Respeitando o ritmo de nossos filhos

O estilo de vida que muitos de nós pais nos submetemos em função das exigências da sociedade moderna, faz com que mesmo involuntariamente atropelemos etapas na vida de nossos filhos. Cada criança tem um ritmo de aprendizado e uma capacidade de desenvolver habilidades que são próprias de cada idade em que ela estiver vivendo. Não adianta querer exigir dela mais do que ela possa dar naquele momento.

“A pressa não é uma característica da criança. Ela tem muito mais prazer durante a realização de um trabalho que a o vê-lo pronto. É por isso que imediatamente depois de empilhar várias caixinhas, derruba tudo e começa de novo. A criança gasta mais tempo empilhando que admirando o trabalho acabado. O prazer não está no produto final.” _ TIBA (1996).

É muito comum encontrarmos pais e mais especificamente mães que querem fazer tudo para seus filhos em função da pressa. Atropelar etapas da vida de uma criança pode causar-lhe sensações de que é incapaz de realizar algo. Além disso, dedicações exageradas ou solicitudes extremas por parte dos pais podem levar a criança a trocar a sensação do prazer que seria obtido com a realização de alguma atividade com a do prazer de meramente receber algo pronto. Esta atitude pode levá-la a um comportamento de estar sempre pedindo algo para se sentir bem. É preciso muito cuidado para evitar tais atitudes e ir confiando responsabilidades à criança, de modo que ela possa ir se desenvolvendo enquanto pessoa. E isto deve começar em situações simples do cotidiano, como por exemplo, tomar banho sozinha, se servir nas refeições, fazer suas tarefas escolares, organizar seu quarto, seus armários, entre outras.

Outro aspecto importante dentro deste contexto é não traçar comparações entre irmãos diante de cada um deles, pois isto poderia gerar complexos de inferioridade entre eles. Cada criança tem seu ritmo e deve ser respeitada como tal. É preciso, portanto, que lhe confiemos responsabilidades, evitando que se acomode, mas respeitando sempre o ritmo dela naquele momento de sua vida.

TIBA, Içami – “Disciplina, limite na medida certa”, Editora Gente, São Paulo, 57ª edição, 1996.

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5 respostas para Respeitando o ritmo de nossos filhos

  1. Familia Guarita disse:

    Haha… muito interessante o ponto de que a criança derruba tudo já quer fazer de novo!!! Realmente isso acontece!

  2. Valdir Reginato disse:

    Heraldo

    E em respeitando o ritmo das crianças e dos filhos, lemraria que assim também deve se proceder nas práticas de piedade. Iniciar com uma breve oração à noite ao Anjo da Guarda, e assim rezar por muitas noites, até que possa aprender a Ave Maria. Com o tempo (anos!) poderá chegar a acompanhar um dia o terço, desde que respeitemos o seu acompnhamento com um crescimento gradual nos mistérios.

    Da mesma forma a assistência à Santa Missa. Muitos pais brigam com seus filhos pequenos porque querem que fiquem sentados quarenta, cinquenta minutos, sem falar, ou fazer nada até terminar a Missa. Não é fácil. Alguns casais com filhos muito pequenos as vezes se alternam para que um fique com as disposições da criança enquanto o outro pode ficar atento a Missa. De qualquer forma é ótimo levá-los desde cedo a Missa, para poder pouco a pouco entender ,pelo menos, que o Domingo é um dia especial e não simplesmente de recreação.

    Respeitar o ritmo na infância, para que possam ganhar gosto e desenvolverem-se por conta no futuro.

    Valdir

  3. Cristiane disse:

    Muito bom seu texto, Herá!
    De fato, os pequenos se sentem muito felizes ao fazerem certas coisas sozinhos.
    Cresce neles a autoconfiança, fundamental para uma vida afetiva tranquila.
    Confesso, porém, que sou como as mães que você cita: por pressa, tendo a resolver pra eles… me antecipando para que o banho acabe, a casa fique mais arrumada etc
    Acho que a lição maior foi para mim: tenho que deixar meus filhos “crescerem” – mais um passo no sentido de “cortar” o cordão umbilical.
    abraço a todos,
    Cris

  4. Alessandra disse:

    Excelente texto e muito enriquecedor!

    Ainda não tenho filhos, mas espero que Deus me conceda a maternidade, ainda este ano. Tenho fé e muito amor para doar.

    Assim como a Cris, tb. tenho certa tendência em querer resolver tudo para todos e imagino que como mãe, terei de ser paciente e aguardar o tempo deles. Será um grande aprendizado!

    Abraços a todos!

    Alessandra de Angelis

  5. Ana disse:

    Depois de ler o texto e os comentários, parei para refletir pq meus dois filhos não aguentam ficar parados nem um minuto, precisam estar em constante atividade.
    Vivem muitas vezes no nosso ritmo, e quando queremos parar, eles precisam continuar …
    Que muitos pais possam ter a oportunidade de se corrigirem antes de submeter seus filhos, as consequencias de sua falta de conhecimento sobre si proprios e sobre as realidades que envolvem a grandeza de criar filhos que serão luzeiros do céu, no mundo …
    Que Deus nos ajude.

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