Aumentando o espaço

Ola

Ultimamente estou em uma boa fase de lembrar histórias de pessoas que conviveram comigo e podem nos passam alguma lições interessantes. Hoje lembrei de mais uma.

Hoje eh a historia de um jovem casal, muito unido e simpatico, que conheci na minha adolecência. Ela chama-se Rose e ele (acho) Luiz.

Rose e Luiz casaram-se e foram morar nos fundos da casa da mae dela. Era uma casa pequena, somente 4 cômodos (sala, cozinha e 2 quartos) mas, para recém casados, era suficiente.

  Acontece que algum tempo depois Rose ficou grávida e após o nascimento eles tiveram que adaptar tudo na casa. Foram comprando mais coisas, a casa ficando mais apertada, até que chegaram naquela máxima de  ter que desmontar uma coisa para montar outra (muito parecido com o que temos nos aptos de hoje em SP  🙂 )

  Num dos momentos de desmonte de alguma coisa para montar outra, Rose diz para o Luiz:

  – Precisamos de uma casa maior…

  Ele responde

  – Ou talvez precisamos de menos coisas…

Boa semana a todos !

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Sobre Marco

Marco é casado com Mariana e tem os pequenos Carol e Rafael. Ele é formado em Tecnologia da Informação, pós graduado em administração e trabalha há 14 anos no mercado corporativo de TI. Atua na Igreja Católica desde a adolescência, participando de grupo de jovens, ministérios de música e equipes de evangelização. Está na pastoral da familia da paróquia Nossa Senhora do Brasil desde 2007, atuando junto às familias e aos casais que buscam o matrimônio.
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4 respostas para Aumentando o espaço

  1. Lutfe disse:

    Marco, é impressionante como os seus textos me faz entender e refletir sobre uma situação, qual seja, e se eu não tivesse nada, como seria minha vida?

    Eu não li Jô ainda, mas penso que se não tivesse nada (nada mesmo, família, filhos, trabalho entre outras coisas) e só tivesse a Deus, nada me faltaria.

    Porém (não deveria haver esse porém), quando se tem um filho é do sentimento do próprio pai, querer dar tudo do bom e do melhor. Agora e se eu não conseguir dar uma boa educação (neste caso estou falando escola), se conseguir dar um boa educação de vida, neste caso fui vitorioso, a vida continua, baseado nas pequenas coisas da vida minha vida, aprendendo a viver humildemente.

    De fato, é muito mais fácil falar, do que viver desta forma, mas quando vejo pessoas humildes e simples (economicamente e espiritualmente falando) vivendo de forma digna e de cabeça erguida, com o caso de um exemplo de um lixeiro, que vivia com a esposa em casa muito humilde, criando o filho na periferia de São Paulo, via que a vida é possível com humildade e simplicidade, vivendo a pobreza e as poucas coisas da vida.

    Viver com pouco é uma lição, inclusive para quem tem muito.

    Um abraço, obrigado pelas palavras, do amigo,

    Lutfe

  2. vreginato disse:

    Caros Marco e Lutfe

    Sabem que existiu um homem chamado Francisco, que disse que não teria nada, o mais pobre dos pobres, (“não ter onde reclinar a cabeça”), e fundou uma das maiores ordens religiosas de todos os tempos. Mas,… quando foi dizer ao Papa que assim viveria, e faria o mesmo aos que o quisessem segui-lo na lição do Evangelho, o Papa recomendou que pudesse ter um lugar. Um local para acolher aos outros, e que talvez não coloca-se aos demais todo o rigor que se propunha (e de fato viveu).

    De fato, algus recebem graça especial para a vida austera de Francisco, mas nem todos, e nem por isto deixam de ser bons. Outros necessitam mesmo de algum local, e alguns cuidados que não podem existir nos “sem teto”.

    Volto a afirmar que a palavra chave parece estar no “desprendimento” . Cristo não tinha onde reclinar a cabeça, mas convivia com Lázaro, Marta e Maria; tinha amigos que viviam em boas condições, e não os reprimia por isto.

    Sem esticar o assunto, gostaria de sugerir que o rigor da vida austera é uma opção pessoal, ( e oculta), que não podemos e não devemos impor, principlmente quando isto diz respeito aos filhos, que quando nascem não tem a experiência dos anos daqueles que assim decidiram viver. Viver com pouco (e desprendido), e neste pouco, viver muito a Deus.

    Valdir

  3. Luiz Coelho disse:

    No mundo capitalista consumista que vivemos é tamanho o que se produz de lixo diariamente, que é claro que já perdemos a noção de termos apenas o que realmente necessitamos e trocarmos pelo o que queremos, mesmo sem saber pra que estamos adquirindo tal coisa!

    Hoje com mais recursos para facilitar nossas vidas ( eletrodomésticos, babás, lojas especialidades em tudo, etc ); conseguimos juntar muito “entulho” e dificulmente reciclamos tais objetos; apenas vamos acumulando.

    Este post é um complemento daquele da semana passada, que tratava do Tempo em nossas vidas e este tratando do Espaço que dispomos para fazer o que queremos. A intelegência que nos distingue dos animais está servindo apenas para termos uma vida com menos tempo para aproveitá-la e cheia de coisas inúteis que nos impedem de progredir mais rápido.

  4. Cristiane disse:

    Moro nos EUA e aqui neste país as pessoas compram caixas para estocar seus pertences. São os “organizers”. A novidade agora são uns sacos plásticos, onde se pode colocar um edredom, por exemplo, e com auxílio de um aspirador de pó, é possível sugar o ar do saco, fazendo o volume diminuir consideravelmente. É impressionante! E daí as pessoas terão mais espaço para adquirir mais coisas. E o ciclo não acaba…

    De fato, viver com o necessário é um desafio. Que a tentação do acúmulo não nos afoque.

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