Maria, exemplo de Mãe

No próximo domingo comemoramos um dia muito especial: o Dia das Mães! Como mãe sou muito grata a Deus por meus filhos. É uma graça imensa o dom da maternidade, desde o período gestacional, os cuidados com o bebê, ver como crescem e aprendem rapidamente tantas coisas e amar e ser amada por eles.

Tenho 3 filhos: um de nove anos, outro de seis e uma menina que vem crescendo em meu ventre há pouco mais de seis meses… Amo-os com muita ternura, a todos e a cada um, me adequando à realidade psicológica e emocional de cada um. Como é bom olhar para eles e perceber o milagre de Deus acontecendo em suas vidas. Os meninos que já grandes são tão espertos. A menina que, por enquanto, se manifesta com movimentos e “chutes” em meu ventre. Ao mesmo tempo em que minha doação como mãe me faz crescer como pessoa, recebo deles amor e carinho que me sustentam na vida.

A maternidade, posso afirmar sem sombra de dúvida, me aproxima de Deus. Fico a pensar se eu, com todas as minhas fraquezas, sou capaz de amar do jeito que amo meus filhos, quanto mais Deus Pai é capaz de nos amar – Ele que é perfeito e santo! E a experiência de ser mãe me faz entender como é possível amar sempre, mesmo quando o filho erra, porque amo-o não pelo que ele faz ou deixa de fazer, mas amo-o porque é meu filho.

Também a maternidade me aproxima de Maria, Mãe de Jesus e nossa. Ela aceitou o projeto divino de ser mãe do salvador e com aquele sim nos permitiu conhecer a face humana de Deus. Que relação maravilhosa ela deve ter tido com seu Filho, acompanhando o seu desenvolvimento e aguardando o dia em que ele sairia em missão. Qual não foi a sua fé ao aceitar que a vida de Jesus era destinada à entrega total por nossa salvação. De pé, ao lado da cruz, sofreu e confiou…

Quero e preciso aprender com Maria a ser uma melhor mãe para meus filhos. Deus me concedeu a graça de ser mãe, mas meus filhos têm cada um uma vida a seguir. Parece senso comum, mas “cortar o cordão umbilical” não ocorre somente no dia do nascimento. Aquele cordão físico é cortado ali, mas a ligação emocional a gente carrega a vida toda. Que lição Maria nos ensina ao “deixar” seu filho seguir o caminho dele, ainda que fosse um caminho tão doloroso.

E tenho certeza de que Jesus, no domingo da ressurreição, apareceu a ela! O reencontro com seu filho, ressuscitado e glorioso, deve ter sido um momento de imensa alegria para ela. Se grávida dele ela foi capaz de exaltar a Deus com o belo hino do Magnificat, imagino qual não foi o louvor que subiu aos céus naquela manhã gloriosa!  Sua confiança em Deus não fora em vão e mais uma vez ela nos ensina a sempre olhar para o céu e a louvar a Deus.

 Maria, Mãe de Jesus e nossa, rogai por todas as mães e ensinai-nos a confiar em Deus, em todas as circunstâncias, e a louvá-Lo com todo nosso coração. Amém.

Feliz Dia das Mães!

Cristiane

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Alegria – Estar com Jesus

“Magnificat anima mea Dominum!”

Como seria o olhar alegre de Jesus! O mesmo que brilharia nos olhos de sua Mãe, que não pode conter a alegria – «Magnificat anima mea Dominum!» – e a sua alma glorifica o Senhor, desde que O traz de si e a seu lado. Oh Mãe! Que a nossa alegria, como a tua, seja a alegria de estar com Ele e de O ter. (Sulco, 95)

A nossa fé não é um peso nem uma limitação. Que pobre idéia da verdade cristã manifestaria quem raciocinasse assim! Ao decidirmo-nos por Deus, não perdemos nada, ganhamos tudo: quem à custa da sua alma conservar a sua vida, perdê-la-á; e quem perder a sua vida por amor de mim, voltará a encontrá-la (Mt 10, 39).

Tiramos a carta que ganha, o primeiro prêmio. Quando alguma coisa nos impedir de compreendê-lo com clareza, examinemos o interior da nossa alma. Talvez exista pouca fé, pouca relação pessoal com Deus, pouca vida de oração. Temos de pedir ao Senhor – através da sua Mãe e Mãe nossa – que nos aumente o seu Amor, que nos permita experimentar a doçura da sua presença. Porque só quando se ama é que se chega à liberdade mais plena: a de não querer abandonar nunca, por toda a eternidade, o objeto dos nossos amores. (Amigos de Deus, 38).

Este textos são de São Josemaria Escrivá.

Fiquem com Deus

Lutfe

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Nos caminhos da oração

Na simplicidade da vida e na riqueza espiritual de Santa Teresinha do Menino Jesus encontramos uma definição do que seja a oração em toda a sua beleza e plenitude.

“Para mim, a oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado para o céu, é um grito de gratidão e de amor, tanto no meio da tribulação como no meio da alegria”.

Muitos livros já foram, estão sendo, e serão escritos sobre esse tema. Na perspectiva cristã a oração é alimento para a alma. Assim como o corpo humano necessita de nutrientes e vitaminas para manter-se saudável, a vida espiritual também necessita alimentar-se da oração para crescer sempre mais no amor, na fé e na esperança.

Se uma pessoa não se alimenta adequadamente, pode contrair uma anemia, e terá que repor as vitaminas que seu organismo necessita para funcionar normalmente. Em nossa vida espiritual acontece o mesmo processo: se não alimentamos nossa alma com uma vida de oração, adquirimos, com o passar do tempo, uma anemia espiritual.

Essa anemia espiritual faz com que a vida e tudo o que dela decorre torne-se algo somente funcional. Perde-se o motivo e o sentido daquilo que se realiza no cotidiano da vida. Imune ao desgaste dos problemas e dos sofrimentos a pessoa, muitas vezes, sente-se sem motivação para continuar a caminhada. A vida perde o sabor, porque falta o ingrediente principal no cardápio espiritual da vida: a oração.

Quando já sem forças para continuar sua caminhada, a pessoa olha para trás, vê apenas uma vida na qual simplesmente realizou tarefas por obrigação, mas não deu sentido a elas. Na oração encontramos o motivo maior que nos coloca em contato com aquilo que realizamos. Nossa ação é consequência daquilo que nós somos espiritualmente, caso contrário nos tornamos apenas escravos de um ideal ou projeto.

Muitas pessoas se perguntam: “Por que orar?” Oramos não porque Deus precise das nossas orações, mas para que nosso coração seja aberto para percebermos a presença de Deus Pai em nós. Uma vida espiritual, sem a oração, torna-se tão seca quanto um jardim que nunca é regado. Sem água as flores morrem aos poucos. É a água, o adubo, o cuidado que temos com o jardim que faz com que ele cresça e seja belo! Na vida de oração o mesmo processo acontece: se não dedicarmos um tempo para estarmos a sós com Deus, iremos aos poucos deixando nossa espiritualidade seca e sem vida.

Nem sempre os momentos de oração são agradáveis. Em nossa humanidade deficiente, há dias em que oramos e não sentimos absolutamente nada. Parece que estamos ali, mas Deus não está do nosso lado. A caminhada espiritual é um percurso inconstante e nem sempre linear. A nossa vida de oração é semelhante a um gráfico que tem seus momentos de auge e depois ocorrem as quedas. Esse processo é conhecido pelos grandes mestres da oração e místicos como desertos espirituais.

Talvez, se a nossa vida de oração fosse sempre constante e perfeita, corrêssemos o risco de nos acomodarmos e pensar que não precisamos mais orar. Os desertos espirituais nos tiram do nosso comodismo espiritual e nos ensinam que Deus também está presente nos momentos em que não estamos percebendo a Sua presença ao nosso lado.

Alguns desistem de atravessá-lo [deserto espiritual] em sua caminhada de oração e abandonam o percurso pela metade. Quando isso ocorre, a pessoa se afasta de Deus e busca por suas próprias forças encontrar sentido na vida. Quando descobre que o sentido da vida está no Senhor e que, sem Ele, a caminhada é vazia, volta para os braços do Pai e redescobre na oração a luz que lhe retira das sombras de uma noite na qual estava sem rumo e perdido.

Quando oramos fazemos a experiência de Deus em nós. Uma vida de oração transforma a alma num jardim florido, no qual cada flor revela um dom de Deus para ser colocado a favor de cada irmão e irmã. No cotidiano da nossa história a oração é uma ponte que nos liga a Deus e aos nossos irmãos.

Padre Flávio Sobreiro

fonte: CN

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Efeitos “psíquicos” do trabalho moderno

Bom dia!

Recentemente fui solicitado a falar sobre um tema que não surpreende, mas preocupa: “Efeitos psiquicos do trabalho moderno”.Uma palestra para jovens profissionais.

Interessante como as atividades de trabalho estão sendo colocadas cada vez mais como “patogênicas” como se fossem um vírus ou uma bactéria, que acabam contaminando; ou quem sabe como um fator etiológico para diabetes, hipertensão ou o que o valha.

Será que é realmente o trabalho o agente, ou são as condições de trabalho, ou o trânsito para chegar ao trabalho, ou as horas de trabalho, ou as consequências do trabalho para mim ou para minha família,… ou mais provavelmente , um pouco de tudo misturado!?

É certo que desde a Revolução Industrial o trabalho sempre chamou mais a atenção para á area da saúde. Algumas doenças tem reta correlação com certos tipos de trabalho, mas não foi isso que supreendeu. A palavra psiquica é bastante forte.

Psiquismo lembra emoções, raciocínio, sentimentos, reflexão, comportamento de modo geral. É isto que as pessoas estão percebendo que o trabalho está mexendo com elas, e evidentemente com reflexos não só no ambiente profissional, mas também, diria principalmente, em casa.

São jovens que precocemente já percebem uma estafa fora de idade, uma irritabilidade desproporcional ao esperado, ou mesmo o “fundo do poço” com o burn out  (uma depressão decorrente do esgotamento pelo empenho  frustrante no trabalho profissional).

O fenômeno é mundial e crescente. É necessário buscar o ponto de equilíbrio que permita uma vida digna saudável, com harmonia em casa.Isto implica em analisarmos desde condições de trabalho no seu mais amplo sentido, incluindo salário, até a colaboração da participação externa que podemos contar com apoio, principalemente da famílai, para isto.

O caminho não pode ser jamais o desespero, assim como deve fugir da acomodação. O assunto merece um empenho de cada um em refletir e avaliar periodicamente quais são as condições de trabalho e  repercussões em casa.

O critério, já muito discutido neste blog, está em colocar a família à frente do trabalho, mas isto em hipótese nenhuma minimiza as dificuldades muitas vezes encontradas para isto. Lembrar que a própria dedicação reflexiva por uma melhora pode, por si só, ser um fator estressante, prejudicando o psiquismo e relacionamento.

Diante disto, nunca será demais lembrar e insistir, que a vida de fé não pode ser desconectada da vida em plenitude, muito pelo contrário. É necessário mantermos a esperança que as dificuldades serão superadas pelo esforço humano somado a graça de Deus. Um cristão deve contar com este aspecto, não como uma possibilidade remota, ou algo protocolar que “acredita” mas não se sente totalmente acolhido por esta Paternidade Divina.

Recorramos a São José, a quem desde o início do ano coloquei como intercessor, para que seja luz a clarear o ponto de equilíbrio, que nos permita não se afastar da tarefa do trabalho, ma que também não nos afaste dos deveres em família.

Boa semana

Valdir

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Dica de passeio para todas as idades! Vá com sua família! X

Olá caros leitores, bem vindo a mais um…NO SOFÁ DA SALA!!!!

Quem mora na cidade de São Paulo ou arredores, não pode falar que não tem programa para fazer no final de semana, especialmente após a criação da chamada “Virada Cultural” .

Criada em 2005, a Virada Cultural é um evento gratuito que ocorre todos os anos na cidade de São Paulo com o intuito de promover 24 horas ininterruptas de eventos culturais dos mais variados tipos, para diversas idades e gostos. Diversos shows, teatros, eventos esportivos acontecem ao mesmo tempo em pontos estratégicos da cidade de modo a garantir o fácil acesso de todos.  Este evento foi inspirado na Nuit Blanche de Paris, que agita anualmente a capital francesa, com atrações que seguem madrugada adentro.

Nesse próximo fim de semana, dias 5 e 6 de maio, acontecerá novamente esse grande evento na cidade de São Paulo. Em locais como a Praça da República, Estação Júlio Prestes,     Teatro Municipal, Vale do Anhangabaú, Praça do Patriarca, entre outros, irão acontecer desde shows de música clássica com os músicos suspensos no ar, até orquestras com música clássica, recitais, um bom samba, teatros e shows de comédias.

Para visualizar a programação clique abaixo:

Programação Virada Cultural 2012 

 Bom, agora é só escolher e curtir!

Tenham um ótimo final de semana!

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Maria de minha infância

“Eu era pequeno, nem me lembro,
Só lembro que à noite, ao pé da cama,
Juntava as mãozinhas e rezava apressado,
Mas rezava como alguém que ama.
Nas Ave-Marias que eu rezava
Eu sempre engolia umas palavras.
E muito cansado acabava dormindo,
Mas dormia como quem amava.”

(Pe Zezinho. Maria de Minha Infância)

Neste mês de maio a Igreja dedica especial atenção a Maria, mãe de Jesus e nossa. Muitos de nós temos na lembrança de nossa infância a devoção a Maria semeada por nossos pais em nossa vida. Antes de dormir, é bem provável que cada um de nós se lembre de ter aprendido a rezar uma Ave-Maria à mãezinha do céu.

Mesmo engolindo algumas palavras ou até, por conta do sono, mesmo dormindo antes de terminar a oração, como diz a bela canção do Pe Zezinho, o fato é que do coração de criança saía uma oração de amor à mãezinha do céu.

“Ave-Maria, Mãe de Jesus,
O tempo passa, não volta mais.
Tenho saudade daquele tempo
Que eu te chamava de minha mãe.
Ave-Maria, Mãe de Jesus.
Ave-Maria, Mãe de Jesus.”

Gostaria de que, neste mês, fizéssemos um propósito de retomar nossa devocão a Maria, se a deixamos de lado, ou ainda, de reforçarmos ou aprofundarmos nosso amor àquela que gerou o Filho de Deus para nós.

Voltemos a chamar Maria de “nossa mãe”. Ela está próxima de nós, ainda que nós estejamos afastados dela, porque é mãe e mãe nunca se esquece de seus filhos…

E, como pais, ajudemos nossas crianças a crescerem na devocão à mãezinha do céu.

Que todos nós tenhamos saudade do tempo em que a chamávamos de nossa mãe…

“Ave-Maria, Mãe de Jesus.
Ave-Maria, Mãe de Jesus.”

Cristiane

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A Rainha das Virtudes

Amigos, tudo bem?

Pderíamos dizer que a rainha das virtudes é a humildade. Claro que a definição dada por mim se trata de uma brincadeira e um paradoxo, porque a humildade nunca se declararia rainha.

O que vale pensar é que se tivermos humildade, as demais virtudes virão por acréscimo.

A humildade é reconhecer nossa finitude e limitações, cientes que somos instrumentos, e que para vivermos dependemos da graça de Deus, dos ensinamentos de Jesus e é claro da ação da Espírito Santo.

Rezemos, com toda confiança necessária, para pedir humildade.

Fiquem com Deus, Nossa Senhora, Rainha da Humildade, rogai por nós…

Lutfe

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