RELAÇÃO SEXUAL: Comprometimento com amor

O glamour da entrada triunfal da noiva na igreja ainda hoje é motivo de emoção para todos os presentes, de modo particular para as mulheres que já contam anos de vida conjugal e recordam o seu dia, como para aquelas que sonham pela chegada do seu. Em cada coração registra-se um momento único onde a mulher se prepara para dar um passo significativo (dos mais importantes) na sua vida: unir-se definitivamente, em desejo e esperança ao seu amado. Definitivamente, pois o Amor quando encontrado não enxerga estradas curtas, ou com fins previstos, mas deseja pela felicidade a sua perpetuação.

Não é simplesmente um encontro, mais do que isto, é firmar em definitivo, por uma entrega livre de um para o outro, para que se tornem “uma só carne”. Esta expressão tão forte e soberana do livro dos Gênesis (2, 24) dá um sentido novo aqueles que aguardaram responsavelmente por este passo onde não somente “a carne”, mas a pessoa na sua totalidade se une ao outro sem reservas para uma nova vida. Esta sempre foi, e continua sendo, a orientação da Igreja Católica no que diz respeito ao que se espera do comportamento de um homem e de uma mulher que dentro do caminho da Igreja procuram percorrer este caminho de Felicidade.

As mudanças nos hábitos do relacionamento sexual entre homem e mulher ocorridos principalmente após a introdução e proliferação dos meios anticoncepcionais na sociedade, facilitaram a “união dos corpos” sem que houvesse a respectiva responsabilidade da união das pessoas. As conseqüências disso são bastante conhecidas (crescimento no número de abortos, processos de união descompromissados, gravidez precoce na adolescência, e a própria “instrumentalização” da mulher como simples objeto de prazer).

Estas conseqüências todas foram profetizadas e advertidas por Paulo VI  quando redigiu a memorável encíclica “Humanae Vitae”  ainda na década de 1960, quando fez profunda reflexão sobre a possibilidade da aceitação dos meios anticoncepcionais pelos católicos. Desde então a Igreja mantém o mesmo parecer quanto a uma paternidade e maternidade responsáveis onde somente o planejamento natural é reconhecidamente aceito, em respeito ao amor dos cônjuges e da vida, fruto deste amor. Uma vida que foi gerada no princípio pelo Amor, e comprometida para Amar, para que permaneçamos unidos ao Amor. Assim, não se pode ver desvinculado do Amor a união dos cônjuges, que unidos livremente e responsavelmente tomam este caminho de felicidade, ainda que muitas vezes acompanhado de certas dificuldades.

Não é raro lermos em veículos de ampla divulgação na imprensa escrita, falada ou midiática, informes equivocados a este respeito, que podem desorientar a correta doutrina da Igreja Católica, provocando dúvidas naqueles que livremente optaram por seguir o que pede a Igreja. Desta forma cabe esclarecer que este assunto não é tema de “dogma” como alguns citam para tudo que se refere a temas polêmicos da Igreja. Vale também dizer que “não ocorreram brechas” na doutrina, desenvolvidas pela modernidade. O relacionamento de um homem com uma mulher permanece como caminho de conhecimento durante todo o período do namoro, e diante das convicções estabelecidas por um amor maduro deve se concretizar na “união dos corpos” mediante o sacramento do Matrimônio.

Relacionamentos antecipados, ainda que conscientizados do compromisso dos noivos, seja de modo casual ou com inteiro amor, não é uma forma de manifestação aceita, e que deve ser evitada ainda que com sacrifício. Um esforço que seguramente fortalece o respeito em relação ao outro, tão necessário em oportunidades que, frequentemente, ocorrem na vida matrimonial. Aos que assim não se preparam, a infidelidade será a provável alternativa futura. No entanto a Igreja, como Mãe, reconhecendo as dificuldades humanas, sempre procurou compreender e reconciliar aqueles que conscientes de seus compromissos sabem renovar os seus propósitos, sem se enganar por estarem atuando conforme a “modernidade” apregoada por alguns.

Anúncios
Esse post foi publicado em Geral. Bookmark o link permanente.

Uma resposta para RELAÇÃO SEXUAL: Comprometimento com amor

  1. joseguarita disse:

    Para quem ainda não os viu, recomendo a série do Christopher West sobre a “Teologia do Corpo” de João Paulo II:

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s