Os 3 poderes

Olá

 Amanhã comemoraremos o dia 7 de setembro – Dia da Independência do Brasil. Isso me lembrou de democracia; que recorda os 3 poderes que regem uma democracia e a necessidade de equilíbrio entre elas….

 Mas o assunto não é política e sim Família e Trabalho. E o que isso tem a ver ?!!

 Assim como numa democracia, também temos 3 poderes (ou neste caso pilares), que devemos equilibrá-los corretamente para que nossa vida fique “nos eixos”. São elas: Deus, família e trabalho.

  Muitos já devem ter percebido que falo muito mais da importância que deve ser dado a Deus e a família do que do trabalho… Muitos de vocês podem ficar incomodados com este ponto de vista, imaginando que vemos o trabalho como uma coisa secundária, sem prioridade ou até sem importância… Nada disso. Mas como existem milhares de sites aqui no Brasil e no resto do mundo dizendo que você deve dedicar-se inteiramente ao trabalho, acho importante tentarmos mostrar o outro lado pra variar… 🙂

 Um colega e também nosso internauta me disse uma vez: “equilibrio não é dar a estas coisas a mesma importância, mas dar a cada um a importância certa …” Ele tem razão. Cada um tem seu peso e seu momento em nossas vidas e é isso que vamos falar hoje…

 Não temos dúvidas sobre a hierarquia: 1.Deus / 2.família / 3.trabalho.

 Mas cada um tem seu momento em nossa vida e é este respeito que nos levará a uma vida com mais equilíbrio:

  •  Deus: deve ser a constante presença em nossa vida. Logo pela manhã, com nossas orações matinais, durante o dia e no final dele, temos que ter nosso pensamento voltado à Deus, buscando-O e referenciando-O a todo momento. Os fins de semana nossa devoção aumenta, participando da Santa Missa e das atividades da paróquia.
  • Trabalho: O trabalho faz parte de nossas vidas, é onde crescemos e fazemos algo para a sociedade que nos cerca. Durante as 8 horas médias que trabalhamos no dia, devemos dedicar nossa concentração e esforços para executar um bom trabalho, buscando os frutos de nosso suor. Muitos avançam o dia na tentativa de terminar uma tarefa, e este comprometimento mostra sua preocupação em empenhar-se com a empresa contratada. Nada mais justo (mesmo com sacrifício) para chegar-se a um objetivo, porém temos o outro lado.
  • Família: Estamos no meio de um grande feriado. Muitas pessoas (principalmente aqui em São Paulo) usam estes feriados para viajar, descansar e curtir a família… Ponto pra vocês. Muitas vezes quem “emenda feriado” é visto como preguiçoso e sem responsabilidade no trabalho. Não vejo assim. Assim com na semana um funcionário trabalha e dedica-se à empresa, os finais de semana e feriados são momentos que devemos passar e desfrutar com a família. Levar trabalho para casa num fim-de-semana e feriado soa como levar a esposa e filhos para o escritório na segunda de manhã e passar todo o dia com eles na sua mesa. Não funciona …

 Desejo fortemente que, para aqueles que conseguiram um período de folga neste feriado,  utilizem-o para estar perto daqueles que você ama e não para finalizar aquele relatório ou apresentação que ficou para trás, da semana passada…

 Boa semana a todos !

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Sobre Marco

Marco é casado com Mariana e tem os pequenos Carol e Rafael. Ele é formado em Tecnologia da Informação, pós graduado em administração e trabalha há 14 anos no mercado corporativo de TI. Atua na Igreja Católica desde a adolescência, participando de grupo de jovens, ministérios de música e equipes de evangelização. Está na pastoral da familia da paróquia Nossa Senhora do Brasil desde 2007, atuando junto às familias e aos casais que buscam o matrimônio.
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Uma resposta para Os 3 poderes

  1. Luiz Coelho disse:

    Bom dia… novamente bem interessante o post…Parabéns Marco !

    Acho divertida a dialética do trabalho e da Familia……1- TESE : O Trabalho é importante e necessário como fonte de riqueza e recursos materiais, para o bem estar da familia. 2- ANTITESE : O desapego aos bens materiais é a verdadeira. compreensão evangélica da pobreza (Cristo quis ser e fez-se pobre ), em favor do convívio com a Família…….Vamos a SÍNTESE :

    É necessário, antes de tudo, não identificar trabalho ( ou economia ) com possuir, acumular bens (dinheiro, propriedades, etc) e gerir capital. Pelo menos não é este o conceito que os franciscanos têm de economia. Mas, se lermos atentamente as fontes franciscanas, verificaremos que, para eles, a economia consiste em gerir as necessidades vitais dos irmãos (gerir a vida).

    Devemos entender que a riqueza significa não apenas acumular bens, mas antes de tudo partilhar o pouco que se tem ou se adquire com os demais necessitados.

    A “lei do supérfluo”, é bem explicada por São Basílio Magno em uma de suas homilias:
    “Pertence ao faminto o pão que tu reténs. Ao que está nu pertence o manto que guardas. Ao descalço, o calçado que irá apodrecer em tua casa. É do necessitado o dinheiro que tens enterrado”. Logo, para São Basílio Magno, o supérfluo pertence aos pobres.

    Se abrirmos nossos armários e gavetas, veremos quantas coisas ( roupas, sapatos, utensílios em geral ), não são usados a um bom tempo….Então por que os manténs, sendo que outros necessitam urgentemente e o usarão de pronto ? Então não faças isso! Vai contra a tua prosperidade! É preciso deixar um espaço, um vazio para que novas coisas cheguem à tua vida. É preciso se desfazer do inútil que tens e o que há em tua vida para que a prosperidade possa acontecer.

    Se acumulares objetos e sentimentos velhos e inúteis não terás espaço para novas oportunidades. Doe tudo aquilo que já não usas… quando se guarda, se considera a possibilidade de falta, de carência… Acredita-se que, amanhã, poderá faltar e que não haverá maneira de suprir as necessidades… Isso significa que não confias no amanhã; e que o novo e o melhor NÃO são para ti… Por isso te alegras guardando coisas velhas e inúteis para vocês, até o que já perdeu a cor e o brilho… Deixa entrar o novo em tua casa…E dentro de ti… esse é o caminho para o aumento da sua riqueza.

    A avareza, a tendência à apropriação, a separação entre o meu e o teu, a concupiscência da posse e da acumulação de bens é algo realmente presente na vida regida pelo dinheiro. O ser humano perdeu o senso do uso comum das coisas. Por isso, a necessidade de voltarmos a viver uma lei positiva (lei da sociedade) de comunidade e ajuda mútua, já a muito negligenciada pelo individualismo.

    Resumindo o pensamento sobre os três poderes, podemos utilizar uma forma alternativa de modelo econômico da vida cristã, baseada no (TRABALHO); na partilha entre os irmãos (FAMILIA) e na partilha (não só do supérfluo) com os demais necessitados (DEUS – na forma da caridade).

    Abraço

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