De olho no “bullying”

O termo “bullying” é usado em inglês para designar todo tipo de preconceito, discriminação e violência entre crianças e adolescentes, tanto nos ambientes de moradia como nas escolas, atingindo todas as classes sociais. Ocorre tanto em escolas públicas como nas privadas, sendo que, em geral, tem melhores orientações nas públicas, pois quando estas não conseguem resolver o problema, apelam para o Conselho Tutelar. Já as escolas privadas temem o efeito negativo desse tipo de ocorrência e na maioria das vezes preferem ignorar o problema, chegando alegar para os pais que a criança é que é sensível demais. É preciso estar atento ao comportamento dos filhos, se têm apresentado sintomas de tristeza prolongada, se estão evitando algum ambiente de sua convivência, se estão muito introvertidos ou outros sintomas que possam caracterizar a ocorrência do “bullying”. Numa sociedade em que se valoriza, em extremo, as aparências, as vítimas normalmente são os que estão fora do padrão: os mais gordos, os mais magros, os mais tímidos, os de inteligência mais limitada. As agressoras, por sua vez, são crianças que tendem a refletir em suas atitudes problemas vividos nos lares, como carências afetivas, revoltas com a separação dos pais, inconformismo com a situação financeira da família. Há casos em que a situação se torna tão crítica que acaba em demanda judicial entre as famílias das vítimas e dos agressores.

Quando se percebe o aparecimento do problema, uma das primeiras atitudes por parte dos pais das vítimas é conscientizá-las de que não há nada de errado com elas. Dedicar-lhes atenção especial, valorizá-las em tudo o que fazem, mostrando o quanto são importantes e procurando assim minimizar o problema. Explicar-lhes um pouco sobre as possíveis carências dos amigos que estão causando o problema também pode ajudar. Entretanto, não relutem em recorrer a um psicólogo se perceberem que a situação o exija. É importante não ignorar a criança ou adolescente e sim compreendê-lo em seu dilema, agindo sempre de maneira amiga para ajudá-lo a sair do momento de crise que está enfrentando.

Que Deus nosso Pai nos inspire sempre a agir como convém em cada situação a que estejam submetidos nossos filhos.

“Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias, Deus de toda a consolação, que nos conforta em todas as nossas tribulações, para que, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus possamos consolar os que estão em qualquer angústia!” (II Cor 1, 3-4)

Abraços e até a próxima semana.

Heraldo

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2 respostas para De olho no “bullying”

  1. vreginato disse:

    Heraldo

    O problema é bastante atual e não é ocasional, e eu diria, nem sequer surpreendente. Infelizmente os caminhos assumidos pelas famílias na sociedade moderna têm favorecido o surgimento de fenômenos como estes.

    Não se pode jogar a culpa nos filhos violentos. Eles são simplesmente o reflexo do berço que lhes foi oferecido nos últimos anos. É evidente que ocorrem exceções, mas com certeza existe uma regra a favor desta teoria.

    Precisamos lutar cada vez mais, de modo pacífico e consciente, para uma reflexão sobre a natureza e os fundamentos da família. E neste campo, os católicos têm uma enorme experiência e contribuição a dar.

    Abraço

    Valdir

  2. Lutfe disse:

    Excelente. Obrigado pelos esclarecimentos.

    Abraços,

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