Estresse não é doença ?

Olá

Já faz um tempo que a mídia (e a sociedade) tem tratado o estresse (stress) como uma doença dos tempos modernos.  Pode até ser , porém, temos que ter a percepção que não existe uma vida totalmente relaxada, sem o mínimo de pressão, muitas vezes criadas por nós mesmos.

O que temos que fazer, na verdade, é saber administrar estes momentos de pressão. Se um dos seus diferenciais é ser cristão, tenho certeza que você tem as ferramentas necessárias para equilibrar mais um destes pratos.

Porém, para auxiliar mais o entendimento, gostaria de compartilhar com vocês o texto da psicóloga Manuela Melo, missionária da comunidade Canção Nova:

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Podemos dizer que, na atualidade, é impossível passar um dia sem ouvir alguém nos falar que está muito estressado ou sem que falemos o mesmo para alguém. Mas o que é estresse e como lidar com ele?

A palavra “estresse” (stress, em inglês) significa “estar sob pressão” ou “estar sob a ação de estímulo persistente”. Precisamos entender que esse estado emocional está intimamente relacionado com a busca de cada indivíduo de se adaptar e se ajustar aos estímulos internos e externos, por essa razão, contribui para a nossa sobrevivência. Trata-se, portanto, de um mecanismo normal necessário e benéfico ao organismo, fazendo com que fiquemos mais atentos e sensíveis diante de situações de perigo ou de dificuldades. Mesmo situações consideradas positivas e benéficas, – como é o caso das promoções profissionais, dos casamentos desejados, do nascimento de filhos, etc. –, podem produzi-lo.

O estresse pode, então, ser positivo ou patológico. O estresse positivo tem como principais características: aumento da vitalidade, manutenção do entusiasmo, do otimismo, da disposição física, do interesse, entre outros. Enquanto que o estresse patológico traz reações como: cansaço, irritabilidade, falta de concentração, depressão, pessimismo, queda da resistência imunológica, mau humor, entre outros.

Cada pessoa reage de forma diferente diante das situações da vida; da mesma forma, cada uma reage de forma diferente diante do estresse, variando de acordo com sua sensibilidade afetiva, segundo a “visão” que cada uma tem da realidade, da valolrização do passado ou das perspectivas do futuro. Esta “visão” depende grandemente de nosso psiquismo, do nosso sistema de valores e, até mesmo, da nossa hereditariedade. Quanto mais pessimista for a “visão” de realidade da pessoa, tanto maior será a tendência ao estresse patológico; por outro lado, quanto mais positiva esta for, tanto mais saudáveis serão os efeitos estressores.

Na verdade, esperar uma vida sem estresse é algo impossível, pois, fisiologicamente, equivaleria à morte. O importante não é uma vida sem situações estressantes, mas sim, saber administrá-las de modo melhor, buscando uma postura em que o estresse seja um acontecimento positivo e não um empecilho ao desempenho pessoal, à saúde e à felicidade.

Shakespeare dizia que “as coisas raramente são boas ou más, nosso pensamento é que as faz assim”. Precisamos entender que o estresse sempre é determinado por razões subjetivas e pessoais e começa quando nós percebemos ou entendemos uma situação, uma pessoa, acontecimento ou objeto como sendo um fator estressante, de acordo com nossa interpretação subjetiva.

Para ajudar você a vivenciar os momentos estressantes de forma mais positiva, seguem algumas dicas:

Tente ser positivo

Não enxergue a vida de forma negativa, pessimista. Faça um balanço diário da sua existência, alegre-se com o que ela tem de bom. Procure ver algo de bom na situação, seja uma aprendizagem ou qualquer benefício secundário. Isso não é o mesmo que tapar o sol com a peneira, pelo contrário, este esforço nos faz ver a realidade com seus aspectos positivos e negativos.

Tente “utilizar-se” do estresse

Se você não consegue lutar contra algo que o está incomodando e não tem como fugir, aguente firme e tente usá-lo de uma maneira produtiva.

Olhe à sua volta

Veja se realmente existe alguma coisa que você possa mudar ou controlar na situação. Caso contrário, tenha paciência e dê tempo ao tempo. O tempo é nosso amigo em todas os momentos.

Não sobrecarregue a si mesmo

Tente priorizar um pequeno número de coisas realmente importantes e deixe o resto de lado; não fique se torturando por causa do seu trabalho inteiro. Cuide de cada tarefa conforme ela chega e trate das questões por meio de prioridades. Além disso, diante de uma sobrecarga de trabalho e de responsabilidade, faça um período de descanso.

Durma o suficiente

A falta do sono só agrava o estresse. Procure ter quantidade e qualidade adequadas de sono.

Livre-se gradualmente do estresse. Pratique atividades físicas, seja uma caminhada, seja tênis ou jardinagem. Além disso, faça coisas que você gosta e que o ajudam a relaxar; para isso, separe uma hora do seu dia para fazer uma atividade relaxante, como ouvir música ou ler um livro. Evite, também, levar para casa problemas relacionados ao trabalho; peça apoio à sua família, mas não a envolva em problemas.

o original aqui

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Sobre Marco

Marco é casado com Mariana e tem os pequenos Carol e Rafael. Ele é formado em Tecnologia da Informação, pós graduado em administração e trabalha há 14 anos no mercado corporativo de TI. Atua na Igreja Católica desde a adolescência, participando de grupo de jovens, ministérios de música e equipes de evangelização. Está na pastoral da familia da paróquia Nossa Senhora do Brasil desde 2007, atuando junto às familias e aos casais que buscam o matrimônio.
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2 respostas para Estresse não é doença ?

  1. Valdir Reginato disse:

    Caro Marco

    A esse respeito estava lendo neste fim de semana o livro “Milagres que a medicina não contou”, do Dr Roque Savioli, cardiologista do Incor e que trabalha com Espiritualidade e Medicina. No capítulo : Depressão: Falta de Deus, ele aborda a questão do estresse que é causa frequente da depressão. Mas o importante são os seus conselhos baseados na carta de São Paulo a Filipenses. Segundo ele a Depressão tem três componentes e encontra três respostas em Filipenses.

    Culpa (Passado) Fl 3,13 “Prescindindo do passado e atirando-me ao que resta pela frente”. Não ficar remoendo as angústias e erros passados, que estressam e não levam a nada, a não ser como lição para se lançar para frente confiante no Senhor.

    Ansiedade (Futuro) Fl 4,6 “Não vos inquieteis com nada. Em todas as circunstâncias , entregai ao Senhor vossas preocupações”. É o fator que alivia o estresse, e nos trás a paz em Cristo, afastando as preocupações futuras. É a entrega plena nas mãos do Senhor .

    Melancolia (Presente) FL 4,4 “Alegrai-vos no Senhor”. É a nossa atitude permanente diante da vida do cristão que sabe estar seguro em Cristo e portanto não tem por que ficar estressado.

    Uma boa contribuição do Dr Roque.

    Abraço

    Valdir

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