Um exemplo de castidade

No dia 6 de julho a Igreja Católica faz memória a uma santa que morreu muito jovem por defender sua castidade diante de um sedutor. Trata-se de Maria Goretti, uma adolescente italiana que antes mesmo de completar 12 anos, morre de maneira violenta ao negar um envolvimento sexual com seu então agressor. Alexandre Serenelli era o nome do rapaz que tentou, por várias vezes, seduzir a jovem que ainda criança, órfã de pai, ajudava a mãe no cuidado dos irmãos menores. Numa das investidas do sedutor, Maria encontrou forças para lutar como um leão para defender seu tesouro mais precioso que era a castidade. Entretanto, irado ao ver tamanha defesa da jovem, o jovem a agrediu violentamente com uma barra de aço, deixando-a quase morta. Na manhã seguinte, um domingo, após receber a Sagrada Comunhão, Maria morre declarando à sua mãe que perdoava de todo o coração ao jovem agressor: “Sim, perdôo … Lá do céu, rogarei para que se arrependa. Ainda mais: quero que ele esteja junto de mim, na eterna glória.”

Maria certamente alcançou este objetivo, uma vez que no processo de sua beatificação, o jovem Alexandre que havia sido preso logo após o ocorrido, foi uma das primeiras testemunhas a deporem a seu favor. Foi canonizada em 1950 pelo Papa Pio XII, estando presentes na cerimônia, sua mãe, seus irmãos e o próprio Alexandre.

Diante de uma sociedade onde os valores da pureza e da castidade são ridicularizados e postos de lado pela grande maioria das pessoas, precisamos continuar firmes na luta contra a corrente e formarmos nossos filhos, alunos, catequizandos, para que cultivem esses valores em sua juventude. Por mais que se possam sentir caretas ou excêntricos em seus ambientes de vida, não desistamos de incentivá-los nessa conquista de uma vida casta. É preciso conscientizar-lhes que a busca do prazer por si só, escraviza o homem e a mulher, impedindo-os de serem verdadeiramente felizes. Não se pode ir aceitando como normal o envolvimento sexual dos jovens no namoro ou mesmo no noivado. O relacionamento sexual é destinado para ser vivido única e exclusivamente no casamento e assim deve ser ensinado à juventude, procurando sempre a fidelidade ao que nos ensinam as Sagradas Escrituras e a Doutrina da Igreja Católica.

“O conhecimento deve conduzir a educação para o autocontrole: daqui a absoluta necessidade da castidade e da permanente educação para ela. Segundo a visão cristã, a castidade não significa de modo algum nem a recusa nem a falta de estima pela sexualidade humana: ela significa antes a energia espiritual que sabe defender o amor dos perigos do egoísmo e da agressividade e sabe voltá-lo para sua plena realização.” (FC, 33 – Familiaris Consortio, 33)

Que Santa Maria Goretti interceda por nossa juventude, para que consiga com liberdade e apoiada na verdade, fazer uma opção consciente e ao mesmo tempo radical pela castidade.

Abraços e até a próxima semana.

Heraldo

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3 respostas para Um exemplo de castidade

  1. Mari disse:

    Querido irmão, grande tema !!!
    Tão atual e que parece que a maioria dos católicos simplesmente “esquece” este sexto mandamento !!!
    É possível viver a castidade sim e temos que ser exemplo neste mundo !!!
    Parabéns pelas palavras de fé e que nossos filhos possam sempre se espelhar na vida de Sta Maria Goretti e nos nossos exemplos como pais !!!

  2. Valdir disse:

    Heraldo, caríssimo

    Este é um dos temas em que, pelo fato do homem se afastar tanto de Deus, esquece que pode e deve se esforçar em vivê-lo, pois é possível.

    Sem dúvida, a castidade é uma luta permanente dentro do coração cristão, que não pode ver nesta batalha uma guerra de masoquismo, pois não se dá ao “livre direito do seu prazer”.

    A castidade, a exemplo dos demais mandamentos, embora se enuncie pela Negativa (“não pecarás contra a castidade”), deve ser vista como uma atitude de grande otimismo e entrega positiva do cristão ao Amor de Cristo.

    Talvez seja este ponto, um dos mais fortes que têm aompanhado o homem e a humanidade, em paralelo nas suas misérias, e quedas que acarretam consequências desastrosas ao longo da história. É pela luxúria, o inverso da castidade, que muitos reis levaram seus povos a períodos de desgraça e violência. Pela sensualidade, se concretizou a traição de muitas amizades, e o término de muitos casamentos. Pelo prazer, a juventude é levada ao vício que escraviza a sua energia e desenvolvimento. Por ela , as crianças estão deixando a pureza da inocência e se tornando “pequenos adultos” com horizontes deturpados.

    Pela falta da castidade, nos afastamos do compromisso que nos é pedido por Deus, em poder viver a sexualidade a serviço do Amor da Criação, em colaboração indigna, a obra de Deus.

    É exigente! Certamente uma luta que acompanhou os santos até seus últimos dias, ( como fez a Sta Maria Goretti) e mediante isto, colaboraram para a sua santidade. Sem a luta pela castidade, é praticamente impossível viver a santidade.

    Que este caminho, como diz Heraldo, seja reforçado alegremente aos nossos filhos.

    Abraço

    Valdir

  3. Lutfe disse:

    Heraldo, obrigado pelos ensinamentos relacionados à castidade, principalmente, na educação de nossos filhos.

    Abraços,

    Lutfe

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