Abstinência e Fidelidade Matrimonial: um bicho de sete cabeças?

Recebi recentemente uma série de notícias de jornais no mundo inteiro que tratavam de temas que, muito embora diferentes, tem muito em comum, por relacionarem-se com a questão sexual.

É sabido que a Igreja Católica tem uma posição bastante firme e categórica sobre o tema, definido não apenas pela vontade de um ou outro papa, mas pela própria escrita de dois mandamentos (6º e 9º).

Muito embora possamos encontrar movimentos que, usurpando o nome da Igreja Católica, se acreditam no direito de defender uma nova leitura das regras impostas pela própria doutrina (vide por exemplo o caso das “Católicas pelo direito de decidir”), a definição que o Catolicismo tem é clara e não deixa dúvida de que a relação sexual não pode ser entendida ou vivida senão por um fim último que é a procriação.

O certo é que existe uma forma de “pensamento único” em voga por todas as camadas sociais de que a relação sexual deve ser vivida e normalizada e um jovem deve experimentar tais relações tão logo tenha oportunidade. Tal doutrina freudiana é imposta de forma ditatorial e absoluta e restringe ao anonimato e até mesmo ao ridículo aquele que por qualquer motivo se oponha a esse modo de pensar e viver.

Jornais do mundo inteiro repercutiram as palavras do Papa Bento XVI na África quando ele afirmou que os únicos meios 100% seguros de combate às doenças venéreas são a abstinência sexual e a fidelidade conjugal. Muitos foram aqueles que se insurgiram contra tal afirmação, dizendo que Sua Santidade transmitia uma mensagem ultrapassada e retrógrada.

Achei deveras interessante quando, no final do ano passado, um conhecido meu, de nacionalidade inglesa e sem nenhuma religião, me telefonou para conversar, tendo no meio do telefonema levantado o assunto das palavras proferidas pelo papa. Ele dizia que para ele é tão óbvia que a afirmação papal era verdadeira, que não conseguia compreender como alguém a quisesse refutar. Seria, segundo sua afirmação, como dizer que a chuva não molha.

Eu achei engraçado sua preocupação em querer demonstrar a mim sua concordância, porque de fato se alguém conseguir demonstrar que existe algum outro meio 100% seguro de evitar o alastramento das DST, certamente deverá estar preparado para mudar o mundo. Como a possibilidade disso acontecer é extremamente remota, ou mesmo nula, entende-se que o papa Bento XVI tem absoluta razão no que disse ao continente que mais sofre com as mazelas da Aids.

Não me contentei em esquecer o tema, mesmo porque sempre recebo notícias do mundo todo com afirmações de cientistas e estudiosos que, após sérias pesquisas chegam às mesmas conclusões que o bispo de Roma.

Pretendia elencar algumas aqui, mas um dos mais valorosos colaboradores de nosso site, o José Guarita, é um dos que mais tem me enviado notícias sobre o tema e tenho certeza de que vários de nossos leitores poderão ajudar a difundir tais mensagens.

Assim, ao invés de colocar uma ou outra notícia sobre o tema no corpo deste artigo, faço uma sugestão de que esse meu post seja um convite para que qualquer pessoa possa colocar nos comentários abaixo, textos, vídeos ou mensagens que tratem seriamente sobre a questão.

Fica lançada a idéia, e, sempre que alguém ler algo a respeito, peço que venha aqui e poste o link da notícia ou transcreva o que leu, para que deste modo possamos ir montando uma “biblioteca virtual” de citações sobre o assunto.

A primeira delas lanço aqui, enviada pelo nosso amigo colaborador do site já citado acima, e retirada do blog do colunista Reinaldo Azevedo, é um artigo sobre a entrevista a um cientista de Harvard.

http://www.jornadacrista.org/?p=1185

Quem me ajuda com mais informações sobre o tema?

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Sobre Miguel

Empresário, estudou letras em Paris e cursa Direito na Faculdade de Direito Mackenzie. Atua desde muito jovem em diversas associações católicas e movimentos em defesa da vida e pela família.
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2 respostas para Abstinência e Fidelidade Matrimonial: um bicho de sete cabeças?

  1. Cristiane disse:

    Também fico cansada do filtro que a imprensa brasileira faz das notícias. Dizem que é preciso respeitar a opinião dos outros, que todos direito a uma religião, e à liberdade de expressão etc etc, mas quando se trata do Católicos – sai de baixo – nós não temos vez! A Igreja sempre é vista como retrógrada, ultrapassada… nunca está certa!
    Belo texto do Reinaldo Azevedo! Continuemos a gritar: o papa estava certo!!! (já divulguei o link no meu facebook também.)
    E queremos sim ter o direito a escolher uma vida de castidade e de fidelidade matrimonial! Esta é, graças a Deus, uma opção.

  2. Cristiana disse:

    Amigos, no link abaixo encontra-se um artigo em espanhol de Miguel A. Martínez González, catedrático de Medicina Preventiva e Saúde Pública pela universidade de Navarra.
    O artigo é uma crítica a mais uma campanha do governo espanhol pelo uso do preservativo.

    http://www.encuentra.com/articulos.php?id_sec=140&id_art=2667&id_ejemplar=0

    Cristiana

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