Educar para a castidade

Estamos encerrando mais um período do famoso “carnaval” em nosso país, período este em que se divulgam idéias e comportamentos cada vez mais permissivos no campo da moral. É certo que se trata de uma festa tradicional, mundialmente reconhecida e que não podemos deixar de dar-lhe o devido valor cultural. Entretanto, não podemos aceitar como correta esta avalanche de propagandas nos meios de comunicação com cenas imorais, tudo sendo admitido como absolutamente normal. Imagens da nudez das mulheres brasileiras são espalhadas pelo mundo afora e também dentro dos nossos lares, como se fossem objetos quaisquer, para as quais não se importam muito a questão de dignidade humana. Não podemos nos conformar com tudo isso e irmos educando nossos filhos neste ambiente. Assistimos diante dos nossos olhos o grave problema social de milhares de jovens se perdendo por não saberem mais por qual caminho trilhar no campo de sua sexualidade. São influenciados por amigos e pela mídia em geral a “não se reprimirem” e viverem livremente suas aventuras sexuais. E neste período de carnaval, a idéia da permissividade é amplamente divulgada, inclusive com campanhas que incentivam o uso de preservativos nas relações sexuais como forma de garantir o então desejado “sexo seguro”. Esta expressão nem deveria existir em nosso vocabulário, pois se a sexualidade fosse vivida segundo os desígnios de Deus, revelados nas Sagradas Escrituras e na sã doutrina da Igreja Católica, o sexo sempre seria seguro. Precisamos resgatar os valores da castidade na educação de nossos filhos e também nas escolas em geral. Sei que isso pode parecer um sonho utópico, mas ainda temos verdadeiras pérolas cultivadas nos lares católicos, que são testemunhas quase heróicas de que é possível viver em castidade, mesmo em meio a tanto bombardeio de impurezas em nossas televisões e computadores. A sexualidade humana é bela, digna e pura. Foi pensada por Deus para que pudéssemos colaborar com Ele na obra da criação, sendo fecundos e gerando filhos no ambiente sagrado do Sacramento do Matrimônio. Precisamos insistir na formação dos nossos filhos para que conheçam as verdades da fé e não sejam iludidos por conceitos pagãos de uma sexualidade depravada e maliciosa. O Catecismo da Igreja Católica nos revela quão sublime é a virtude da castidade. “A castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa e com isso a unidade interior do homem em seu ser corporal e espiritual. A virtude da castidade deve ser comandada pela virtude cardeal da temperança, que tem em vista impregnar de razão as paixões e os apetites da sensibilidade humana. O domínio de si mesmo é um trabalho a longo prazo. Nunca deve ser considerado definitivamente adquirido. Supõe um esforço a ser retomado em todas as idades da vida. O esforço necessário pode ser mais intenso em certas épocas, por exemplo, quando se forma a personalidade, durante a infância e a adolescência” (CIC, 2337, 2341, 2342). Insistamos, pois, numa formação em castidade para nossos filhos e não desanimemos, ainda que enfrentemos ventos contrários.

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2 respostas para Educar para a castidade

  1. Lutfe disse:

    Heraldo, precisava ler alguma coisa assim, vendo algumas propagandas na rede globo, patrocinadas pelo Governo Federal (para piorar ainda mais a situação), a interlocutora falava do bloco das camisinhas, sobre o “sexo seguro”, esquecendo que a sexualidade, conforme dita por você é algo sublime e divino, e que praticada de forma desmedida leva a pedofilia, abortos, doenças venereas, traições, dentre outras ferramentas do diabo para escravizar seres humanos, sendo a castidade a única forma segura para combater todos esses pecados. Não esquecemos que essa forma de educar está se perdendo no tempo, devendo nós permanecer firmes na fé e no príncipios católicos para servimos de exemplo de educação, com a ajuda de Deus sempre.

  2. Valdir Reginato disse:

    Heraldo

    Para somar as suas palavras, estou enviando um artigo que saiu no ZENIT exatamente a respeito do tema, que é atual, urgente, e mais uma vez brilhantemente apresentado por você.

    Abraço

    Valdir

    ZENIT, O mundo visto de Roma
    Agência de Noticias
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    Distorcer as relações sexuais

    Um estudo mostra o impacto da pornografia no matrimônio

    Por Pe. John Flynn, L. C.

    ROMA, quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org). A pornografia é uma distorção visual da sexualidade que supõe uma grande ameaça ao matrimônio, afirma um estudo publicado em dezembro pela Family Research Council.

    Patrick F. Fagan, membro e diretor do Centro de Investigação sobre o Matrimônio e a Religião, descrevia os efeitos sociais e piscológicos da pornografia em seu estudo The Effects of Pornography on Individuals, Marriage, Family and Community.

    Contrário ao argumento de que a pornografia é um prazer inofensivo, Fagan fazia referência às evidências clínicas que mostram que a pornografia distorce de modo significativo as atitudes e percepções sobre a natureza da sexualidade.

    Se os consumidores regulares de pornografia são homens, tendem a ter uma tolerância maior com o comportamento sexual anormal, observava o estudo. Também é um habito muito viciante, devido à produção de hormônios que estimulam as partes responsáveis pelo prazer no cérebro.

    Fagan reconhecia que a energia sexual é uma poderosa força e, devido a isso, a sociedade necessita canalizar essa energia de uma forma que promova o bem comum. O casamento legitima a intimidade sexual, que protege as crianças que são resultado do ato sexual, e promove a estabilidade social.

    Colocar limites à atividade sexual ajuda os adolescentes enquanto amadurecem para orientar de forma correta sua sexualidade. Infelizmente, comentava o estudo, o desenvolvimento dos modernos meios de comunicação está derrubando estas barreiras e aumenta as formas dos criadores de pornografia entrarem na vida familiar.

    Consequências para a família

    Ao tratar sobre as consequências para o matrimônio, Fagan faz referência a estudos que demonstram como as mulheres são afetadas pelo consumo de pornografia dos maridos.

    Em muitos casos, as esposas desses consumidores de pornografia sofrem danos psicológicos profundos, observava. Entre eles, sensações de traição, perda e desconfiança.

    Podem também se sentir pouco atrativas ou não aptas sexualmente, o que por sua vez pode levá-las à depressão.

    Fagan acrescentou que os consumidores masculinos de pornografia tendem a diminuir sua implicação emocional em suas relações sexuais, o que acaba fazendo com que suas esposas sofram através da diminuição da intimidade de seus maridos. Em um estudo, os maridos afirmavam desejar menos suas esposas por causa do longo tempo dedicado à pornografia.

    A pornografia também tem impacto no lado físico nos relacionamentos. A exposição prolongada promove a insatisfação com o outro e com seu comportamento sexual.

    Fagan fazia referência a outros estudos que mostravam que os consumidores de pornografia veem cada vez mais o casamento como um confinamento sexual e isso os leva a duvidar do valor do matrimônio como instituição social.

    Verdadeira infidelidade

    O distanciamento emocional das esposas e o próprio casamento sofrem as consequências. Fagan dizia que o consumo da pornografia e de outras formas de contato sexual online é considerado por muitas esposas tão prejudicial para a relação como uma infidelidade na vida real.

    De fato, os homens e as mulheres reagem à pornografia de modo diferente. Um estudo realizado por estudantes teve como resultado que os homens se transtornavam mais pela infidelidade sexual enquanto que as mulheres pela infidelidade emocional.

    Outro estudo examinava os diversos tipos de degradação da pornografia. Tanto homens quanto mulheres qualificavam três temas principais como os mais destrutivos, mas com intensidades diferentes: as mulheres os consideravam mais degradantes que os homens.

    O impacto nas mulheres aumenta quando seus maridos se tornam viciados em pornografia.

    Fagan citava um estudo que revelou que 40% desses viciados em sexo perdem suas esposas. Não foi investigada a fundo a relação entre pornografia e divórcio, mas um estudo sobre relatos de advogados de divórcio indicava em 68% os casos de divórcios ocasionados por uma das partes que se envolveu em interesses amorosos na internet, e 56% os casos em que uma das partes tinha um interesse obsessivo nas páginas pornográficas da web.

    As mulheres não são as únicas que sofrem quando a pornografia se converte em vício. O estudo de Fagan observava ainda que o consumo frequente de pornografia trás como consequências uma menor auto-estima e uma menor capacidade entre homens de levar uma vida social significativa. Um estudo sobre viciados em pornografia revelou que eles se sentiam angustiados e percebiam que importantes aspectos de suas vidas estavam se deteriorando através de seus vícios.

    Ilusão

    A pornografia apresenta a atividade sexual como uma espécie de evento esportivo ou diversão inocente, comentava Fagan, sem nenhum impacto importante nas emoções e na saúde. Argumentava que isso simplesmente não corresponde à realidade.

    De fato, a pornografia gera percepções distorcidas de realidade social: uma percepção exagerada do nível de atividade sexual da população geral e uma estimativa que aumenta a probabilidade da atividade sexual pré-matrimonial e extra-matrimonial. Também gera uma imaginação do predomínio de perversões como o sexo em grupo, a bestialidade e a atividade sadomasoquista.

    “Desta forma, as crenças que se formam na mente do espectador de pornografia estão bastante distantes da realidade”, diz Fagan. “Um exemplo é que o uso repetido de pornografia induz a doença mental em matéria sexual”, conclui.

    Entre as distorções criadas pela pornografia estão três crenças: 1. as relações sexuais na natureza são algo recreativo. 2. os homens são em geral sexualmente dominantes. 3. as mulheres são objetos ou bens sexuais.

    Em consequência, Fagan descrevia como a pornografia promove a ideia de que a degradação das mulheres é algo aceitável. Além disso, posto que os homens utilizam a pornografia com muito mais frequência que as mulheres, seu predomínio conduz à ideia de que as mulheres são objetos para o sexo ou bens sexuais.

    Fagan contava que uma grande quantidade de pornografia é de conteúdo violento. Um estudo dos diferentes meios pornográficos encontrou violência em quase 1/4 das cenas de revistas, e mais de 1/4 nas cenas de vídeos, além de mais de 40% na pornografia online.

    Os estudos sugerem que há uma conexão entre a exposição da pornografia e as agressões sexuais, acrescentou. Inclusive o consumo de pornografia não-violenta aumenta a vontade nos homens de forçar suas parceiras sexuais quando estas não consentem.

    O consumo de pornografia se associa também a delitos sexuais, afirmava Fagan. Ele cita um estudo de delinquentes sexuais na internet, condenados, que informava que haviam passado mais de 11 horas por semana vendo imagens pornográficas de crianças na internet.

    Outros estudos revelaram que uma grande porcentagem de estupradores e violentadores de forma geral viu pornografia durante sua adolescência.

    Adolescentes

    A pornografia portanto não só danifica matrimônios, mas também tem um forte impacto nos adolescentes. Um estudo sobre adolescentes mostrava que o consumo habitual de pornografia fazia com que não fossem leais com suas namoradas. De igual forma, o uso de pornografia aumentava depois sua infidelidade matrimonial em mais de 300%.

    Fagan descrevia como os adolescentes que veem pornografia se desorientam durante a fase de desenvolvimento na qual estão aprendendo a lidar com sua sexualidade e também é quando são mais vulneráveis a incertezas sobre suas crenças sexuais e seus valores morais.

    Um estudo sobre adolescentes revelou que o conteúdo explicitamente sexual na internet aumentava de modo significativo suas incertezas sobre sexualidade. Outro estudo falava que os adolescentes expostos a altos níveis de pornografia tinham um nível mais baixo de auto-estima sexual.

    Existe também uma relação significativa entre ver com frequência pornografia, sentimentos e sensações de solidão, incluindo graves depressões. O alto consumo de pornografia na adolescência pode ser também um fator de importância nas gravidezes adolescentes.

    Muito antes da chegada da internet, o Concílio Vaticano II comentava em seu decreto sobre a mídia que, se utilizada de modo apropriado, seria de grande utilidade para a humanidade.

    A Igreja “sabe que estes meios, retamente utilizados, prestam ajuda valiosa ao género humano, enquanto contribuem eficazmente para recrear e cultivar os espíritos e para propagar e firmar o reino de Deus; sabe também que os homens podem utilizar tais meios contra o desígnio do Criador e convertê-los em meios da sua própria ruína; mais ainda, sente uma maternal angústia pelos danos que, com o seu mau uso, se têm infligido, com demasiada frequência, à sociedade humana” (n. 2), observava o decreto. Um mau uso que hoje envenena famílias e casamentos.

    ===========================================
    ZP10021702
    17-02-2010

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