Refletindo sobre adoção

O dia 25 de maio é lembrado em nosso país como Dia Nacional da Adoção. Estas datas são colocadas em nosso calendário visando sempre uma conscientização das pessoas sobre a questão envolvida com aquele tema. Sabemos que a adoção de crianças é uma atitude que exige muito amor por parte de quem a requer, além de mostrar a maturidade daqueles que, por qualquer motivo, não podem ter filhos numa gestação normal. Os filhos são sempre um dom de Deus para o casal e quando se resolve partir para uma adoção, deve-se lembrar que a criança que chegará ao lar é portanto um dom de Deus. O que deve ser evitado, entretanto, principalmente por casais cristãos, é a atitude de discriminação por raça, idade e cor, que acabam por deixar milhares de crianças sem a chance de viver no seio de uma família.

O Dia Nacional da Adoção vem, portanto, levar a uma reflexão sobre a mudança de cultura impregnada numa sociedade consumista que, até para a prática da adoção, quer tratar a criança como uma mercadoria, onde os requerentes vão especificar de A a Z quem querem adotar. É necessária uma mudança de comportamento por parte de quem pensa em adoção, procurando buscar mais o interesse e os direitos das crianças a adotar do que os seus próprios interesses. Isto exige muita renúncia e despojamento por parte dos pais, mas é preciso que haja uma nova mentalidade a esse respeito.

Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), há 4.840 crianças em fila para serem adotadas e 27.432 pessoas habilitadas para adotar em nosso país. Estes números revelam a triste realidade do que estamos abordando neste artigo, a de que muitas crianças que não atendem às especificações e características dos casais que querem adotar, vão ficando relegadas a segundo ou terceiro planos neste processo, e acabam crescendo sem o carinho de um lar bem constituído.

Que o Espírito Santo possa agir nos corações de todos aqueles que se abrem a essa atitude tão digna que é a adoção de uma criança, levando-os a receberem com amor aqueles que lhes forem enviados como dom de Deus numa fila de adoção, não importando de que cor ou raça sejam, nem se deixam de apresentar outras características que estavam sonhando para seus filhos.

Abraços e até a semana que vem.

Heraldo

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4 respostas para Refletindo sobre adoção

  1. Luiz Coelho disse:

    Engraçado como alguns temas ainda são considerados tabus, ou são tratados de forma discriminatória e até evitados em conversas sociais. A adoção de crianças é um desses casos.

    O relato de nosso amigo demonstra como o ser humano ainda tem que evoluir muito no quesito caridade e moralidade, pois mesmo casais que podem ter filhos, acredito que DEVEM também se doar e mudar a vida de uma criança.

    A burocracia e as exigências tanto dos “futuros pais” como do Estado aliadas a hipocrisia que dificulta a adoção de “casais alternativos”; só corrobora para que mais crianças fiquem sem um lar e sem uma família; pois o sentido de família é bem mais amplo do que um pai, uma mãe, um casal de filhos e um cachorro.

    A idéia de sermos tocados pelo Espírito Santo para recebemos a criança que está na fila de espera; ao meu ver é meio utópica. A “posição”, na fila, das crianças é feita por pessoas e muitas vezes visam regras pouco ortodóxicas.

    A idéia mercantil e consumista abordada, acredito estar meio distorcida; pois TUDO que pretendamos ter para nós é de alguma forma escolhido ( roupas, cônjuges, amigos, animais de estimação, etc ); é preciso SIM que se tenha afinidade com tudo e todos que farão parte de nossas vidas, caso contrário elas naturalmente serão dispensadas.

    Independente de qualquer raça, credo, idade; a criança “sorteada” e os pais adotivos devem ser pessoas afins. Os pais devem freqüentar os locais de adoção e quando virem a criança que preencherá suas vidas, ai sim a magia do Espírito Santo se fará presente nesta nova família unida pelos laços do coração.

    Abraço
    Luiz

  2. Valdir Reginato disse:

    Heraldo

    O assunto é importantíssimo, principalmente quando se sabe que com tantas crianças para serem adotadas o Governo está patrocinando o acesso a fertilização “in vitro” às pessoas de baixa renda.

    Por que não estimular a adoção, ao invés de possibilitar o “bebe de proveta” com todas as consequêncioas éticas de perdas de embriões já bastante conhecidas?

    Falta sim, um maior estímulo a estes casais que não podem ter filhos, uma sensibilização para a adoção, e também para aqueles que desejam adotar as crianças, que encontrem menores dificuldades administrativas, que não são poucas.

    Valdir

  3. lutfe disse:

    Adorei o texto. Saber que existem crianças sem lar é de partir o coração, que Deus ilumine o coração daqueles casais para adotarem as crianças que estão na fila, independentemente de raça, cor…

    Obrigado pelas palavras,

    Lutfe

  4. Luiz Coelho disse:

    “Crianças mercadorias”…..até que ponto o homem pode chegar ?….Parece que o fim do poço AINDA não é o bastante para muitos..está é apenas uma das muitas quadrilhas que encaram a vida de uma criança como um comércio….Conseguimos com requintes de Amoralidade e Imoralidade, juntamente com novos conceitos da medicina a renovar e inovar o conceito de escravidão e da venda de seres humanos como “peças de decoração”…

    http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2011/08/16/socialite-paga-us-180-mil-por-bebe-e-ajuda-fbi-a-acabar-com-quadrilha-que-vendia-recem-nascidos.jhtm

    Que Deus tenha piedade de TODOS nesta “cadeia-reprodutiva”…do idealizador ao comprador !!

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