DIA DO PAPA

“Bem –aventurado és, Simão filho de João, por que não foi a carne e o sangue que to revelaram, mas Meu Pai que está nos céus. E Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus, e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado também nos céus” (Mt 16 17-20)

“Depois de comerem, disse Jesus a Simão Pedro: “ Simão, filho de João, amas-Me mais do que estes?”. Ele respondeu: “Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta os Meus cordeiros”. Voltou a perguntar pela segunda vez: “Simão, filho de João, amas-Me?”. Ele respondeu: “Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta as Minhas ovelhas”. Pela terceira vez disse-lhe: “Simão, filho de João, amas-Me?”. Pedro ficou triste porque, pela terceira vez, lhe disse: “Amas-Me?”, e respondeu-Lhe: “Senhor, Tu sabes tudo; Tu sabes que Te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta as Minhas ovelhas”. (Jo 21, 15-17)

Com certeza a nenhum outro apóstolo Jesus Cristo apresenta-se nos Evangelhos com diálogos tão longos e expressivos como O faz com Simão Pedro, filho de João. E nestas duas passagens acima é marcante a importância que Cristo dá a Pedro em relação aos demais. Se no primeiro texto de Mateus ele firma o primado de Pedro como cabeça visível de Cristo na terra, na segunda passagem de João, Cristo  faz reconhecer a Pedro que apesar  das suas fraquezas e traições na madrugada da sexta feira santa, Ele, o próprio Deus confia o seu rebanho às mãos do apóstolo.

Não é possível nestas breves linhas senão recomendar que ao longo desta semana dediquemos alguns períodos de nossa oração pessoal a vida deste que foi a primeira cabeça da Igreja, escolhido pelo próprio Cristo. De um temperamento forte, confiante nas próprias forças, com um coração apaixonado, está sempre o mais próximo possível dAquele a quem entrega a sua vida. Procurou afastar o Mestre do seu caminho para que evitasse o sofrimento da cruz e é chamado de “satanás”, pede uma prova da presença de Cristo andando sobre as águas, puxa da espada para defender a vida de Cristo no monte das Oliveiras, implora  que Jesus se afaste  por reconhecer-se pecador diante da pesca milagrosa, chora arrependido pelas suas negações, mas não perde a esperança na misericórdia de Deus e assim recebe o mando da Igreja,… que homem cativante é Pedro! Aprendeu com o Mestre a controlar-se e colocar-se a disposição do Espírito Santo.

Assim há dois mil anos, a Igreja Católica se mantém numa sucessão de papas, que inspirados pelo Espírito Santo, orientam as ovelhas deste rebanho para os desígnios de Deus. Como verdadeiros guardiões da Fé se mantém a fidelidade ao tesouro deixado por Cristo, que permanece conforme a Sua vontade. São zeladores deste tesouro, e não promovem a vontade própria. Se é fato que pouquíssimos papas em dois mil anos, se desviaram de suas responsabilidades, é também verdade que a grande maioria exerceu o cargo com espírito de santidade, não permitindo, com a ajuda do Espírito Santo, que nada do que é a Verdade em Cristo fosse adulterado.

Neste Domingo estaremos comemorando o DIA DO PAPA, antigamente vinculado ao dia 29 de Junho, dia de São Pedro e São Paulo. Que não faltem as nossas orações pelo Romano Pontífice, hoje na pessoa de Bento XVI, que com grande peso pelas realidades presentes mais recentes, conduz com serenidade e santidade a Igreja de Cristo. Peçamos a Deus que o mantenha firme, fiel, e com a sabedoria necessária para continuar guiando o rebanho ao qual pertencemos. Que não faltem também as nossas ofertas destinadas ao Óbulo de São Pedro, para ajudar a evangelização universal.

Que cada um de nós responda no seu coração a pergunta de Cristo a Pedro: “Tu me amas?”

Boa semana

Valdir

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Sobre vreginato

Casado e tem três filhos. Médico e Terapêuta de Família. Professor de Bioética, Históra da Medicina e Espiritualidade e Mediicna na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), membro do Centro de História e Filosofia das Ciências da Saúde da Unifesp, Coordenador da Pastoral da Família da Paróquia Nossa Senhora do Brasil
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12 respostas para DIA DO PAPA

  1. Luiz Coelho disse:

    Bom dia a todos !!

    Sempre que leio, em livros de história, em jornais e revistas sobre as centenas de ( políticos, reis, imperadores, líderes espirituais, etc ) que detinham um controle sobre seus “reinos” e “súditos” e nunca eram quetionados sobre suas ações, eu fico um tanto receioso….

    As dezenas de “Neros” que podem não tem incendiado as suas “Romas” ou matado suas mães; mas destruiram vidas e cidades inteiras…. ou “Luises XIV” que acabaram com a economia de seus paises…ou lideres religiosos que “inventam” regras para suas “igrejas”; aonde nunca houve relato algum determinando tal obrigatoriedade.

    Os líderes que eram tidos como “escolhidos” ( Faraós, Imperadores, Monarcas, etc )….instituiam suas regras e normas, sem justificativa alguma, e tudo era tido como a mais perfeita vontade da “espiritualidade”; já que eles eram seus representantes aqui na Terra.

    Qualquer um desses líderes, antes de tudo, é um ser humano, com todas as virtudes e falhas. Não é porque ele estudou em um seminário, fez faculdade de Teologia, recebeu o óleo da ordenação de padre; que devemos esquecer ou achar que ele não possa ser uma pessoa com desvios de personalidade, de moralidade duvidosa, ou pior; como já presenciamos em várias ocasiões.

    Confiar plenamente, sem análise, em apenas um ser humano para determinar o que é certo ou errado; é muito arriscado; por isso que existem recursos no poder judiciário, para outros jugadores analisarem; por isso que os líderes possuem um parlamento ou colegiado para vetar uma escolha que acreditam não ser a mais benéfica para os “súditos”.

    Ninguém gosta de expor os seus erros ou falhas, todos preferem esconder ou fingir que nunca ocorreu ( como o Holocaústo )…Precisamos aprender a usar o dom mais precioso que Deus nos deu, a inteligência…somos seres feitos “à imagem e semelhança de Deus”…Temos o discernimento e devemos começar não só a sermos agentes passivos no que diz respeito a vontade de Deus, mas sermos presença marcante e pensante; não sermos tratados como simples ovelhas que vêem o seus pastores agindo de forma imprópria, em algumas ocasiões, e nada fazemos ou relevamos tais atitudes sem reprovação.

    Não tenha dúvida que o Papa deve sim ser respeitado, não só como um lider religioso, como um chefe de estado, e como disse o Valdir: “..Peçamos a Deus que o mantenha firme, fiel, e com a sabedoria necessária para continuar guiando ….” os filhos de Deus.

    E quanto a pergunta feita…..Não existe amor mais pleno do que aquele a Deus !!!!

    Luiz

  2. Familia Guarita disse:

    Valdir, que bacana o texto sobre o Papa!!! Viva o Papa!!!

    Uma dica que eu soube há alguns meses: no próprio site do ó possível enviar o óbolo de S. Pedro!!!

    Link: http://www.vatican.va/roman_curia/secretariat_state/obolo_spietro/documents/index_po.htm

  3. vreginato disse:

    Luiz

    Obrigado pela sua colaboração. De fato até o papa é um homem, e não deixa de sê-lo por tornar-se papa. Assim o constatamos desde Pedro, com todo seu temperamento bastante peculiar, as vezes até belicoso. Contudo, é necessário, por fé e esperança, que nos assuntos pertinentes a doutrina, tenhamos a “infalibilidade papal” , garantida pelo Espírito Santo que acompanha a Igreja. Do contrário aqueles poucos papas que apresentaram um comportamento humano inadequado, poderiam ter alterado “regras da Igreja” que teriam mudado o seu rumo, e , no entanto, não o fizeram. Reconheceram o erro, mas não acomodaram as leis da Igreja para se justificar.
    Esta infalibilidade do papa não o torna um deus, mas assegura que temos a cabeça visível de Cristo entre nós, como pastor do rebanho, o que não faz com que o abandonemos. É preciso rezar!

    Valdir

  4. lutfe disse:

    Valdir, obrigado pelas palavras de fé e sabedoria. Palavras que são força motriz para continuarmos a viver para Deus, rezando para seus escolhidos que são os Papas. Um grande abraço, do amigo Lutfe

  5. Rogerio disse:

    Luiz

    O relativismo pode ser perigoso. Quem disse que o sistema judiciario é eficiente ? Nosso país é o exemplo mais claro que as leis e o sistema judiciario foram feitos somente para favorecer alguns poucos que fazem as próprias leis. Sou muito mais em confiar no Papa do que no STJ brasileiro (que tem leis, mecanismos, etc.) .

  6. Luiz Coelho disse:

    Valdir….como você disse :

    “necessário, por fé e esperança, que nos assuntos pertinentes a doutrina, tenhamos a “infalibilidade papal” , garantida pelo Espírito Santo que acompanha a Igreja “….

    Ocorre que como mencionei ( o Holocausto ) e outras situações na Idade Média….a Igreja pediu perdão e desculpas pela forma como se comportou ou se omitiu….logo ela agiu de forma errada no que diz respeito a sua conduta….

    Portanto acredito SIM na orientação do Espírito Santo para com o Papa….mas como você mesmo confirmou, ele é um ser humano e por isso possuí o livre arbítrio para colocar em prática ou não o que o Espírito Santo lhe inspirar…

    A “infalibilidade papal” deve ser tomada com cautela…..do mesmo modo que qualquer conduta de qualquer clérico, Juiz, imperador ou quem quer que venha a exercer um poder de mando…..We are only human….

    Luiz

  7. vreginato disse:

    Caro Luiz

    As famosas questões da inquisição e cruzadas, foram demonstrações de que realmente o homem tem a capacidade se desviar da doutrina deixada por Cristo. Contudo, não te faz pensar que mesmo naqueles tempos nenhuma vírgula da doutrina essencial tenha sido mudada? Não é interessante, que apesar de ter andado por caminho violentas, a Igreja jamais tenha modificado a sua essência que está em permanecer na Verdade de Cristo, Eucarístico? Não te faz pensar que apesar de alguns papas terem agido como “imperadores”, nunca tenham tido a pretensão de transformar o poder da Igreja no poder terrestre?

    A infalibilidade diz respeito as questões essenciais. Pense nestas palavras: “Eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus, e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado também nos céus” (Mt 16 17-20) É um enorme porder e confiança! Não acha?

    Abraço

    Valdir

  8. Luiz Coelho disse:

    Como você disse..“Não te faz pensar que apesar de alguns papas terem agido como “imperadores”, nunca tenham tido a pretensão de transformar o poder da Igreja no poder terrestre? “…

    Nunca ???..Vamos a aula de história….por exemplo, em 1139, ao final do Concílio de Latrão, o matrimônio foi proibido oficialmente a membros da Igreja; antes disso os membros do clero podiam se casar. Uma das razões mais fortes para a transformação do celibato (como é conhecida a proibição do casamento) em regra foi o que, já naquela época, ditava as regras da humanidade. Fé? Nada disso. Dinheiro! Na Idade Média (do século 5 ao 15), a Igreja Católica alcançou o auge do seu poder, ( poder econômico, ou como você disse poder terreno ) acumulando muitas riquezas, principalmente em terras. Para não correr o risco de perder bens para os herdeiros dos membros do clero, o melhor mesmo era impedir que esses herdeiros existissem. Algumas paróquias a proibição gerou discórdia. A maior delas ocorreu no começo do século 16 e foi uma das razões pelas quais o cristianismo passou pelo seu maior racha: Martinho Lutero rompeu com o papa e criou a Igreja Luterana, que permitia o casamento dos seus pastores. Com isso várias ramificações, que hoje entendemos como evangélicos se multiplicaram pelo mundo.

    As chaves do Céu foram dadas a Pedro…..e só a ele !…Seus sucessores, infelizmente muitos deles, não estavam aptos e nem foram dignos de herdar essa confiança….

    Mas você me deixou com uma dúvida…..”..A infalibilidade diz respeito as questões essenciais…”….Pode me enumerar algumas dessas questões essenciais ?

    Abraço

    Luiz

  9. Valdir disse:

    Luiz

    Desculpe o atraso na resposta, não abri o site no fim de semana. Questões essenciais na fé católica ?

    Acredito que se nós lermos o Credo, veremos quais são as questões essenciais. Nisto não se pode mexer.

    Crer na Santíssima Trintade. Três Pessoas e um só Deus.
    Crer na Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
    Crer na Ressurreição dos mortos e no Juízo Final.
    Crer na Vida eterna.
    Crer na Sagrada Eucaristia , na presença do corpo e sangue , alma e divindade de Cristo, pela transubstanciação do pão e do vinho.
    Crer em Jesus Cristo como verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem.
    Crer que Pedro e seus sucessores continuam sendo a cabeça visível de Cristo na Terra.
    Crer na assistência do Espírito Santo até o final dos tempos.
    Crer na Imaculada Conceição de Maria….

    Você pode dizer que alguns destes temas foram de discussão em Concílios, é verdade, mas para que se pudesse deixar claro a todos em que a Igreja acreditava.

    Aliás, você mesmo afirmou que Lutero, ao se separar da cabeça que é Pedro, passou a ter uma variedade enorme de interpretações sobre essas “quetões essenciais”. Alguns acreditam nisto e não acreditam naquilo, conforme a sua moda…. desviaram-se da Unidade, embora continuem como irmãos em Cristo.

    Abraços

    Vadir

  10. Luiz Coelho disse:

    Acredito que cada cristão deva estudar a Palavra com afinco, zelo e sempre buscando a direção do Espírito Santo. (Tm 2:14-26; Jo 8:32). A própria origem do Credo criado no Concilio de Nicéia em 325; não acredito que a maneira como ele foi feito; com diversas intrigas e até mortes de membros da igreja, tenha sido a vontade de Deus, assim como você mencionou as diversas mortes nas Cruzadas. Jesus não precisou matar ninguém para espalhar o seu evangelho ! Como pregam outras religiões nas chamadas “guerras Santas”. A Igreja impõe algumas atitudes que muitas vezes não me parecem ser inspiradas pelo Espírito Santo.

    A Igreja, seja como prédio, seja como comunidade é um complexo de burocracias para atender às demandas estatais e sociais, que envolve questão tributária, militar, educativa, entre outras. A vida da igreja não é religião. É vida social. Religião é a força que faz o homem buscar a mudança interior para ser bom e seguir a vontade de Deus. A Igreja trata das relações sociais e políticas. A religião das relações humanas e espirituais.

    A verdadeira religião. Falando sobre religião, Tiago destaca que a religião verdadeira é aquela que está ligada ao bom exemplo que se pode seguir com segurança. Não está ligada ao discurso teológico e acadêmico. Isso é coisa de igreja. A religião é a concretude. (Tg 1:26-27).
    Jesus veio ao mundo e falou muitas coisas. Palavras que foram reconhecidas pelos seus ouvintes como de grande sabedoria (Mt 7:29; Jo 7:46). No entanto, Ele mesmo destacou que o aspecto mais importante que as pessoas mais deveriam observar em sua missão, não era o que Ele falava, mas aquilo que Ele fazia (Jo 5:36; 10:37).

    Conta a tradição que, na Índia antiga, existia um Guru que costumava se reunir com seus seguidores para orar e também para ajudar os mais necessitados que os procuravam. Assim procediam em todas as suas
    reuniões.

    Ocorre que o Guru tinha um gato. Assim, sempre que todos se reuniam, o gato começava a se enroscar nas pernas dos que ali estavam presentes, perturbando a concentração. Diante do problema, o Guru decidiu amarrar
    o gato numa árvore. Dessa maneira, sempre que se reuniam para as meditações, amarravam o gato na árvore.

    Passou-se o tempo. Morreu o Guru. Assume um outro em seu lugar, e continuava o gato amarrado na árvore. Morreu o gato. Como já estavam acostumados a se concentrar com o gato amarrado na árvore, preocuparam-
    se em arranjar outro. Passou-se o tempo. Morreu o gato. Arranjaram outro gato. Morreu o Guru, mas lá continuava o gato.

    Muitos anos depois, essa seita estava discutindo somente os temas referentes ao tipo de gato sagrado que deveria estar amarrado na árvore; qual a corda sagrada com qual deveriam amarrar o gato? A raça do gato sagrado. Em qual tipo de árvore sagrada se deveria amarrar o gato sagrado, etc.

    Ou seja, tinham confundido completamente o essencial com o acessório. Não tinham tempo para receber os pobres, os miseráveis, fazerem trabalhos voluntários e meditar; porque o importante era discutir a cor do gato, tipo de corda, e a maneira como cada conduta deveria ser feita para estar “certa” aos olhos de sua seita.

    Conclusão. Dessa forma é de concluir que podemos estar em qualquer lugar e em qualquer igreja (prédio ou comunidade). O lugar não é o mais importante. Em qualquer ambiente vamos encontrar aqueles que são mais e aqueles que são menos espirituais. Devemos nos preocupar com a nossa relação com Deus, estudando e compreendendo a Sua Palavra e fazendo com que ela se materialize em obras concretas na nossa vida. O que é importante não é a igreja propriamente dita ( a forma ), mas a religião que nos aproxima da perfeição de Deus ( o conteúdo ) (Hb 12:1 e segs.). Que Deus abençoe a todos nós !

    Luiz

  11. Valdir disse:

    Luiz

    Não posso deixar de responder que as “questões essenciais” que eu coloquei na última fala não dizem respeito ao gato, mas, no seu modo de falar ao “guru” (muito impróprio para a pessoa de Jesus Cristo).

    Mesmo porque todas elas estão nas escrituras , que você as cita com tanta desenvoltura que acredito ser desnecessário colocar onde elas aparecem, você as conhece.

    Por último, digo que a opção pela Igreja Católica, a exemplo das outras religiões, deve sempre ser seguida com liberdade de coração, em aceitação ao que a Igreja nos pede. Caso contrário eu vou fundar mais uma das milhares de igrejas protestantes que já se somam no mundo.

    Opto livremente pela Igreja, a aceito não como ignorante, mas por convicção, e procuro saber cada vez mais da sua história. Se é verdade que aconteceram coisas inadequadas e até de grande violência, não se pode negar que até hoje ela registra fatos de santidade nos seus adeptos que são inquestionáveis. Nenhum dos santos, ainda os que foram caluniados pela própria hierarquia, como São Pio, São Josemaria, por citar alguns atuais, não negaram as questões essenciais , ou se rebelaram contra a autoridade do papa.

    Sigamos o exemplo de Cristo e suas palavras, e não nos perturbemos pelo que alguns homens cometem de erro.
    Sigamos, conscientes e livres. A porta está aberta, estreita para entrar, e ampla para sair. Aos que ficarem seja dada a paz de Cristo, … sem nehum gato! Aliás, embora devoto de São Francisco (que tão pobre não criticou o tesouro da Igreja), não tenho grande afeição por gatos.

    Abraços

    Valdir

  12. Luiz Coelho disse:

    Bom dia…agora quem pede desculpas pelo atraso, sou eu….estava gripado e não abri o computador esses dias….

    Para não ficarmos alongando mais o assunto, visto que tempos pontos de vista bem definidos e bastante defensáveis, pelo menos para cada um de nós; eu sugiro nos preocuparmos em aprimorar os nossos pontos em comum e esquecermos as “diferenças”; pois isso sim será uma forma de crescimento espiritual para ambos.

    Só alguns pontos que acredito precisar esclarecer :
    a) O Guru, no texto, não se refere a Jesus Cristo, mas simboliza os diversos clérigos, que atribuem normas, formas e regras para a realização de cerimônias, que não estão em nenhum lugar as escrituras.
    b) Como você diz “…e não nos perturbemos pelo que alguns homens cometem de erro.”…Acredito esse ser um dos pontos que mais me incomoda….pois basta uma maçã pobre para estragar toda uma cesta. Essas pessoas não devem ser APENAS afastadas, devem receber as penas ( administrativas e judiciais ) dos crimes que cometeram. Tentar “esconder” que membros da igreja são falhos, para passar a imagem de infalibilidade da mesma; não me parece algo junto para com aqueles que a seguem.
    c) Não sei se me fiz entender quando comentei a diferença de religião e igreja….na primeira, me entrego de corpo e alma…..Quanto a segunda….como você disse, pode até fundar uma….por isso, por serem feitas pelos homens; eu me reservo no direito de ser bastante cauteloso em seguir cegamente certas normas que não constam em nenhuma escritura, nem nas apócrifas.
    d) Quanto aos felinos….a cultura ocidental, graças aos desenhos de Walt Disney, onde o gato é sempre o vilão; deixou esse estigma no bichano; que com certeza não é um animal submisso como o cachorro ou a ovelha, mas é independente e tem opinião própria, não se sujeitando a regras e normas sem sentido. Se quiser mudar o animal da estória para que ela lhe seja mais agradável, fique a vontade para fazê-lo….

    Abraço

    Luiz

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