao descobrir a teoria do “Big Bang”, a explosão que deu origem ao universo.

O professor belga Michel Ghins acredita que a teoria dos “universos múltiplos” foi idealizada para escapar da hipótese de que Deus criou nosso mundo. Mas isso não é uma escapatória, porque “é imaginável que Deus todo poderoso tenha criado essa profusão de múltiplos universos”.

Para o professor italiano Evandro Agazzi, o acaso não explica a existência do mundo. Aqueles que acreditam em tudo a partir de alguma ciência positiva caem numa “atitude reducionista anti-científica”.

O professor de Boston Thomas Glick acredita que os fundamentalistas do materialismo fabricam uma espécie de religião ou metafísica, “mas ninguém confunde isso com ciência”.

Para o professor Arana, da Universidade de Sevilha, “nunca houve oposição entre fé e razão. Mas sempre houve oposição entre duas “fés”: a fé científica, assim dizendo, e a fé religiosa”.

A Bíblia seria compatível com a ciência? O prêmio nobel suíço Werner Arber responde: “Eu posso ler em Gênesis, no começo do Antigo Testamento, que o mundo foi criado em vários períodos, e para mim, esses vários períodos são precisamente evolução”.

Na opinião do pesquisador holandês Cees Dekker, “o método da ciência por si próprio não é cristão nem ateu. Ciência e religião não estão em conflito. E a ciência em si mesma se encaixa muito bem com a visão cristã do mundo”.

A série “A Origem do Homem”, afirma a produtora, “desvenda a exploração ideológica da ciência, e em particular do darwinismo. Darwin foi manipulado a favor do racismo, tanto por parte do marxismo como na Alemanha nazista e nos Estados Unidos. A Igreja católica, por sua vez, não condenou Darwin. A evolução pode ter acontecido dentro da criação”.

Esta série audiovisual expõe “a inconsistência de posições ateias como as de Hawking e Dawkins em um extremo, e a dos fundamentalistas no outro”. Conclui que “não é científico negar o sobrenatural. A ciência natural não capta o que cai fora da esfera material”.

Boa semana a todos

 Valdir

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Sobre vreginato

Casado e tem três filhos. Médico e Terapêuta de Família. Professor de Bioética, Históra da Medicina e Espiritualidade e Mediicna na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), membro do Centro de História e Filosofia das Ciências da Saúde da Unifesp, Coordenador da Pastoral da Família da Paróquia Nossa Senhora do Brasil
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Uma resposta para A volta da “polêmica” da Criação

  1. lutfe disse:

    Valdir, tudo bem? Ótimo Post! Este é um assunto interessantíssimo, depois gostaria de saber sua opinião pessoal sobre o assunto da evolução, ciência e religião. Pode ser pessoalmente se você preferir, um grande abraço. Lutfe

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