Vigiai e orai

Olá

Com pouca repercussão na impressa brasileira, há uma semana tivemos a queda do presidente de uma grande empresa multinacional, devido à problemas na condução dos negócios da empresa, atrelados a um escândalo na vida pessoal deste presidente. Fato este que foi maciçamente noticiado e divulgado pela impressa americana.

Somos diariamente influenciados por coisas boas e ruins em nosso ambiente de trabalho e muitos acabam caindo, prejudicando tanto a vida profissional como a pessoal.

Por isso Deus, em Sua Infinita Sabedoria, vem ao nosso socorro e nos mostra qual caminho a seguir. Sua Palavra, a Bíblia, é escrita para cada um de nós em seu próprio tempo, ou seja, ela foi escrita para que hoje, possamos desfrutar Dela.

Portanto seprarei dois trechos que gostaria de partilhar com vocês hoje, para meditarmos:

Vigiai e orai para que não entreis em tentação.”  Mateus 26,41

E vocês devem lembrar-se do post “Conhecer a árvore pelos frutos“. Hoje Cristo nos dá a resposta no trecho abaixo. Temos que estar juntos Dele, para termos os bons frutos:

Eu Sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em Mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem Mim nada podeis fazer.

João 15,5

 

Boa semana a todos

 

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Sobre Marco

Marco é casado com Mariana e tem os pequenos Carol e Rafael. Ele é formado em Tecnologia da Informação, pós graduado em administração e trabalha há 14 anos no mercado corporativo de TI. Atua na Igreja Católica desde a adolescência, participando de grupo de jovens, ministérios de música e equipes de evangelização. Está na pastoral da familia da paróquia Nossa Senhora do Brasil desde 2007, atuando junto às familias e aos casais que buscam o matrimônio.
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3 respostas para Vigiai e orai

  1. Luiz Coelho disse:

    Bom dia…..

    Sobre influências no dia-a-dia….e o quanto isso pode ou não fazer parte de nossas vidas…..lembrei de um texto que li, e que gostaria de compartilhar com vocês….


    PASSEIO SOCRÁTICO
    Frei Betto

    Ao viajar pelo Oriente mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão.

    Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: ‘Qual dos dois modelos produz felicidade?’

    Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: ‘Não foi à aula?’ Ela respondeu: ‘Não, tenho aula à tarde’. Comemorei: ‘Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde’. ‘Não’, retrucou ela, ‘tenho tanta coisa de manhã …’. ‘Que tanta coisa?’, perguntei.. ‘Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina’, e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: ‘Que pena, a Daniela não disse: ‘Tenho aula de meditação!’

    Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
    Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias!

    Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: ‘Como estava o defunto?’. ‘Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!’ Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

    Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual.. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi nho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais…

    A palavra hoje é ‘entretenimento’. Domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.
    Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: ‘Se tomar este refrigerante, calçar este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!’

    O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

    O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor.. Aliás, para uma boa saúde mental, três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.

    Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings center tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas…

    Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas.

    Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno… Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald…

    Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: ‘Estou apenas fazendo um passeio socrático. Diante de seus olhares espantados, explico:’Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:´Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz! ”

    Fica a reflexão : O que precisamos para sermos felizes ?

    Um grande abraço Marco….

  2. Valdir disse:

    Luiz

    A crônica de Frei Beto realmente faz refletir como passamos pela vida atraídos para uma falsa felicidade virtual, que nos afasta cada vez mais da felicidade real, que só poderemos encontrar em Cristo.

    Obrigado

    Valdir

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