Filmes – Avatar

Recebemos de nossos leitores (no caso colunista também, o  Miguel Vidigal), uma crítica sobre o filme Avatar.

Avatar, um filme anticristão

“Fico muito preocupado quando um filme ganha proporções como a que tomou a mais recente produção de Hollywood, “Avatar”.

Antes de tudo porque o “American way of life” (Jeito americano de viver) hoje está espalhado pelo mundo fazendo com que o “Hollywood way to show the life” (Jeito hollywoodiano de mostrar a vida) tomasse dimensões muito mais intensas e profundas na mente do homem moderno. Uma forma de dominação contínua e adjacente aos filmes produzidos pelos riquíssimos estúdios de filmagem.

Avatar é um filme que em si não tem nenhuma grande novidade em termos de roteiro. Para um observador bem pouco atento pode-se dizer que é uma versão tecnológica do “Último Samurai”estrelado por Tom Cruise, e a plateia em 20 minutos de filme já é capaz de desenhar todo o desenrolar da trama, inclusive imaginando o final.

Avançando um pouco no “fundo de quadro” imposto de forma subliminar no filme, “Avatar” não traz nenhuma novidade em se tratando de cinema americano: clichês como “militar agressivo e mau” unindo-se a “capitalistas exploradores” no intuito de roubar de um povo oprimido e evidentemente muito bom, as riquezas da “mãe natureza”. E, no meio disso tudo um “super-herói” que, sem passar por qualquer trauma psicológico interno, muda de militar agressivo para principal defensor do povo oprimido.

Como já disse antes, até aí nenhuma novidade, é comum vermos a enorme máquina capitalista californiana ridicularizar sua plateia pelo mundo afora com críticas a um meio de comércio que else mesmos utilizam e da qual praticamente toda sua assistência usufrui.

O mal encontrado no filme “Avatar” vai bem além desses pontos. A mensagem anticristã do filme é gritante e impõe de uma forma subliminar a ideia de um deus bem diferente daquele que todo católico professa.

No filme, o “povo oprimido” (chamados de avatares) vive em um planeta curiosamente chamado “Pandora”, fazendo, pelo prefixo “pan”, clara a alusão à religião Panteísta que professa a presença de deus em todas as coisas.

O Panteísmo prega erroneamente que “tudo é deus”, e a relação do homem para com o Universo deve se dar através de uma relação direta entre ele próprio e a natureza que é onde encontraríamos diretamente a deus. Somente através de uma integração de corpo e alma a esse pan é que seríamos felizes.

Pandora é um país onde seus habitantes vivem intimamente ligados à natureza. A relação com seu deus se dá através da ligação da ponta de seus cabelos em forma de trança, a cipós brilhantes de uma árvore que transmitem as vontades divinas e as vozes de seus antepassados. A única forma de “dominação” do povo avatar sobre os animais não se dá exatamente de uma forma tradicional, mas sim quando o habitante liga a mesma ponta de seu cabelo com a crina dos animais que ele coordena, e, o modo de dar ordens ao animal é, uma vez ligados pela trança e crina, “usar a mente e o coração” para fazê-lo entender seu objetivo.

A luta entre o bem e o mal no filme é encarnada por essa batalha em defesa do Panteísmo cosmológico contra o capitalismo. Indubitavelmente a defesa da ecologia é o “leitmotiv” principal que fica na mentalidade da maioria dos assistentes, mas o fundo de quadro que se têm é que a defesa dessa ecologia não deve se dar pela simples preservação da natureza e sim por uma necessidade que o homem deve ter de defender o Pan.

Como não poderia deixar de ser, dá-se um nome a esse Pan: deusa Eywa, que tem o papel semelhante à deusa Gaia, outrora cultuada no panteísmo Greco-romano, ou seja, é a “deusa terra” que tem poderes de dominação muito grandes, desde que respeitada e cultuada de forma absoluta. A “morada” de Eywa no filme é profundamente panteísta na explicação da “cientista”, heroína secundária do filme:  uma grande árvore que está profundamente interligada através de suas raízes a toda natureza.

Deste modo, ao relembrar a defesa do meio ambiente, o filme aproveita para trazer o que tem de mais profundamente anticatólico em matéria de concepção Divina: o Homem-Deus superior a todos os homens não existe, assim, a Trindade Indivisível está longe de ser uma realidade, uma vez que qualquer homem pode se ligar diretamente a esse ser etéreo que é Eiwa.

A razão do mal existir provém da maldade que o homem faz à natureza e não de qualquer dogma religioso como aqueles entregues por Deus a Moisés com os 10 mandamentos…

A perfeição segundo o filme? O momento em que o homem, já completamente imbuído dos preceitos de panteísmo e de suas “verdades”, deixa de ser homem para se tornar um avatar. Ou seja, abandona aquela “carcaça” humana de maldade para integrar-se completamente ao Pan.

Pesquisando pela internet descobri que o Vaticano emitiu, através de seu órgão de imprensa oficial “Observatório Romano” mais de três notas com críticas ao filme(ACI), fazendo coro ao que diz o colunista do New York Times para temas religiosos, R. Duhat, que afirma: “(o filme Avatar) ensina uma apologia ao panteísmo, uma fé que transforma Deus igual à natureza e chama toda a humanidade a uma comunhão religiosa com o mundo natural”.

Não é de se espantar que o filme tenha sido colocado ao público na época do Natal, onde cristãos pelo mundo todo celebram o nascimento do Menino-Deus, que veio à Terra para redimir os homens por seus pecados: para contrapor à ideia da Redenção de Jesus Cristo, oferece-se uma versão panteísta, onde o homem pelo simples fato de respeitar a natureza já se limparia de seus erros e, tornando-se parte do pan, se transformaria em boa pessoa.

Decididamente o filme não é bom, muito embora seus efeitos visuais e lúdicos sejam extremamente atraentes.”

Miguel Vidigal

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19 respostas para Filmes – Avatar

  1. Gustavo disse:

    Miguel,

    Interessante seu artigo. O que me questiono é se o qualificativo de anti-cristão e mesmo anti-católico é adequado. Isso porque essas palavras se ajustam bem a posições que procuram em si mesmas desqualificar ou atacar o cristianismo e o catolicismo. No caso do filme, trata-se de veicular uma mensagem não-cristã (e por conseqüência, não-católica) de um modo subliminar e tecnicamente muito bem feita. Como católico, devo respeitar as opiniões diferentes da minha, ainda que tenha plena certeza de estar na verdade: a conhecida liberdade religiosa.

    A legítima preocupação de proteger as verdades em que se acredita me parece mais eficaz no seu objetivo com a atitude de ressaltar os aspectos positivos que se encontram em opções religiosas não-católicas ou mesmo não-cristãs. O próprio esforço ecumênico da Igreja vai nesse sentido. No ambiente relativista em que vivemos, em que qualquer relação à religiosidade é colocada de lado, não deixa de ser positivo que o filme ‘Avatar’ levante essas questões de cunho religioso. É a ocasião que muitas vezes não temos de começar uma conversa sobre o tema e, aos poucos, mostrar as inconsistências filosóficas e religiosas da visão apresentada no filme.

    Porque que tão raramente (na verdade praticamente nunca) vemos no cinema uma reflexão filosófico-religiosa de qualidade e que ao mesmo tempo aproxime as pessoas da visão cristã da vida? Isso me parece uma chamada para que nós católicos nos empenhemos mais em influenciar os meios de comunicação e a cultura em geral com a verdade na qual pautamos nossa vida (ou pelo menos tentamos). Fica o comentário.

  2. Marcos disse:

    Gustavo

    Gostaria de colocar 2 pontos que discordo de seu comentário:

    1. Liberdade religiosa não quer dizer aceitação religiosa, e temos que ter mto cuidado com isso. Que o filme ataca verdades cristãs, disso não há a menor dúvida e eu, como cristão, não posso ficar inerte. Lembrando Martin L King “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”. O texto mostra o pano de fundo exotérico que deve ser discutido e esclarecido. Me desculpe mas neste caso não vejo ecumenismo. Minha experiência diz que posições firmes nos mantém alicerçados na rocha

    2. Não concordo com sua colocação sobre que nunca encontramos reflexões no cinema. Semana passada, nesta mesma coluna o Zé nos mostrou vários filmes que levam a uma reflexão sobre a fé. Porém decididamente, Avatar não é uma delas.

    • Gustavo disse:

      Marcos,

      Esclarecendo meu comentário anterior e comentando o seu: não estou falando em inércia ou aceitação, mas em postura diante do que é diferente. A atitude do Miguel de explicar (muito bem aliás) os problemas do filme, mostra que podemos aprofundar no debate religioso-filosófico mesmo diante do que não é católico ou cristão. Ora, os filmes citados pelo José Guarita não são de temática explicitamente cristã, mas promovem o debate sobre temas humanísticos interessantes. Não estamos chamando eles de anti-cristãos por isso. O filme ‘A Partida’ fala sobre os rituais de enterro no Japão, leva a refletir sobre a morte, não apresenta uma mensagem cristã, mas concordo com o José que é muito bom. Acho que ‘Gran Torino’ e ‘Rio Congelado’, sem serem de conteúdo cristão, também levam a reflexões muito boas.

      Estou tão preocupado quanto você em dar testemunho da verdade cristã, mas acho que teremos mais eficácia não adotando um tom combativo, ou taxando as coisas de ‘anti-isso ou aquilo’, nem fazendo a nossa valoração da arte depender da concordância ou não com a minha visão de mundo. Isso contribui em certa medida para a opinião pública do católico ‘intolerante’, que parece muito disposto a encontrar defeito em tudo o que não é católico. É claro que em alguns casos não há muita opção: um filme que desvirtuasse de propósito a mensagem cristã, que atacasse a Igreja (como o ‘Código da Vinci), esse sim acho que merece ser taxado de anti-cristão e anti-católico.

      ‘Avatar’ na minha opinião é um bom filme, com uma mensagem não-cristã sobre a relação do homem com Deus e a natureza. Essa mensagem não-cristã pode confundir algumas pessoas, reforçar a fé de outras na sua concepção panteísta e ser ocasião de esclarecimento, de debate. Se aproveitamos bem, podemos aproximar os outros da verdade.

      Não sei se me exclareço melhor. Mas sempre bom debater.

      Abraço

  3. Miguel disse:

    Prezado Gustavo,

    Peço licença para iniciar meu post com um texto bíblico encontrado em MT 12, 31 a 37: “da árvore boa, concluireis que o fruto é bom; árvore má, deduzireis que o seu fruto será ruim, assim, pelo fruto é conhecida a árvore”.

    Ora, o panteísmo foi condenado ao longo da História por diversos santos, inclusive pelo Doutor Angélico, Santo Thomaz de Aquino. Quero crer que a violência das palavras utilizada para tais condenações não estavam erradas…

    Ecumenismo, no seu sentido originário é a identificação doutrinária igual para todas as igrejas, ou seja, todas devem procurar a Verdade que existe em matéria religiosa.
    Muito se engana quem pensa que o ecumenismo é a simplória aceitação de erros doutrinários e crenças erradas de outros credos.

    Imagine se alguém, assistindo as palavras de lucifer para Jesus “lhe darei o mundo inteiro, se prostado me adorares”, se virasse para Nosso Senhor e falasse: “olha, a posição religiosa do demônio é diferente da sua, aceite pacificamente os erros dele e conviva com a diferença”…
    Seria deveras “ecumênico” no sentido da palavra que você quis dar em seu texto, mas quão errado doutrinariamente!

    Ora, o panteísmo é uma doutrina criada para combater o Cristianismo, ela ensina uma doutrina errada e pérfida, na qual a Santíssima Trindade é substituída por um “deus-natureza” que seria o elo de ligação entre o homem e o sobrenatural.

    Combatida por tantos santos ao longo da História, seria inconsequente que católicos em pleno século XXI queiram se contrapor ao ensinamento de séculos da Igreja…

    Avatar é um péssimo filme com uma mensagem anti-cristã. Por amor à brevidade não coloquei diversos simbolismos encontrados no filme que remetem a temas panteístas, criados para combater o Cristianismo.

    Entretanto, o maior simbolismo aparente está lá no meu texto, e para mim ele é inconfundível: colocar o filme que estava sendo rodado há 10 anos para ser passado nos cinemas do mundo todo em pleno período de comemoração do Nascimento de Jesus Cristo, contrapondo a idéia da Divindade de Nosso Senhor com a relação deus natureza-homem é deveras exemplificativo da vontade que o filme tem de paganizar a assistência.

  4. Miguel disse:

    Em tempo, vale lembrar mais uma vez que o próprio Vaticano se posicionou contra o filme, criticando-o por suas posições panteístas…

  5. Paulo Roberto disse:

    Agradeço a crítica, feita pelo Miguel Vidigal, ao badalado filme AVATAR. De tanta propaganda que fizeram, fiquei pensando em assistí-lo, mas agora empregarei meu tempo com coisas mais saudáveis. Para mim bastou a crítica apontando o aspecto panteísta do filme para recusá-lo. Percebo que é mais uma produção dos estúdios de Hollywood para denegrir a doutrina católica.
    Um abraço
    Paulo

  6. Isabel disse:

    Esse filme Avatar…
    Cá entre nós, poucas vezes vi algo com um enredo tão medíocre… o pessoal pega alguns tantos clichês: “o militar cruel e irracional”, “o selvagem puro”, “a mãe-natureza”, “os colonizadores impiedosos”, coloca uns efeitos especiais legais (confesso que fiquei morrendo de vontade de voar daquele jeito! :)), oferece uma história de amor já contada alguns… hum…. milhões de vezes, e voilà! um sucesso de bilheteria… Dá para entender isso em um mundo onde cada vez mais se impinge a mediocridade e nos querem obrigar a seguir um padrão intelectual muito baixo…
    Para quem não lê muito, não viu muito ou não pensa muito, é capaz que esse filme passe alguma mensagem que interesse, mas quando você tem alguma memória ou algum senso crítico, é fácil ver que esse filme já foi feito muitas e muitas vezes antes, só mudaram a roupagem. Talvez para o mesmo público que amou Harry Potter (um plágio descarado de antigas histórias, uma mistura dos livros de Anthony Buckeridge e O Senhor dos Anéis), ou seja, quem não conhece literatura, quem acha que viver é curtir o momento e não se interessa pelo que já foi feito, escrito, pensado, etc.
    Também é um filme que vai encantar quem não tem religião firme e forte dentro de si, quem não sabe quem é, nem para onde vai e nem de onde veio. Quando sabemos do que nos espera em nossa eternidade, quem é nosso Criador e o que ele espera de nós, fica-se triste de ver tanta apologia em torno de uma obra que o nome Dele não é sequer mencionado, como se o Criador de tudo não existisse… Eles, na verdade, tomaram emprestado um pouco da verdade: Deus está em todo lugar e tudo está interligado, como criaturas que somos… São Francisco deixava isso bem claro em sua relação com tudo que o rodeava…mas não dessa forma ridícula do filme…
    Só mais uma observação de algo que me deixou curiosa, vocês viram o nome da “deusa” deles? Na mesma hora em que ouvi Eywa.. o som me lembrou “Yeshua” … (o que se acredita ser a pronúncia original do nome de Jesus). O que eles querem com isso? voltar ao velho jargão de que “Deus é o mesmo em todas as religiões”? como se Deus fosse ter parte em religiões como a dos astecas, por exemplo, onde seus “deuses” só eram aplacados quando se atirava ao fogo corações humanos ainda batendo…
    Que Deus nos proteja da mediocridade e de clichês baratos…

  7. Chris disse:

    Valeu Miguel !

    Obrigada Miguel por uma análise tão lúcida do filme Avatar. Confesso que quando li na Folha os primeiros comentários sobre o filme, já senti tudo o que você explica, mas não tinha conseguido explicitar.
    Fica agora claro como ele se encaixa numa ofensiva contra nossa religião e, ao mesmo tempo, pregando uma religião “nova”.
    No shopping Higienópolis, ao pé da escada do lado direito de quem entra, fizeram, durante o período de Natal (acho que ainda está lá), um cenário de uma festa judia, cheio de personagens dourados, brilhantes e sem-graça. Quem olha de longe, pensa que é um presépio e eu mesma vi uma criança gritando “Mãe, vamos ver o presépio” e correndo para lá. Chega-se lá e aquela cena de barbudos dourados e brilhantes e uma explicação ininteligível do cenário.
    Protestei por escrito e o shopping me ligou para dizer que “foi uma infelicidade” colocar aquilo. Que eles por método não colocam presépio no shopping, mas que tinham atendido o pedido do rabino X. Que tiveram alguns protestos, mas que não iam repetir o ano que vem.
    Ou seja, há uma proibição ao Menino Jesus no shopping HIgienópolis, e uma proteção ao rabino X (não me lembro o nome) que ele, sim, tem liberdade ali.
    O filme Avatar prega uma falsa “liberdade”, cheia de perseguições contra tudo que é católico.
    E por isso merece nosso desprezo.
    Muito obrigada, de novo, Miguel.
    Siga sua fé adiante, você terá meu respeito.
    Christina

  8. Teresa disse:

    Miguel,
    Minhas filhas foram ver o filme Avatar, elas tem menos de 20 anos, e perguntei se o filme era bom, ao que elas responderam; Legal!, não pensei mais no assunto, mas quando li sua critica, pedi para que elas a lessem, elas analizaram por outro prisma o filme percebendo que no fim não era tão legal assim.
    Não assisti o filme, é o tipo de assunto que não me interessa a mínima, lendo esses comentários todos acima,
    e a resenha do filme, lembrei-me de um programa que vi na Net sobre a Revolução Francesa, os historiadores mostraram toda carnificina da época, e uma posição de Robespierre, e seus comparsas , influenciados pelo Iluminismo (que nega a religião e prega que o homem tem que buscar a felicidade na natureza humana, ser bom sem que isso seja um ato por amor a Deus), religião era a destruição da Igreja e dos padres, como responsaveis pela subserviencia humana.
    Ele e outros então inventaram uma religião nova com uma deusa nova; A Deusa da Razão, ela, representada por uma atriz foi levada à catedral de Notre Dame e ali entronada. Blasfemia pura…
    Hoje seria politicamente incorreto matar todo mundo que tem fé, e o mundo, ateu, influenciado pelo Principe das Trevas, usa de efeitos especiais computadorizados de ultima geração, estórias repetidas do mal contra o bem que sempre fazem sucesso nas pessoas que não tem a menor cultura, mas na verdade vão minando na grande massa que já não tem religião, qualquer noção do que é realmentte a Verdadeira Religião.
    Amanhã nossos netos vão estudar a Religião católica como uma estória (com E mesmo) da Carochinha, anacrônica e absurda, pois é isso que o Mundo das Trevas almeja.
    Tenho certeza que Deus e a Santissima Virgem não vão permitir, mas que parece que Deus não está gostando muito do que o mundo anda fazendo parece…..
    Abaixo um texto de Votaire, coincidência ou não….
    “O deísta é um homem firmemente persuadido da
    existência dum ser supremo tão bom como poderoso, que
    formou todos os seres extensos, vegetantes, sensíveis e
    reflexivos; que perpetua a sua espécie, que pune sem crueldade os crimes e recompensa com bondade as ações virtuosas. O deísta não sabe como Deus pune, como favorece, como perdoa; pois não é tão temerário que se gabe de conhecer como Deus atua; mas sabe que Deus atua e que é Justo. As dificuldades contra a Providência não abalam a sua fé, porque são somente grandes dificuldades, e não provas… Reunido neste princípio
    com o resto do universo, não abraça nenhuma das seitas, que todas elas se contradizem. A sua religião é a mais antiga e a mais extensa; pois a simples adoração dum Deus precedeu todos os sistemas do mundo… Crê que a religião não consiste nem nas opiniões duma metafísica ininteligível, nem em vãos aparatos ou solenidades, mas na adoração e na justiça…

  9. Thom Guimarães disse:

    Avatar é mais uma baboseira do gênero Grinch, Senhor dos Anéis e filmes da Disney em geral que se preocupam em transmitir aos espectadores, conceitos laicos ou pseudo-religiosos da “moral pessoal” que norteiam seus idealizadores, em detrimento dos princípios católicos tradicionais. A mais recente novidade é o “endeusamento” do “vampirismo”, uma idiotice total. Não concordo com o que diz o sr. Gustavo que me parece mais um inocente útil cooptado pela “nova tendência” pagã da moda.

  10. J. Sepulveda disse:

    Miguel, parabéns pelo seu comentário e pelo esforço em mostrar-nos a mensagem atrás do filme e de seus efeitos especiais.
    A citação final do NYTimes mostra como você pegou bem o que se pretende.
    Parabéns aos administradores do blog por um artigo tão interessante.

  11. Rita Romano disse:

    Miguel,

    Muito obrigada. Desavisados que são os pais de primeira viagem, que mal possuem tempo para ver coisas boas, de tantos afazeres, ainda bem que li seu artigo. Vou conversar com o Guilherme e cancelar os bilhetes para o cine 3D de amanhã!! Vamos trocar por outra coisa que mereça nosso escasso tempo! Um abraço, Rita

  12. Gustavo disse:

    Nunca imaginei que fosse ser chamado de ´inocente útil cooptado pela nova tendência pagã do momento’ quando na verdade minha opinião em nenhum ponto, como ficou claro, entra em contradição com a análise do Miguel, mas simplesmente critica a postura diante do que não é católico.

    Concordo com a Cris que o filme, visto do ponto de vista do enredo, não é nada demais. Quando comento que achei bom, penso, como a maioria das pessoas, nos revolucionários aspectos técnicos que foram usados, tornando a experiência de assisti-lo bem impressionante (especialmente no IMAX).

    O panteísmo é mais antigo que o cristianismo, estando presente já nos filósofos pré-socráticos. Dizer que foi criada para combater o cristianismo é exagero. Muitas religiões orientais muito antigas e atuais também tem concepções panteístas do mundo. Mas enfim, o foco aqui na verdade não era entrar nos méritos e deméritos do panteísmo, pois isso acho que estamos todos de acordo.

    O Miguel tem razão ao comentar que usei o termo ecumenismo indevidamente, pois trata-se propriamente do esforço de unir os cristãos separados. Na verdade, minha intenção era falar em diálogo religioso, tendo em mente o que o Secretariado para os Não-Cristãos do Vaticano publicou em 1984, assinado pelo Cardeal Francis Arinze de que: “(…) Esta perspectiva (de que o Reino de Deus é a meta de todos os homens) levou os Padres do Concílio Vaticano II a afirmar que nas tradições religiosas não-cristãs existem “coisas boas e verdadeiras” (OT 16), “preciosos elementos religiosos e humanos” (GS 92), “germes de contemplação” (AG 18), “elementos de verdade e de graça” (AG 9), “sementes do Verbo” (AG 11, 15), “raios da verdade que ilumina a todos os homens” (NA 2). Segundo explícitas indicações conciliares, estes valores encontram-se condensados nas grandes tradições religiosas da humanidade. Elas merecem, portanto, a atenção e a estima dos cristãos, e o seu patrimônio espiritual é um eficaz convite ao diálogo (cf. NA 2.3; AG 11), não só sobre os elementos convergentes, mas também sobre os divergentes”. Não estou dizendo que o panteísmo do filme tenha esses todos esses elementos, mas apenas para dar uma indicação de postura, como venho tentando argumentar.

    Convido aos interessados a lerem o documento na íntegra no site: http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/interelg/documents/rc_pc_interelg_doc_19840610_dialogo-missione_po.html

    Fica mais uma contribuição para o debate.

  13. Miguel disse:

    Caros,
    Confesso que ao escrever o texto imaginava apenas fazer uma observação sobre um filme e um alerta. Vejo que suscitou um debate.
    O debate é bom e profícuo, só com ele conseguiremos chegar a bom termo.

    Concordo com a Isabel que o filme agrada aqueles que tem uma Fé fraca e fortalece no erro aqueles que não a possuem.
    A Cris também fez uma observação importante ao lembrar que frequentemente outras confissões fazem violentas respostas quando suas fés são atacadas e nós católicos muitas vezes nos calamos, seja por omissão, seja por falta de coragem quando vimos nossa religião vilipendiada.

    A comparação da Teresa com o iluminismo foi oportuna, pois ao querer impor ao homem moderno a normalidade de seres estranhos e monstros no convívio com a humanidade, na verdade vamos nos acostumando com o feio, o mau e em suma com o erro.

    Quanto à resposta do Gustavo, acho que ele mesmo já mostrou em seu último post que quando queremos falar de ecumenismo devemos sim saber que existem pontos de convergência e divergência entre as religiões, mas que APENAS A PROCURA DA VERDADE pode ser o meio pelo qual o ecumenismo é vivido. O diálogo deve ser tomado tendo em vista a conclusão de uma Verdade à qual todos devem seguir.

    Está claro que o panteísmo existe bem antes do nascimento de Jesus Cristo. Também lúcifer já fora criado antes da Encarnação do Verbo, mas nem por isso ele deixa de ser o arquétipo do anti-Cristão.
    As últimas formas de panteísmo (como o pananteísmo) criadas por “pensadores” ou doutrinadores religiosos foram sim um meio de desviar a reta doutrina.

    O filme assim é uma afronta à Fé católica no âmago de sua existência: a crença na Trindade Indivisível e tenta ludibriar o assistente da existência de um “deus” natureza e cosmológico.

    Peço licença também para discordar do Gustavo ao falar da tecnologia usada no filme. Qualquer um que foi aos estúdios da Disney na Flórida ou nos parques de imagem existentes em países da europa (Futuroscope na França por exemplo) já pode ver filmes muito mais impressionantes e interessantes em matéria de tecnologia e IMAX. De qualquer forma esse não é o primeiro filme em IMAX advindo ao Brasil.
    Quanto ao 3D então… nem se fala: quando eu tinha 6 anos de idade eu vi no velho Playcenter um filme em 3 D!

  14. Teresa disse:

    Gostaria de comentar só uma coisa obvia;
    Se as outras religiões não tivessem “lados” bons, ninguém ia querer seguir essas religiões…
    Toda religião tem que ter o lado que pareça certo, para que seus fíeis acreditem que, o que eles pregam, é bom e justo.
    Existem pessoas boníssimas em qualquer religião, herois, religiosos, etc fizeram coisas para a humanidade que muito católico não faria, não se pode negar.
    Mas, por melhores que fossem, e o batismo? E a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo? e A nossa Mãezinha do Céu, que tanto sofreu com a Paixão e tanto nos ajuda? E a ordem de Jesus que mandou ensinar a todos Sua Verdade?
    O que se faz com todas essas verdades
    O problema que o católico parece ter vergonha de ser firme e assumir que as verdades da fé são imutaveis, certas e reais.
    Não sei se cabe essas considerações aqui mas foi o que me veio à cabeça ao ler o capítulo de hoje…

  15. joseguarita disse:

    Miguel,

    não é qualquer um que já foi à Disney ou à Europa… se isso é comum para vc, que bom. Mas, me diga outro filme à altura desse exposto aqui no Brasil quanto ao quesito efeitos especiais 3D.

  16. Sofia Pacheco disse:

    Miguel
    Obrigada pelo seu alerta do filme.
    Como mãe de 4 filhas, me vejo diariamente analisando aquilo que fará ou não o bem à alma das minhas 4 filhas.
    Porque o mal bate a nossas portas todos os dias, revestido sempre de cor de rosa (no caso delas), e fica bem difícil mostrar a elas que aquilo que parece bom, é errado.
    Detesto filmes que não mostram coisas reais, como é o caso do Avatar. Prefiro coisas palpáveis, passíveis de serem vividas, mas confesso que quase cedi ao impulso de as levar ao cinema para verem o filme. Todos seus amigos já foram e todos comentam sobre o filme. Mas fiquei no quase, porque ao ler sua criteriosa análise, prefiro não ir.
    Já tenho batalhas suficientes para mostrar a elas que ser católica apostólica romana praticante, no mundo hodierno (que nos puxa a todo momento para o permissivismo, laicismo, promiscuidade, etc…) é o único caminho que nos leva ao Deus verdadeiro.
    Mais uma vez, obrigada.

  17. Daniel disse:

    Chega a ser engraçado todo esse ataque ao filme a gente ve que realmente quem procura chifre em cabeça de cavalo encontra, quer esteja lá ou não. E um cara como o Miguel que tenta pegar mais leve em relação a postura católica de certas correntes mais radicais que aparentemente são da premissa do “se vc não acredita no que eu acredito então morra infiel” (nossa onde foi que eu já vi isso na lonnnnga história da igreja católica hein). Falta 1 pouco de respeito por outras crenças de forma geral por todos que postaram aqui tirando nosso amigo já citado que parece mais aberto ao dialogo e que realmente está certo em advertir sobre essas posturas intolerantes quando se trata de fé ou crenças alheias. Uma critica baseada em dogmas que foram construidos durante quase 2000 anos de existencia da igreja católica quer dizer num vieram num rótulo pronto foram baseados nas idéias e experiencias de homens que erram tb e quando digo isso quero dizer que não existe nenhum dono da verdade por mais bem intencionada que essa pessoa possa ser. Essa critica tão forte contra idéias panteistas de origem grega como citado acima e no artigo me parecem um tanto contraditórias vindas de uma religião que baseia uma grande parte de sua filosofia na propria filosofia grega, quem duvidar fique a vontade pra estudar um pouco sobre Santo Agostinho e vai descobrir que sem platão os cristãos num teriam 1 céu pelo menos não o que vcs acreditam !!! Poderia continuar isso aqui como uma aula de história gigante e citar fatos e mais fatos mas aquestão unica aqui é respeito. Tenham respeito pela fé de outras pessoas e nem digo em relação a esse filme que tá longe de ser um filme sobre fé mas em geral porque se as pessoas tivessem mais respeito e parassem um poco pra pensar antes de apontar dedo e falar vc tá errado o certo sou eu talvez tivessemos menos IRAS da vida, menos Al-Qaedas !!!

    • Fernando disse:

      Parabéns ao Sr. Miguel e a quem o auxiliou na defesa do seu ponto de vista. Ponto de vista este que não pertence a ele. Pertence a todos nós Católicos lúcidos. Acredito que todos os comentários infelizes já foram respondidos. Menos o último, do Sr. Daniel. Não vou analisar tudo, apenas ao que se refere a Santo Agostinho e Platão. Sr. Daniel, o Sr. não leu Santo Agostinho. Tampouco Platão. Eu também não li nenhum dos dois. O Sr. deve ter lido algum comentário na internet, assim como eu. Só que temos conclusões diferentes para o mesmo tipo de texto que lemos. O SENHOR acredita que um santo católico só descobriu uma verdade porque um filósofo(Platão) havia falado primeiro. Enquanto EU acredito que COM Platão ou SEM Platão o nosso querido Santo Agostinho iria chegar a uma conclusão sobre “o céu que nós católicos acreditamos”. Se bem que eu não sei se foi sobre o céu que Santo Agostinho chegou a uma conclusão através da filosofia de Platão. Só sei de mais uma coisa: que Santo Agostinho não concordou nem seguiu 100% das conclusões de Platão. Isso porque S. Agostinho estava iluminado pelo Divino Espírito Santo e chegou a uma conclusão coerente com os ensinamentos da Igreja Católica. Acredito que isso o Sr. não leu; talvez o texto não estivesse completo. CONCLUSÃO: O Católico de verdade tem o dever de combater as heresias, como Santo Antônio de Pádua combateu a heresia dos albigenses, e como Jesus Cristo combateu a heresia dos fariseus e saduceus.

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