ANO SACERDOTAL: A RESPONSABILIDADE DAS FAMÍLIAS

O jornal “O SÃO PAULO”  tem apresentado semanalmente uma coluna sobre o Ano Sacerdotal onde  os sacerdotes contam o seu “O Chamado e a Resposta”. Interessante notar que com muita freqüência, lemos que foi fundamental para ouvir o chamado de Deus, o ambiente de família, a piedade dos pais, a oração que se fazia cotidianamente.

Isto deve nos chamar a atenção da responsabilidade dos pais em promover no lar, condições que os filhos possam viver e conviver com a mensagem do evangelho que deve estar viva nas atividades e atitudes do dia-a- dia da família. A freqüência semanal a Santa Missa, preceito da Igreja para um católico, é indispensável. Contudo, a Missa não pode ser um “dever” a ser cumprido com Deus que se faça alienado do convívio familiar. A santificação do trabalho ordinário nas diferentes atividades profissionais, nas tarefas domésticas, no lazer, nas reuniões sociais,… Devem estar sempre num clima de evangelização do leigo conforme tem nos insistido o Cardeal Dom Odilo Scherer de São Paulo no Congresso de Leigos.

O primeiro ambiente de um cristão é a sua família, e a primeira evangelização dos pais inicia-se com os filhos, cumprindo o que o papa João Paulo II nos animava a viver a “Igreja doméstica”. É desta evangelização que os filhos conhecem a Cristo, e percebem a sua mensagem não como algo teórico, mas uma alegria dos nossos dias em meio a tantas dificuldades.

Nesta familiaridade com Cristo, com a Sagrada Família é que o Espírito Santo sopra e aqueles que são vocacionados para o sacramento da ordem ou da vida religiosa podem estar mais atentos a cumprir a vontade do Pai. No ambiente barulhento, poluído por tantas agitações do cotidiano que nos tiram a paz, e promove uma cultura de hedonismo, consumo desenfreado e encontra a “felicidade” em pequenas alegrias efêmeras e distorcidas, será mais difícil de se ouvir o chamado de Deus.

Cumpre, portanto, aos pais esta vocação familiar de se sentirem corresponsáveis em Cristo a participar no crescimento do clero, formando bons sacerdotes, indispensáveis para que mediante o sacramento da ordem permaneçam como este elo de Deus com os homens, mediante a consagração do Corpo e Sangue de Cristo, que revivemos recentemente na Páscoa, e a cada Missa, fazendo com que Deus habite entre nós.

Até a semana

Valdir

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Sobre vreginato

Casado e tem três filhos. Médico e Terapêuta de Família. Professor de Bioética, Históra da Medicina e Espiritualidade e Mediicna na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), membro do Centro de História e Filosofia das Ciências da Saúde da Unifesp, Coordenador da Pastoral da Família da Paróquia Nossa Senhora do Brasil
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