O remédio da Igreja para AIDS

Quando a Igreja adverte, como o repetiu recentemente o Papa Bento XVI,  que a prevenção da AIDS deve necessariamente passar por uma postura de respeito a dignidade sexual, onde, de acordo com os princípios cristãos,  a fidelidade e a castidade são fundamentais, muitos criticam como sendo uma posição antiquada  e humanamente impossível.  

Os comentários favoráveis ao Papa, por cientistas com ampla experiência no assunto, são muito pouco divulgados pela mídia. Estamos assistindo esta semana a realização de um grande evento, realizado em Viena, com a participação de 25 mil pessoas, entre cientistas, profissionais da saúde e líderes de organizações afins, para encontrar uma resposta ao problema da AIDS que se alastra de modo violento pelo mundo. São mais de 2,7 milhões de casos novos ao ano. Aos US$ 13 bilhões de dólares necessários hoje, (dos quais menos da metade é investido)  já se prevê pelo menos US$ 35 bilhões de gastos até 2030, se nada for feito. A doença já vitimou 28 milhões de pessoas desde 1980. Atualmente bem menos da metade da população acometida é assistida, e cresce desproporcionalmente a ajuda em relação aos casos novos registrados. Todos admitem que as medidas preventivas sejam insuficientes, e a vacina parece um sonho muito distante.

Interessante que não se fala em mudanças comportamentais em relação ao sexo, conforme a Igreja vem advertindo desde o início. Por outro lado, a Argentina aprova a atitude do casamento gay, fortalecendo um comportamento que estatisticamente é conhecido como uma postura que favorece o crescimento da AIDS, pelos costumes próprios das pessoas que convivem desta maneira.  Ainda que hoje a doença esteja presente em todas as camadas da sociedade, é inegável, que a epidemia teve seu incentivo junto ao grupo de homossexuais e as chamadas “profissionais do sexo”.

O que se assiste é que diante da evidência do incêndio que se alastra, querem apagá-lo com gasolina, porque a água, pura e agradável, parece não atrair nem aos bombeiros nem aos incendiários. Penso que, sem falsos moralismos, é preciso reavaliar em quem depositamos a verdadeira esperança de superar esta epidemia, que se alastra, escondida pelas reportagens nos seus números reais. O respeito à vida sexual, o amor conjugal, a castidade por amor, são “remédios” que têm se mostrado eficientes em países africanos, como Uganda, que reduziu o número de casos, mediante estas medidas, mas isto ninguém divulga. Apesar disso continuam colocando a “fé e a esperança” no “super-preservativo”, e no coquetel, que está cada vez mais caro e mais inacessível a população. O tempo  dirá onde está a razão…

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Sobre vreginato

Casado e tem três filhos. Médico e Terapêuta de Família. Professor de Bioética, Históra da Medicina e Espiritualidade e Mediicna na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), membro do Centro de História e Filosofia das Ciências da Saúde da Unifesp, Coordenador da Pastoral da Família da Paróquia Nossa Senhora do Brasil
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19 respostas para O remédio da Igreja para AIDS

  1. Luiz Coelho disse:

    Não vou comentar a forma como as pessoas vivem suas vidas – como li em um para-choque de caminhão ( Deus deu a vida para cada um cuidar da sua ! ); mas o comentário sobre o casamento entre homosexuais ( talvez seja uma pobreza de linguagem da lingua portuguesa – mas digo casamento no sentido civilista da palavra ), foi comentado de forma míope; centralizando as relações sexuais em detrimento dos direitos e garantias de pessoas que construíram um patrimônio em conjunto. Seria o mesmo que dizer que os heterosexuais que se casam, só o fazem para ficar praticando sexo. Se esses casais ( homens ou mulheres ) forem fieis; eles também não serão contaminados !

    Outro ponto distorcido do post é a culpa deste grupo pela disseminação da doença; parecendo ser uma postura homofóbica; pois novamente houve o esquecimento dos usuários de seringa compartilhada; e de Bisexuais e hetrosexuais ( em geral ) muitos deles casados contaminando suas parceiras. Não haveria “profissionais do sexo” se não houvem pessoas que os procurassem ( oferta e demenada ). O problema é deles, ou das pessoas que utilizam os seus “serviços “ ?

    Como assisti na peça de teatro “Aí vem o dilúvio”…em um trecho da peça tem-se o diálogo, aonde Deus comenta ( acho que era assim ): “Criei com tanto carinho e eficiência uma forma de reprodução e prazer e vocês insistem em condená-la !” A Bíblia diz em I Coríntios 7 fala de marido e esposa dando a “devida benevolência” um ao outro. “O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido.”; ou seja, o sexo nunca foi o problema; assim como todas as coisas do mundo; o que está errado é a forma que o homem utiliza todas as dádivas que Deus lhes deu.

    Apenas para ilustrar o ranking de mortes em milhões no mundo : A doença arterial coronária (7.20 mi); Acidente vascular cerebral e outras doenças cerebrovasculares (5.71 mi); Infecções respiratórias ( 4.18 mi ); Doença pulmonar obstrutiva crônica (3.02 mi ); As doenças diarreicas ( 2.16 mi ); HIV / AIDS ( 2.04 mi ) [ World Health Oraganization – Ficha N º 310, Atualizado em outubro 2008 ].

    Abraço

  2. Cristiane disse:

    Luiz Coelho,

    Vejamos quem tem visão míope sobre a sexualidade. Um sociedade que legaliza casamento entre homossexuais, alegando direitos civis entre as partes, não percebe que aprova um comportamento imoral e deixa aberto um exemplo permissivo com relação à sexualidade. É hipócrita tal sociedade ao considerar normal um comportamento que está contrário à natureza. Ninguém aqui está falando que sexo é ruim (isso é uma leitura equivocada sua!). Sexo é bom. Mas entenda-se: sexo entre homem e mulher. Os próprios textos bíblicos que você cita confirmam isso.
    Em vez de ler frases de pára-choque de caminhão, por que não confiar na sabedoria da Palavra de Vida que temos na Bíblia e nos ensinamentos da Igreja?
    Uma postura saudável diante do sexo contribui, sim, para o enfraquecimento da epidemia (como o exemplo de Uganda bem comprova).

  3. Valdir disse:

    Meu caro Luiz Coelho

    A sua análise fervorosa pela liberdade sexual mereceria mais tempo do que este breve espaço pode permitir. Quem sabe “um queijo e vinho” como sugerido pelo Lutfe e você da outra vez.

    O início da AIDS com predomínio nos homossexuais é dado histórico, e não homofobia. Posteriormente, como toda epidemia, acaba se alastrando sem controle, envolvendo até cirurgiões e enfermeiros, contaminados em procedimentos cirurgicos, sem qualquer envolvimento sexual.

    Quanto a revolta do tema “profissionais do sexo”, a nomenclatura não é minha, mas é a forma aplicada que se resolveu aplicar para uma série de direitos a esta chamada “profissão”. Quanto aos seus frequentadores (oferta e demanda) é um assunto tão antigo quanto a história e não foi intenção debater isto, mas mencionar que sem dúvida é um grupo de risco maior para AIDS, como só poderia ser.

    Quanto a sua estatística médica, a conheceu bem como profissional. Ninguém falou que a AIDS é a causa maior de mortalidade no mundo, mas sem dúvida é crescente, e a preocupação epidemiológica não é só minha, mas pergunte aos vinte e cinco mil (cientistas, profissionais da saúde e ONGs afins) que estão discutindo o assunto em Viena. Dado publicado no Estadão de ontem.

    Concordo com a analise de Cristiane que favorecer as uniões homossexuais, será um incentivo a mais ao crescimento deste problema, e a perda de referência da família como instituição natural formada entre homem e mulher.

    Quanto a minha “visão míope” do casamento (um tanto agressiva na colocação, mas vá lá); não vejo o casamento SÓ COMO SEXO. Estou casado há vinte e cinco anos, com três filhos e penso que daria para falar de muitas outras coisas, além do sexo. Não tenho esta miopia, que estaria mais apropriada para uma “tara sexual”. Manter um casamento por vinte e cinco anos, exige uma visão, não míope, mas de muito Amor.

    Não sou advogado, mas para garantir direitos, penso que existem instrumentos possíveis para que se possa deixar ao amigo, companheiro, as posses necessárias, sem que haja um vínculo de casamento. Confesso que precisaria aprofundar na questão do direito, que agora não me permito.

    Por último, repito com o Mestre Da Vinci: “o tempo é o senhor da verdade”.

    Abraço

    Valdir

  4. Luiz Coelho disse:

    Boa tarde Cristiane..

    É exatamente esse tipo de postura agressiva que resulta na intolerância, preconceito e que leva muitas vezes a guerras ditas “santas” de imposição de valores de uma cultura sobre a outra. Invasores e conquistadores de todas as épocas da história justificam suas condutas homicidas e insanas com base nesta “moral” própria em detrimendo dos costumes locais.

    Acredito que já tenha ouvido falar na expressão “livre árbitrio” e sabe o seu significado. Cada um tem o direito de fazer o que quiser desde que não prejudique o outro….Lucas capítulo 6, versículos 36 a 38.”Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai.” “Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados; dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também.” E mais….. [Mt 7:1, Rm 2:1, Tg 4:12]

    Mais do que uma “postura saudável” é uma postura cristã em todos os sentidos inclusive no julgamento para com o próximo…..Inocentes mortos por guerras sem sentido, homicidios, violências urbanas, matam mais do que a Aids…..contra esse tipo de conduta é que deveria ter uma bandeira levantada da igreja….e não ficar se preocupando com a conduta sexual alheia…Todos que têm uma conduta sexual mais comedida não tem do que ter medo de se contaminar….e os que não tem, arcarão com as consequências na carne e no espírito; sem precisar de algózes ou carrascos que se auto intitulam defensores da verdade absoluta.

    A Bíblia é um ótimo livro, mas não é o único e não possui a verdade de tudo…se és tão conhecedora das escrituras….então deves conhecer as divesas contradições que ela possui devido a uma péssima compilação no século IV que acabou reunindo diversos escritos conflitantes…Aprenda a se impor mas com uma conduta eloquente e com fundamento concreto; sem precisar ofender ou deneguir ninguem.

    Em tempo….ótimo post vreginato

  5. Lutfe disse:

    Luiz, Valdir e Cristiane, vou ser sincero, antes de ler os comentários, expresso que gostei do post.

    Li no Catecismo que a Igreja não é contra os homossexuais, pelo contrário, a Igreja os chama ao cristianismo como qualquer outro. Entendi, lendo o Catecismo, que a Igreja é contra sim ao ato sexual dos homossexauis, que não leva à questão básica do catolicismo que é a geração da vida pelo ato sexual. Pelo que entendi ela chama os homossexuais à castidade, pensando sempre ao amor a Deus.

    Por conta disso, acredito que, quando um país oficializa o casamento entre homossexuais, em teoria e prática, o país, no mínimo, indiretamente, está indo a favor do ato sexual dos homossexuais. De fato, o sexo é bom e acho que eles também devem achar bom, tanto que praticam, mas como é que fica o sexo sem a questão da geração da vida e para a consolidação do amor conjugal?

    Conheço também a questão da Paternidade responsável, mas em nenhum momento, impede-se a providência divina de agir, se esta é a vontade de Deus!!!

    O temo é bastante complexo, respeito todos os pontos de vista, engraçado que tenho e tive amigos homossexuais e, alguns deles, infelizmente, faleceram por portar o vírus da Aids, o que poderia ter acontecido com qualquer um, mas, de fato, a probabilidade para este tipo de relação é maior.

    A Igreja tem que se posicionar e faz muito bem, quando é intransigente a certas liberdades, até porque, sendo ou não intransigente, como bem falou o nosso amigo Luiz Coelho, o livre arbítrio de todos dá a qualquer um a total liberdade de agir pela ou contra a vontade de Deus e sua Igreja, devendo nós assumir os riscos sobre os nossos atos. Um dia vou escrever sobre isto, Fatores de Risco no Mercado de Capitais e Religião (bom, fiquem tranquilos, isto é apenas um pensamento comigo mesmo)!

    Com respeito à discussão gerada entre a Cristiane e o Luiz Coelho, tenho que colocar que nem todos Luiz, conseguimos lidar com os nossos instintos, tenho certeza que o intuito da Cristiane foi ir ao encontro do Dr. Valdir para proteger o seu ponto de vista, somos muitos suscetíveis à questões que afetam os nossos amigos e familiares. Tenho certeza que intenção da Cristiane foi a melhor possível e não tema em não julgá-la, como também não julgar a mim, como não julguei ninguem (Luiz, Valdir e Cristiane)…

    Estamos todos no mesmo time, no time de Jesus Cristo.

    Ah, com respeito ao queijo e vinho, tenho certeza que na hora certa, Deus nos colocará frente a frente para nos conhecermos pessoalmente, temos tempo…

    Abraços a todos e Desculpem-me por algum ponto de vista que vá em desencontro ao aqui apontados ou por falta de clareza e ignorância ou inconsistência nas ideias… Também estou aprendendo.

    Lutfe

  6. João disse:

    Luiz

    Tentarei não ser chulo.

    Acho que o adjetivo de míope não foi bem direcionado.

    Faça 3 perguntas a qualquer médico de sua confiança:

    1. O que é orgão sexual masculino ?
    2. O que é orgão sexual feminino ?
    3 Orgãos sexuais, do mesmo sexo, interagem entre si ?

  7. Cristiane disse:

    Ok, Luiz Coelho, se me exaltei, me desculpe. Realmente fiquei chateada com a expressão “míope” utilizada por você em sua avaliação do texto de Valdir.

    Mas não consigo entender – ainda – por que você insiste que estamos julgando os homossexuais. Julgamos o ato homossexual como sendo errado e, como cristã, não vou me calar diante disso. Sigo, sim, a moral cristã católica, sem medo de enfrentar os costumes locais se estes estiverem errados.

    Temo uma nova onda de “tolerância” que beira à indiferença (tipo “faça o que quiser com sua vida – ela é sua) que mais me parece falta de caridade e de compromisso com o bem maior do próximo.

    Por fim, confesso que não sou detentora da verdade. Estou aqui para debater as ideias.

  8. Gustavo disse:

    Prezados amigos,

    Falar em tolerância, livre-arbítrio, e cada um cuidando da sua própria vida, é na verdade a maneira mais fácil de evitar os problemas sérios colocados por essa questão do “casamento homossexual.”

    Pareceria muito fácil e simples cada um, a partir dessa postura claramente individualista, “tomar conta da própria vida”. Mas o fato é que tanto o casamento quanto o ato sexual são realidades essencialmente comunitárias, sociais, com conseqüências graves e importantes que vão muito além do “patrimônio” acumulado por dois indivíduos.

    Não é só uma questão de fé (embora a fé confirme e complete o nosso conhecimento sobre ela), mas de razão natural, recta ratio, que a sexualidade e o matrimônio estão na base da sociedade, porque aí se reproduzem e se criam novas pessoas, que vão ser protegidas, socializadas, amadas, desenvolvidas idealmente diante do exemplo e do cuidado paterno e materno. O matrimônio “civil” é um reconhecimento social da importância e do significado dessa relação, em que biologia e antropologia se complementam.

    Então falar só de direito ao patrimônio e de “cuidar da própria vida” é, me desculpe, um raciocínio um pouco raso. Nós somos responsáveis pelas nossas omissões (lembrem-se de Ezequiel 3, 16-21), e embora atualmente pareça mais simples deixar os outros arcarem “com as conseqüências na carne e no espírito,” temos o dever, como cristãos e como cidadãos, de testemunhar a verdade e de ser ao menos indignos representantes desses valores que, de tão antigos e arraigados, nem sabemos articular direito.

    Pode-se ter certeza, por fim, que da Igreja não virá nenhum risco de guerras, imposições, ou homicídios. Já aprendemos muito com a história. Ao contrário, quem corre o risco de ser violentado nas suas crenças mais interiores são os cristãos, que talvez em breve não possam mais proclamar seus valores e crenças por que a mera expressão destes “ofende” a terceiros. Quando chegarmos a esse ponto, veremos que a outra face desse tipo de tolerância é a intolerância com o grupo que tem coragem de crer na verdade, e no debate aberto e honesto sobre ela.

  9. Valdir disse:

    Caros participantes desta “mesa redonda”

    Antes de mais nada quero agradecer ao Marco por este blog que tem permitido que ocorra uma reflexão por parte de seus participantes, enriquecendo a todos pela diversidade de pontos de vista. Acredito que seja esta a finalidade de um blog.

    Não vou me envolver em tantas derivações que já ocorreram, mas gostaria apenas, como médico que também sou, responder as questões do amigo Luiz Coelho, quanto a órgãos sexuais.

    Evidentemente não cabe aqui entrar nas explicações anatômicas e fisiológicas de cada órgão, muito bem descritas e apresentadas em livros de ciências, anatomia e fisiologia para os mais interessados.

    A questão que se coloca aqui é outra. No ser humano não podemos desvincular os órgãos da responsabilidade da vontade humana, que não se manifesta simplesmente como instintiva, o que ocorre nos outros animais. Assim como uma mão pode trabalhar em benefício da humanidade, também poderá matar ao próximo, na dependência da vontade de quem a utiliza. Assim como a boca foi feita para ingeriri bons alimentos e sustentar o corpo, pode tomar veneno, até saboroso, e morrer. Os órgãos não têm uma vontade em si mesmo, mas estão a serviço da vontade humana, que deve estar direcionada para um plano maior de Amor na Criação.

    Contudo, contudo,… ainda que nos restringíssimos única e exclusivamente aos aspectos anatômicos e fisiológicos dos órgãos genitais humanos, (o que seria uma visão bastante reducionista, como expliquei), poderíamos observar acontecimentos fantásticos! Porque a anatomia e fisiologia são estudos maravilhosos!

    Recordo-me de uma aula do Prof Dr Dernival Brandão, famoso gineciologista carioca, que numa maestria apresentou o ato sexula humano na sua intimidade anatômica e fisiológica. Foi uma verdadeira apresentação artística, de como homem e mulher se envolvem para uma complementariedade que se torna uma unidade na qual, nas palavras de Jacques Leclerc, a humanidade se torna possível. Segundo este autor não há humanidade somente no sexo masculino ou no feminino, mas na união dos dois.

    Não seria possível agora, ainda que fosse bastante oportuno, recordar detalhadamente a apresentação do Dr Dernival, e nem o poderia fazê-lo com a mesma clareza deste mestre da medicina . Deixo um convite que se estude um pouco, reflexivamente cada órgão genital, masculino e feminino, no seu aspecto que transcende a forma e alcança o espírito de suas atribuições, e veremos que não é possível isto ser alcançado quando se considera um ato entre pessoas do mesmo sexo.

    Concluindo, poderíamos citar muitos números que atestam que as relações sexuais acarretam consequências em doenças, não só físicas , mas também psíquicas, numa proporção muito maior quando entre homossexuais ou nas “profissiobnais do sexo”, o que aponta um caminho não natural para esta atitude. A natureza não nos convoca a doença, e na esfera da sexualidade, pelo contrário, nos convida à vida. É certo que poderemos dizer que entre os heterossexuais também se encontrarão as doenças, mas muito mais frequentemente quando estes se desviaram da fidelidade conjugal, do que quando guardaram a castidade, quer individual, quer na “castidade conjugal”, ou seja, no respeito ao conjuge, que não se restringe a visão somente sexual do casamento.

    Abraços

    Valdir

  10. Luiz Coelho disse:

    Bom dia a todos…..primeiramente agradeço, novamente, a todos por disponibilizar um espaço para debates inteligentes e conversas amigáveis ( mesmo sem vinho e queijo ). Aceito cada ponto de vista contrário ao meu ( posso não concordar, mas respeito ); do mesmo modo que muitos pensam de forma diverente a minha ( essa é a maravilha da vida – a diversidade ), aprendemos mais com aqueles que pensam diferente; do que com aqueles que pensam como nós !

    Acho engraçado que muitos se sensibilizaram com o termo “míope”…tenho 3 graus de míopia e não me sinto tão discriminado ou ofendido pelo termo, mas apresento minhas desculpas se este adjetivo pareceu ser agressivo, realmente não foi a intensão.

    Outra sensação jocoza ( pelo mens pra mim ), foi o termo sexo…por tudo exposto, ficou bem claro que o termo homosexualismo ( ou homosexualidade ) instantaneamente é associado ao sexo. Quando vocês vêem um casal heterosexual por acaso pensam na vida amorosa de ambos como pensam na dos casais homo ?..Acredito ser uma conduta social e cultural nossa chamada preconceito e discriminação !

    Outro ponto levantado foi em relação aos órgãos sexuais….um casal de lésbicas ( como saiu na jornal Estado de São Paulo ) na Argentina, com filhos ( inseminação ); Elas me parecebem bem felizes, se disseram fieis uma a outra, que cuidam muito bem de seus filhos; bem diferente de muitos heteosexuais !…Pergunto se essas duas mulheres, estão fazendo algo tão abominável que devam ser exegradas pela sociedade ?

    Como disse anteriormente, não é nosso direito julgar e condenar niguém ! É logico que podemos COMENTAR e DISCUTIR nossas crenças e pontos de vista; caso contrário seria um afronto até contra a liberdade de expressão; mas tentar impor de maneira autoritária uma forma de conduta sobre os outros isso já vai além de qualquer obrigação cristã, se assemelhando a colonizadores europeus do século XV, as cruzadas ou aos inquisitores. Acredito que já evoluímos com relação a isso, ou não ?

    A beleza do ser humano é estar SEMPRE aprendendo e evoluindo; não duvido que a igreja aprendeu com seus erros no passado; tanto que até se desculpou de vários deles; mas a igreja, como disse em outro post; é feita por pessoas; e que ainda cometem erros; é nossa obrigação como cristãos Ativos observar exageros e corrigí-los o quanto antes.

    Aos que ainda insistem em viver de maneira contrária mesmo com nossos conselhos e orientações; só podemos lembrar das palavras de Jesus : “ Pai, perdoai-os ! Eles não sabem o que fazem ! “

    Abraço a todos.

  11. Familia Guarita disse:

    Luiz Coelho,

    uma questão bem prática… podemos esperar e ver em que pé se dará a educação dos filhos dessas senhoras argentinas… será que terão alguma desordem ou sairão psicológicamente bem educados…? É bem sabido que a falta de um pai ou de uma mãe na educação de um filho traz uma complicação para esse… imagina na “sobra” de um pai (e falta de uma mãe) ou então na “sobra” de uma mãe e falta de um pai… o que trará para o mesmo?

    Já disse o Valdir citando Da Vinci… o tempo é o senhor da razão.

  12. Luiz Coelho disse:

    Se nos limitarmos a idéia de que a “familia Doriana” : …um pai, uma mãe, um filho homem e uma filha menina e um cachorro da raça Golden são aqueles com menor probalididade de terem problemas; estaremos entrando em uma seara meio complicada.

    Muitas familias são separadas, outras viuvas, outras composta por pais solteiros; etc; a vida não é um filme perfeito para todos. Seria como se eles estivessem condenados a algum problema certo em sua prole por não terem um membro da familia presente. Muitos são obrigados a se adaptarem e tenho certeza de que sairão mais fortes com esta experiência.

    Basta olhar para as notícias nos jornais….você verá que “Suzanes”, “Brunos”, “Maníacos do parque”; etc, tiveram pais, e isso foi o suficiente para eles se portarem pessoas de bem ?…Esta familia argentina, eu tenho a certeza plena, podem ter diversos problemas como todas as familias, mas que pelo menos o preconceito ou a discriminação de pessoas que vivem de forma “diferente” não habitará nesta casa.

  13. Valdir disse:

    Caros

    Como rendeu este assunto do remédio da Igreja para a AIDS, já estamos analisando constituições familiares !!!!…. Penso que isto é muito bom, nos faz refletir e perceber como os assuntos interagem e fazem parte do mesmo tema central que é a família.

    A respeito disto tenho os seguintes comentários:

    1. A “família Doriana” se existe é rara, e não quero crer que deva ser o modelo ideal, mesmo porque não há um modelo ideal em termos de número de filhos e muito menos distribuição de filhos pelo sexo masculino e feminino.

    2. Julgar que o chamado modelo “tradicional” de família não é único e pode não dar certo em função de Suzana, Bruno e Maníaco do parque, (os quais desconheço a constituição familiar de origem e principalmente a história educacional) é uma generalização de baixa argumentação. Assim como julgar a felicidade de uma família de lésbicas pela foto do jornal e seus comentários, e colocá-la como modelo alternativo equiparado ao tradicional, parece-me extrapolar muito.

    3. Que as famílias sofram problemas, perdas, sofrimentos,… isto é bem conhecido há bastante tempo, mesmo nas “melhores famílias”. Não se tem garantias para o ser humano. Contudo,…. há necessidade que se faça uma analise mais ampla dos modelos e seus resultados sociais. Fato que não se permite neste espaço. No entanto, pode-se perceber que uma grande mudança do comportamento social, hoje considerado por muitos como doentio, já é atribuido a mudança dos padrões familíares, em se afastarem do “tradicional”. Basta verificar que cresce a cada dia artigos nos quais mulheres, com forte desempenho profissional e bem sucedidas, estão deixando temporariamente o trabalho para se dedicarem aos filhos. Aqui não vai qualquer conotação machista, mas o relato de uma constatação de fatos publicados, diga-se de passagem, animadores.

    4. Por último. Por que se preocupar com as mudanças dos outros?? Será que temos alguma coisa a ver com isso? Não é uma invasão de liberdade?

    Vejamos. Se amanhã aprova-se uma lei que todos podem andar armados e em caso de defesa posso atirar para matar, seria conveniente que isto sofresse um grande processo de reflexão, pois a chance de eu, ou os meus entes queridos morrerem, vai crescer com certeza. (Ainda que muitos andem, não é legal até o momento). Se amanhã se aprova que não é crime dirigir embriagado, eu vou protestar, pois corro o risco de maior número de acidentes. Ou seja, medidas que levam reflexos no comportamento da sociedade como um todo, me dizem respeito sim.

    Para quem se deu ao trabalho de ler o PNH3 do governo, pode perceber que a “sexualidade alternativa” já está querendo ter mais direitos do que os considerados “preconceituosos”, “antiquados”. Incrível que discordar do pensamento alternativo passou a ser preconceituoso!?!?!!?

    Então é preciso sim fazer uma profunda reflexão e defender o meu modo de pensar, quando o tema família está em jogo, e já temos fatos o suficiente para ficar claro, que as alternativas não têm oferecido melhores horizontes; ainda que se pese as dificuldades do modelo tradicional.

    Abraço

    Valdir

  14. Luiz Coelho disse:

    Temas bons são assim….rendem boas discussões…e em se tratando de remédio, devemos estar atentos as contra-indicações….só espero poder ter o assunto regado a queijo e vinho sem que este prejudique a medicação…-rs-

    Viram como Deus escreve certos por linhas tortas ?…..Chegamos a conclusões em comum….

    1-) O comportamento da prole de uma familia não dependem da existência ou não ou da duplicidade de pais e mães; mas de algo muito bem colocado pelo Valdir….de EDUCAÇÃO e até complementaria…com EXEMPLOS !!!

    2-) Outro ponto em comum…discordarmos plenamente de que as chamadas “minorias” queiram ter mais direitos do que os demais ( cotas escolares para negros; descendentes indígenas, já civilizados, tendo os benefícios de silvículas, ou pela preferência sexual ter algum benefício diferenciado ).

    Quanto a nos preocuparmos com as mudanças da chamada “familia tradicional”….Fico pensando se estamos preocupados com o que ocorre entre as quatro paredes de uma casa, ou com a conduta cidadã e cristã das pessoas que moram nela ! Os exemplos dados pelo Valdir tratam de situações que ferem fisicamente terceiros e não acredito que seja o nosso caso !

    Acrescentando outro exemplo… é a já famosa história do bom samaritano…..Quem é que se portou como um bom cristão ?…..A familia de heterosesuais que tem condições biológicas de gerar uma criança e a abandonou; ou a familia de homosexuais que adotou essa criança, a educa , a ama e a cria em um verdadeiro lar ?….Ou a história de “Atirar a primeira pedra quem não tenha pecado algum “….

    A sexualidade é algo que incomoda as pessoas…..vejamos…imaginemos que não fosse crime andar nú….alguém se sentiria confortável em fazê-lo em público ? Meu filho de 3 anos não tem esse medo !….Deus nos fez a sua imagem e semelhança….somos tão horrorosos assim a ponto de termos de nos cobrir, ou o horror reside em nossas mentes repletas de pornografias, inseguranças sexuais, vergonhas e julgamentos distorcidos que adquirimos com a vida adulta ?

    A maneira como as pessoas se comportam dentro de casa, ( óbvio, desde que nenhum membro da familia tenha seus direitos violados pelos demais membros ); parece incomodar mais pessoas que eu imaginava. Se observassemos as duas argentinas ( do exemplo ) andando na rua com seus filhos, de mãos dadas, alguém sentiria que elas estariam “prejudicando” o “status quo” familiar ?…ou só o fazem por que conhecem a sua preferências sexuais ?

    Apenas voltando ao tema…..o risco de contrair Aids, é maior em qualquer um que tenha uma rotatividade de parceiros……Pergunto ao Dr. Valdir se duas pessoas saudáveis e que sejam fieis uma a outra podem contrair AIDS com relações entre si ?….e se ambas tiverem parceiros variados e fizerem sexo sem proteção…..Irá importar se essas duas pessoas forem um casal hetero ou homosexual para se contaminarem ?

    Me coloco como ignorante ao ponto de perguntar….O que é, o que significa e exemplifiquem, com as várias situações do nosso tema, o que entendem por familia ?

    Abraço

  15. Marco disse:

    Ola

    Nossa, fiquei atordoado com a discussão deste post…. Obrigado a todos por participar.

    Gostaria de deixar minha contribuição.

    Não vou me ater ao fato sexual, muito bem exemplificado pelo Valdir, citando seu professor de ginecologia.

    Também não gosto mto do termo “familia tradicional”. Isto para mim sugere… “ah… esse é um formato de familia que fizeram a um tempo atraz e ninguem reclamou, então é assim até hoje…”. Para mim a familia “tradicional” deve ser chamada de “Familia Natural”, ou seja, conforme a natureza.

    Minha contribuição vem do tema da redação da Unicamp de (se nao me engano) 1990, que foi sobre “geração espontânea”. Naquele ano uma personagem de uma novela global decide ter um filho “sozinha”, sem querer vincular-se a ninguem, queria criá-lo sozinha.

    O tema foi derrubado com um argumento da psicologia. Complementando a resposta da Familia Guarita, existe sim consequencias psicologicas que devem ser acompanhadas em filhos que não façam parte de uma “familia Natural”.

    Freud descobriu que toda criança entre 3 e 5 anos desenvolve o “Período Edipiano” (em alusão a fábula grega de Édipo rei), em que a figura tanto paterna como materna são importantes para o desenvolvimento psicológico da criança. Logo, no exemplo citado acima, a figura paterna fará falta nesta fase.

    Mas se um dos pais falta ? (por falecimento por exemplo), ai busco uma resposta em um bonito filme que assisti no passado, chamado “My life”, onde um pai, sabendo que irá morrer antes do nascimento do filho, deixa mensagens para que o filho o reconheça.

    ate

  16. Valdir disse:

    Caros

    Apesar do assunto se estender, não posso diante das perguntas deixadas em aberto ficar sem dar resposta.

    O Marco definiu muito bem. O nome utilizado “tradicional” não é realmente o mais conveniente. Família “natural” é mais adequado, pois apresenta em sua nomenclatura o próprio conceito solicitado pelo amigo Luiz Coelho.

    Família é uma instituição natural, constituída por uma homem e uma mulher, que diante da liberdade de escolha se unem por laços de amor, no intuito de se desenvolverem enquanto pessoas (“crescei” no Gênesis), estarem abertos a possibilidades de filhos (“multipliocai-vos” , idem ), que deverão ser educados nos princípios que correspondem aos objetivos do homem e da mulher nesta vida: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

    Atualmente muitos conceitos diferentes foram introduzidos e dentro da própria saúde, as definições chegam a considerar família como um grupo de pessoas que convivem por um tempo mais ou menos prolongado, com certos laços de afetividade, não necessariamente consanguíneos. E por aí vão outros.

    No entanto, como defende J Leclerq na sua obra ” A família”, a família antecede a própria origem do homem, pois este foi criado, ” homem e mulher, Ele os criou” (Gênesis) , já com a idéia prévia de existir fruto da família. Não se concebe a criação humana fora do conceito da natureza familiar. E continua, como já mencionei acima, a humanidade não pode estar somente no homem ou na mulher, mas se constitui na união dos dois. Outros agrupamentos podem ter outros títulos, mas não família.

    O fato de algumas famílias terem seus problemas, não significa que o conceito seja errado. Há necessidade de se manter o conceito, que em si é intocável.

    Quanto aos meus exemplos citados como “ferem fisicamente”, forma mencionados para de deixar claro que atitudes morais podem acarretar danos tais e quais a agressão física. Palavras e atitudes, ainda que a distância não são imunes de agressão.

    Por último, quanto a doenças sexuais estarem mais frequente neste ou naquele grupo, posso afirmar com segurança que embora elas sempre tenham existido, em todos os grupos, (como eu já havia citado anteriormente), é inegável que a fidelidade conjugal e a castidade (contrário a multiplicidade de parceiros) são bem mais seguras para se evitar o contágio. Negar que o grupo de homossexuais tenham maior número de parceiros, penso ser bastante difícil diante da simples observação, que se reforça pelos dados estatísticos, e pela experiência clínica de quem atende as pessoas que aderem a este comportamento.

    Penso responder a sua pergunta. A fidelidade (um só parceiro) evidentemente manteria a transmissão da AIDS mais difícil em qualquer grupo (homo ou hetero), mas a prática, por outro lado, pela própria concepção que os grupos têm em relação a fidelidade, apontam que no grupo de homo, isto não seja fator considerado como um compromisso sacramental, a exemplo daqueles que assim o assumem diante na natural união de homem e mulher. Basta ver as recomendações repetidas nas propagandas do ministério para que sempre usem preservativso e que procurem não tem muitos parceiros. A insistência comprova que se sabe que a fidelidade entre o grupo de homossexuais parece estar totalmente fragilizada.

    É certo que a fidelidade do matrimônio cristão está alicerçado no compromisso feito diante de Deus, e isto não parece fazer parte do comportamento do grupo dos homossexuais. Não é preconceito, como dizia um amigo, “é conceito mesmo”. Aderir a Cristo na sua plenitude, não está em aderir a união homossexual.

    Não se trata também de atirar pedras por não ter pecados, que todos temos, mas se trata de continuar a leitura do Evangelho: “Eu também não te condeno, VAI E NÃO PEQUES MAIS.”

    Abraço

    Valdir

  17. Luiz Coelho disse:

    Bom dia….Agradeço ao Marco pela criação do Blog e pelo comentário de todos. Agradeço em especial ao Valdir que teve paciência em trocar idéias e conceitos com todos e novamente concordo com ele no sentido que o assunto já se estendeu o bastante para este espaço.

    Apenas termino dizendo que concordo plenamente que a “familia natural” seria a idealização plena, mas pensar que isso é uma unanimidade seria nos imaginarmos na “ilha da fantasia”, pois a realizade é outra, ou por opção das pessoas, ou por opção do destino.

    Nunca quis fazer apologia a nenhum nodo de vida alternativo, mas prego o respeito a qualquer ser humano. Posso não concordar e tenho o direito de colocar minha posição contrária, mas sempre de forma pacífica e respeitosa.

    Não entendo como funciona a psique e o porque da homosexualidade, mas imagino que muitos destes filhos de Deus devam sofrer com a sua condição, e isso os torna menos dignos de compaixão, de caridade ou de ter o auxílio de um samaritano?

    Apenas para reflexão : Como vocês agiriam se um membro de sua familia ( seu filho, por exemplo ), tivesse tal comportamento ( e não mudasse )? Respeitaria-o ? Defenderia-o de terceiros que o discriminassem ?

    Ps. Daqui a pouco o inverno acaba e vamos ter de trocar o queijo e vinho por suco e sorvete…..

    Abraço

  18. Valdir disse:

    Caro Luiz

    Para não deixar você sem resposta. Penso que o ditado popular que aqui cabe é o seguinte: “Amar ao pecador e detestar o pecado”.

    A educação para a liberdade é sempre um caminho de risco, costumo dizer em minhas palestras. Não há nenhuma companhia de seguros para isto, ou algum comprovante de garantia en função do esforço que se faça para educar. Certo é que se não fizermos nenhum esmpenho, ficará a criança muito mais vulnerável.

    A sua pergunta é muito pertinente, e posso dizer que conheço famílias que com todo empenho, hoje precisam saber conviver com amor com situações contrárias ao que desejariam. Isto não significa que as circunstâncias passam a ser consideradas agora como uma verdade, até então contrária ao que se pensava.

    Por isto fecho dizendo o que um bom pai de família, já com vasta experiência , uma vez me disse quando meus filhos ainda eram pequenos: ” Até os dezesseis procuramos rezar e educar, depois continuamos rezando,… sempre”.

    Valdir

  19. Valdir disse:

    Caros

    Coincidentemente, esta grande reflexão nasceu do tema envolvendo AIDS e o remédio da Igreja. A esse respeito saiu no Zenit de hoje esta notícia. É interessante como a Igreja permanece como uma das entidades, ou a entidade mais preocupada com o assunto.

    Redução de investimento atrasará 20 anos de ajuda contra AIDS Adverte Cáritas Internacional na Conferência de Viena

    Por Nieves San Martín

    VIENA, quarta-feira, 21 de julho de 2010 (ZENIT.org) – A Cáritas Internacional adverte que um corte nos fundos para programas de luta contra o HIV no mundo fará retardar em 20 anos a campanha contra a AIDS. O comunicado foi dado na Conferência Internacional sobre esta doença que, acontece de 18 a 23 de julho em Viena.

    A Conferência Internacional reúne em Viena especialistas de saúde, cientistas, governos e ativistas.

    Entre as questões mais delicadas da agenda, estão as políticas das grandes empresas farmacêuticas a respeito dos países do Sul do mundo, em especial africanos, entre os mais afetados pelo HIV/AIDS.

    Dom Robert Vitillo, representante especial sobre HIV e AIDS da Cáritas Internacional, foi palestrante em uma sessão sobre “Acesso Universal”, em uma “pré-conferência” da rede católica, em 16 e 17 de julho, na qual também participou a secretária-geral de Cáritas Internacional, Lesley-Anne Knight.

    O programa contra a AIDS das Nações Unidas, UNAIDS, estima que é necessário neste ano conseguir 27 milhões de dólares para abordar a pandemia, mas as estimativas otimistas sobre os fundos disponíveis preveem um corte de mais de um terço. Os custos aumentam à medida que mais pessoas são infectadas, especialmente se cortarem também a prevenção e os programas de teste.

    Dom Vitillo disse que já existem pessoas que foram excluídas do tratamento em países que visitou, como Uganda, por causa de falta de fundos.

    “Descuidar o HIV e a AIDS colocará em risco milhões de vidas humanas nos países pobres – afirma Dom Vitillo. Se as pessoas não tiverem acesso ao tratamento, voltaremos aos anos 80, nos quais não havia suficientes camas de hospital e as pessoas morriam sem receber nenhuma atenção.”

    Os efeitos deste corte de fundos vão desde a denegação de tratamento as pessoas afetadas até políticas que bloqueiam que se inscrevam novos pacientes nos programas de medicação. Junto aos cortes de fundos para os serviços de saúde, as ajudas para órfãos e crianças vulneráveis também poderão ser afetadas.

    Cáritas esteve promovendo o acesso universal ao tratamento para as pessoas com HIV e AIDS, assim como oferecendo tratamento e atenção.

    A campanha da Cáritas “HAART para Crianças” está motivando os governos e empresas farmacêuticas a melhorarem os testes e tratamento para crianças com HIV e tuberculose nos países pobres. HAART quer dizer em inglês Terapia Antirretroviral Altamente Ativa, a combinação de remédios que ajudam a prolongar a vida de crianças e adultos que vivem com HIV. Sem acesso a tais medicamentos salva-vidas, mais da metade das crianças com HIV morrerão antes de seu segundo ano de vida.

    Durante a Conferência Internacional sobre AIDS, como sua última ação na Campanha “HAART para Crianças”, a Cáritas entregará 20 mil assinaturas para representantes do governo austríaco.

    Segundo Dom Vitillo, estas assinaturas mostram a preocupação do povo austríaco por seus irmãos e irmãs que vivem com AIDS nos países desenvolvidos.

    A exigência de um maior compromisso por parte das potências industriais para garantir o acesso universal à atenção e aos fármacos mais eficazes caracterizaram a abertura este domingo em Viena da Conferência.

    “As promessas não mantidas matam”, dizia um dos cartazes dos manifestantes que protestavam pelo atraso e tarefas não cumpridas dos países do G8.

    Há cinco anos, na cidade escocesa de Gleneagles, os representantes das oito maiores economias do planeta se comprometeram a garantir o acesso universal à atenção sobre o HIV/AIDS antes de 2010.

    No mês passado, no Canadá, os governos destes mesmos países admitiram não ser capazes de respeitar o prazo dado.

    Neste domingo, a falta de “vontade política” foi o tema central da intervenção de Julio Montaner, presidente da International Aids Society, sociedade que organiza a conferência de Viena.

    Segundo a Organização Mundial de Saúde, em 2008 as pessoas afetadas pelo HIV eram mais de 33 milhões. No mesmo ano, o número de mortes havia diminuído em relação com 2004 em 2,2 milhões. Segundo estimativas apresentadas na semana passada pela ONU em Accra, na região subsaariana, a incidência da AIDS foi reduzida entre 2001 e 2008 em cerca de 17,4%.

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