No sofá da sala para preparar a Semana Santa – III

Depois de A procissão do FogaréuA procissão dos Passos, Canto da Verônica e Procissão do Encontro, e já que hoje é Sexta-Feira Santa, dia em que Jesus morreu por nós,  vamos comenatr algo sobre o filme:

A PAIXÃO DE CRISTO

Comentários de Mateus L. (leitor do blog e autor do: Cinedebate Filme: UP! – Pete Docter e Bob Peterson)

Trailer do filme:

“A Paixão do Cristo” de Mel Gibson: mais do que assistir, um filme para meditar.

Ao final da Quaresma, chegamos agora ao ponto nevrálgico do ano litúrgico: o Tríduo Pascal. Nesses dias intensos, acompanhamos Cristo que chega ao cúmulo do sofrimento, até Sua Ressurreição gloriosa, que é a justificativa de nossa fé. São dias especialmente propícios para uma reflexão pausada – favorecida ainda por cima pelo feriado – sobre os acontecimentos que levaram Nosso Senhor à morte.

Para isso, ajuda muito ter à mão algum livro que narre detalhadamente a Paixão, ou algum filme que nos ajude a visualizar os acontecimentos em nossa imaginação. Uma boa opção é o conhecido filme de Mel Gibson: “A Paixão do Cristo”, que comento brevemente abaixo.

Em primeiro lugar, convém lembrar que o filme é uma obra de arte, e não um tratado histórico. Há alguns erros históricos? Sem dúvida. Entretanto, a grande virtude do filme está em mostrar os acontecimentos da Paixão e Morte de Cristo de uma forma muito mais realista que obras anteriores, a começar pelo fato de ter sido filmado em latim e aramaico, línguas usadas no tempo de Jesus.

É um filme violento? Mais que isso, é um filme brutal, como era brutal a crucifixão. Cícero chamava a crucifixão de “a mais cruel e atroz das punições”. Dessa forma, não é um filme para divertir-se, e deve-se considerar com cuidado se convém que seja visto por crianças. De fato, o filme choca, principalmente porque as pessoas estão profundamente anestesiadas com a visão de crucifixos artísticos ou Cristos adocicados. No entanto, não é um filme de mau gosto, como já foi dito por alguns. De mau gosto são alguns recentes filmes slasher, em que o sangue jorra sem motivo definido. As pessoas que se assustam com o filme o fazem porque não consideram, enquanto assistem, que a extrema violência usada contra Cristo tem uma razão de ser: a nossa salvação. Além disso, não se pode esquecer em momento nenhum que todos esses acontecimentos são coroados com a vitória da Ressurreição. De fato, como diz São Paulo, se Cristo não ressuscitou, nossa fé é vã e nós somos os mais infelizes dos homens, e o filme só reforçaria esse fato.

Muitas pessoas terminam o filme chorando. Chorar é normal, mas não é suficiente. Nós cristãos, sabendo o que sabemos, sobre como Cristo morreu e porque morreu, deveríamos terminar o filme de joelhos e pedindo perdão a Deus. Isto é, um filme desses deveria ser um impulso poderoso em nossa própria conversão pessoal. Por isso, gostaria de sugerir uma forma meditada, quase interativa de ver (ou rever) o filme: antes das principais cenas, antes da flagelação, dê um “pause” e faça um exame de consciência. Lembre-se de seus pecados; se possível, tente perceber quão pouco incômodo eles trazem à sua consciência. Só então volte ao filme, e imagine – porque é a pura verdade – que cada um daqueles golpes aconteceu exatamente por causa desses mesmos pecados que você cometeu, e que a punição deles está acontecendo exatamente agora na tela da sua televisão, enquanto você está sentado no sofá! Certamente sairemos da sala muito impressionados, e bem mais dispostos a mudar de vida.

Dessa forma, espero que aqueles que assistam ao filme possam não apenas matar uma mera curiosidade histórica ou artística, mas aprofundar no sentido da Paixão e Morte de Nosso Senhor, para chegar a uma Páscoa verdadeiramente feliz e cheia de significado em suas vidas.

Boa Páscoa a todos!!

Valeu Mateus!!!

Ah, só para terminar… algumas cidades que encenam a Paixão:

Ceará:

Santos:

Vista da Serra – Espírito Santo

Feliz Páscoa a todos!!!

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Sobre Familia Guarita

Zé (José Armando - engenheiro civil) e Malu (Maria Lucia - médica fisiatra) se casaram em junho de 2009 na igreja Nossa Senhora do Brasil. Ao se inscreverem para casar nesta igreja, conheceram o pároco Pe Michelino, que os chamou para participar da Pastoral da Família. Durante seus 1 ano e 9 meses de noivado, e atuais 2 anos de casados, eles vem participando das palestras quinzenalmente, tal como de sua organização. "Estes 4 anos de participação na Pastoral da Família fizeram com que aprendêssemos muito e esperamos agora poder contribuir bastante com esse novo meio de aprendizado que é o blog Casa de Família"
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4 respostas para No sofá da sala para preparar a Semana Santa – III

  1. Cristiana disse:

    Adorei a crítica!!

  2. lutfe disse:

    Zé e Malú, que texto mais legal… Faz tempo que assisti o filme, na epóca chorei muito, mas do jeito que você está falando vou vê-lo novamente, pensando em uma grande meditação. Obrigado, Lutfe

  3. Pingback: No sofa da sala para acompanhar a Sexta Feira Santa | Casa de Familia

  4. Familia Guarita disse:

    Reblogged this on Casa de Familiae comentado:

    Republicado de 2 de abril de 2010 com adaptações.

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