Mês da Bíblia

O mês de Setembro é dedicado na Igreja de modo particular a Bíblia. Portanto, dedicaremos ao longo deste período uma especial atenção às Sagradas Escrituras, um documento que compreende a História da Revelação para a Salvação de todo o Povo de Deus, ou seja de todo “homem de boa vontade”.

Como livro de Revelação, não é uma obra elaborada  pelo homem, embora tenha sido escrita por muitos homens ao longo de séculos. Acreditamos pela fé, que a Bíblia ( conjunto de livros) é obra inspirada pelo Espírito Santo, que foi revelando, ao longo do tempo, a história da humanidade, sua queda pecadora  e toda a espera do Messias para nossa salvação. Nestes livros está o Antigo Testamento.  Na segunda parte encontramos  desde a chegada do Messias, em Jesus Cristo, toda a sua obra enquanto na convivência com os Apóstolos, seguida da história dos primeiros cristãos nos Atos dos Apóstolos e das cartas de alguns dos principais discípulos, dentre os quais se destacam as cartas de Paulo. As Sagradas Escrituras terminam com o enigmático livro do Apocalipse de São João, que até os dias de hoje é livro de especulações e interpretações variadas onde se narra a nova vinda do Senhor.

É difícil imaginar em toda literatura universal uma obra que seja mais significativa do que a Bíblia. Considerada o maior “Best seller” de todos os tempos, continua sendo o livro mais publicado no mundo inteiro. Sua leitura continua sendo recurso de alegria para todos, ânimo nas dificuldades, consolo nas tristezas, luz na escuridão, esperança na angústia, crescimento de fé nos momentos de dúvida, orientação para a caminhada, alívio no sofrimento, conhecimento histórico dos tempos, recurso literário, e o mais importante: a Palavra do próprio Deus, sempre atualizada, a todos os tempos presentes, e a todos os povos, porque fala ao coração do homem.

Mais do que ler a Bíblia, o cristão deve crescer no seu amor às Sagradas Escrituras. Na sua leitura diária, pausada, meditada e em oração. Encontra nela alimento para o crescimento de sua fé na perseverança necessária para a crença do caminho de felicidade. Ler todos os dias um pequeno trecho da Bíblia é a proposta para este mês que se inicia amanhã.  Quem sabe conseguiremos adquirir, uma vez por todas,  este amoroso hábito da convivência com Deus, diário, mediante a sua Palavra.

Até a semana

Valdir

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Sobre vreginato

Casado e tem três filhos. Médico e Terapêuta de Família. Professor de Bioética, Históra da Medicina e Espiritualidade e Mediicna na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), membro do Centro de História e Filosofia das Ciências da Saúde da Unifesp, Coordenador da Pastoral da Família da Paróquia Nossa Senhora do Brasil
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7 respostas para Mês da Bíblia

  1. Lutfe disse:

    Valdir, Depois destas palavras, com certeza lerei a Bíblia hoje! Fique com Deus, do amigo Lutfe

  2. Luiz Coelho disse:

    Bom dia…

    A confecção da Bíblia é algo que sempre me intrigou e confunfiu ! Muitas foram as escrituras escrita tanto pelos evangelistas como por seus seguidores; desde diversos manuscritos muitos foram incluídos e muitos foram excluídos. É uma bela obra, e deve ser lida por todos independente de religião, sem dúvida; mas qual a sua real origem e de que forma ela realmente foi concebida…..Vamos aos livros de história…’

    Existe uma diferença quanto ao número de Livros. O Novo Testamento da Bíblia evangélica e o nosso são iguais = 27 Livros. Mas o Antigo Testamento da Bíblia evangélica ou protestante não possui 7 Livros que fazem parte da Bíblia Católica.

    A Bíblia dos evangélicos não possui o Livro de Judite, Tobias, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, I Macabeus e II Macabeus. Além disso, o Livro de Daniel na Bíblia protestante, não tem os capítulos 13 e 14, e os versículos 24 a 90 do capítulo 3. Não tem também os capítulos 11 a 16 de Ester.

    EXPLICAÇÃO:

    Os judeus eram radicalmente nacionalistas. Por isso, achavam que Deus só poderia inspirar os Livros escritos na língua dos judeus, que era o hebraico e o aramaico. Achavam também que a Palavra de Deus só poderia ser escrita dentro do território de Israel, e até o tempo de Esdras.

    Quando os judeus começaram a ser espalhar pelo mundo, logo após a destruição de Jerusalém (ano 70 d.C), eles mesmos viram a necessidade de traduzir o Livro Sagrado para o grego, que era a língua mais universal daquela época. E, nessa tradução foram incluídos esses 7 Livros (que estavam escritos em grego). Foi daí que surgiram as discussões. Os fariseus que zelavam pela pureza e conservação das escrituras Sagradas não quiseram aceitar esses 7 Livros como inspirados por Deus. Isso não quer dizer que tanto uma como a outra não são verdadeiras. Todas as duas são Palavra de Deus.

    Em 325 DC, pressionado por sua corte a elaborar um conceito de Deus que agradasse às facções cristãs que tinham Jesus como salvador dos pecados do mundo, o imperador romano Constantino convocou então em 20 de maio de 325 a 19 de junho do mesmo ano, o célebre Conselho de Nicéia. O Concílio foi Presidido pelo Bispo Alexandre de Alexandria.

    Foi nesse conselho que os evangelhos que não tinham o aval do Espírito Santo foram rotulados APÓCRIFOS. E de que forma se podia saber sobre essa decisão divina? Disseram que todos os textos religiosos até então escritos foram colocados sobre um altar. Os bispos rezaram para que aqueles que fossem falsos caíssem. E tal se deu. Restaram os Evangelhos segundo Mateus, Lucas, Marcos e João, sem que nunca se pudesse provar se a autoria é a verdadeira. É lógico que o procedimento para a escolha dos Evangelhos não se deu como os bispos disseram. Eles simplesmente escolheram aqueles que não representariam ameaças ao poder da Igreja. Outro parâmetro importante era o Monoteísmo, Deus deveria ser uma só entidade suprema – da qual os papas seriam os representantes diretos na Terra. Efetivamente a Igreja cumpriu, ao longo dos séculos, um papel de grande importância na vida econômica da Europa, seja como proprietária de terras seja como impulsionadora do renascimento comercial, através das cruzadas.

    A partir de Nicéia, então, tudo o que não estivesse de acordo com os ditames de Roma era queimado. No entanto, muitos destes livros foram copiados, enterrados, escondidos em Mosteiros por Monges Agnósticos, fracionados e publicados sob outros nomes e de alguma forma sobreviveram até os nossos dias.

    Fontes:
    – Instituto São Thomás de Aquino – Fundação para Ciência e Tecnologia – Dominicanos de Lisboa – Portugal.
    – Documentos da Igreja Cristã, de H. Bettenson.
    – UMA HISTÓRIA DA LEITURA, de Alberto Manguel, COMPANHIA DAS LETRAS – SP, 1997 ( páginas 228 a 237 ) da “LEITURA DO FUTURO” – Editora Schwarcz Ltda.
    – * História da Igreja Católica, Philip Hughes, Dominus.
    – * História Universal, H.G. Wells.

    Caso o texto contenha algum erro histórico peço por gentileza que me orientem e corrijam.

  3. Valdir disse:

    Caro Luiz

    A sua contribuição é valiosa, mais uma vez. No entanto, às suas dúvidas, que podem ser de muitos, eu daria uma só resposta: acredito com fé que o Espírito Santo, realmente, guia os passos da Igreja, assim como das Sagradas Escrituras. Caso contrário, a Igreja não sobreviveria simplesmente pela ação dos homens.

    Dificilmente encontraremos um documento tão volumoso quanto a Bíblia, com a mesma antiguidade, e a mesma fidelidade ao longo dos tempos.

    Sabemos que muitos dos livros dos quais lemos ainda hoje, como atribudos a Platão e outos tantos, são cópias, das cópias das cópias… pois o original se perdeu. No entanto, ainda hoje falamos que lemos Platão e assim outros.

    Na verdade acreditamos em tantos documentos que não temos a menor idéia da sua autenticidade. Na minha área, os Livros de Hipócritas ,denominado Corpus Hippocraticum, sabemos que alguns foram sabidamente escritos após a sua morte. Alíás, há quem questione a própria existência de Hipócritas (citado or Plantão numa obra sua).

    Se temos fé em tantas coisas assim, por que então não darmos credibilidade a Bíblia que é por fé e tradição a própria palavra de Deus?

    Jamais saberemos quem foram os escritores da Bíblia, mas a mim basta saber quem é o autor: O Espírito Santo.

    Abraços e obrigado

    Valdir

  4. Luiz Coelho disse:

    Como você disse : ” acredito com fé que o Espírito Santo, realmente, guia os passos da Igreja, assim como das Sagradas Escrituras.”….e o que disser de anos de barbarias cometidas pela Igreja ?…Como distinguir o que é e o que não é inspirado pelo Espírito Santo ?

    Realmente eu acredito que TODOS nós sejamos guiados pelo Espírito Santo ! ( e não apenas os membros da igreja )…Não somos menos afortunados do que qualquer clérico, neste sentido; Deus ama a todos, nos fez iguais em capacidade e discernimento; nos deu a inteligência e nos orienta como todo bom pai orienta seus filhos de forma igualitária.

    Como disse em outros posts…há muito preconceito, muito racismo, muita “mudança de humor” de Deus, e muitas outras divergências em diversos textos bíblicos que não acredito que essas passagens tenham sido inspiradas pelo Espírito Santo.As pessoas , acredito eu, utilizam a Bíblia como 100 % infalível. Você acredita realmente em absolutamente TODOS os textos e exatamente da forma como estão escritos na Bíblia ?

    Alguns textos da Bíblia podem servir sim como orientação, mas acredito que a verdadeira palavra de Deus está escrita no coração de cada ser humano…..temos apenas que saber interpretá-la corretamente e coloca-la em prática !

  5. Valdir disse:

    Luimas

    “…acredito que a verdadeira palavra de Deus está escrita no coração de cada ser humano…..”

    Eu também acredito.

    Deixo para reflexão as palavras do Mestre Da Vinci: “o tempo é senhor da verdade”.

    Sem dúvida , infelizmente, muitos erros foram cometidos pelos homens em nome do Espírito Santo, mas o que mantém a Igreja fiel há mais de dois mil anos, e a credibilidade da Bíblia, não são os erros, mas a Verdade. E a Verdade procede do Espírito.

    Abraços

    Valdir

  6. Luiz Coelho disse:

    Eu respeito a sua postura, com certeza, mas acredito que o que mantém a unidade da igreja, não é nem a instituição, nem a Bíblia…..o que a mantém fidel e com credibilidade é algo muito maior….Jesus….a igreja surgiu e se solidificou com base na vida de Jesus Cristo……sem ele a igreja não existiria….ele é a alma e a verdadeira razão de ser da igreja e das escrituras….

    Desculpe-me pelo exemplo tosco e vulgar, mas a idéia é a mesma de um partido político brasileiro atual que usa a “figura” de seu fundador como símbolo de simpatia para com o partido…pois sem ele, o partido não teria a força que possui.

    Agora….se chamarmos JESUS CRISTO de – A Verdade !….ai eu concordo plenamente com você !….Entendo como sendo a igreja uma “escola” e a Bíblia como a cartilha…Entretando, “a verdade” pode ser melhor aprendida, muitas vezes, em casa, em grupos de estudos ou até pelo estudo pessoal ! Um bom exemplo disso é este blog…não concorda ?….

  7. Valdir disse:

    Luiz

    Estamos de acordo. “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” disse Jesus Cristo. A Verdade procede do mesmo Espírito que habita em Cristo pelo mistério da Santíssima Trindade. O mesmo Espírito que inspira as Sagradas Escrituras, que orienta o caminho da Salvação.

    Gostei de ouvir que este blog é um bom exemplo para este estudo! E colaboradores como você enriquecem a reflexão.

    Bom dia!

    Valdir

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