Olá
Já faz algum tempo que abordamos aqui o tema da família e o papel na crise econômica e também o papel da família no quesito “trabalho e temperança”. Porém hoje trago um artigo que traz dados estatísticos sobre este tema. Um congresso feito na Itália, com integrantes das igrejas Católica e Judaica com a sociedade italiana. Foi durante o congresso “A família como motor do crescimento econômico. Valores e Perspectivas”, organizado pela AISES, Academia Internacional para o Desenvolvimento Econômico e Social.
Separei pra vocês alguns pontos muito interessantes do artigo:
- “A família não deve se tornar um elemento, mas O elemento do desenvolvimento econômico e sobre isso estamos de acordo seja a maioria, seja a oposição”, disse o vice-presidente da Câmara, recordando o compromisso da política com a aprovação da “última manobra financeira” que pela primeira vez, leva à aumentar as isenções em relação ao núcleo familiar e ao número dos filhos”.
- “Uma família unida leva a uma sociedade mais coesa e solidária e a economia e a política devem proteger esta célula fundamental.”
- “Diante da crise que desagrega a família – se perguntou o presidente da Aises – qual o papel que confiamos à relação homem / mulher, pais / filhos”?, acrescentando que “os filhos, que são a verdadeira esperança para o futuro, agora são vistos apenas como uma ameaça e uma limitação do presente. Isso leva o homem a promover o aborto, a esterilização, a fecundação in vitro e todas aquelas outras técnicas que o fazem experimento de si mesmo e empobrecem a vida. Não deve-se mudar a técnica, mas deve-se renovar o coração do homem – concluiu De Luca -. A abertura à vida é a principal via para o desenvolvimento de uma sociedade mais humana e coesa”.
- “Confiamos à outros os serviços que antes eram úteis para as necessidades familiares e coletivas”, limitando-nos a uma “fria coordenação que leva a um desenvolvimento econômico não sustentável. “
O presidente do IOR, Ettore Gotti Tedeschi, disse, em alta voz que foi justo o colapso da taxa de natalidade, a partir dos anos 70 até os dias atuais, que nos nos levou para a atual situação de crise. Apresentando em seguida o breve resumo dos cinco ‘NÃO’:
- NÃO crescimento da economia: “Nos últimos 30 anos não nascem crianças, e o número de moradores que havia na Itália em 1980 manteve-se inalterado, portanto, como fazer para crescer o PIB que só cresce quando se consome mais?”.
- NÃO poupança: “Um dos fenômenos dos nossos dias é que os bancos não têm dinheiro – observou – a razão é que não se economiza mais há 25 anos .. Em 1975-80 a taxa de acumulação da poupança das famílias italianas era de 27% italianos, hoje é 4,5%! De cem Liras que se ganhava, 27 eram colocadas no banco, entravam no ciclo dos investimentos e das intermediações. Hoje tudo o que se ganha é gasto, consumido, não há recursos para intermediação financeira. “
- NÃO casamento: “Por que hoje não há possibilidades de se casar antes dos 32 anos? Porque um jovem casal não pode dar-se ao luxo de comprar uma casa, devido ao fato de que, embora profissionais, ganhem a metade do que se ganhava a 30 anos atrás, consequência do aumento dos impostos de 25% para 50%.”
- NÃO idosos: “As crianças não nascem e a população envelhece e se aposenta. Isso significa, economicamente, o aumento de custos fixos: saúde e idade avançada. A sociedade não tem mais dinheiro para manter os idosos e se cogita, portanto, na chamada ‘morte súbita’ “.
- NÃO trabalho: “Para poder consumir, terceirizamos na Ásia as produções mais importantes. O 50% do que antes era produzido no mundo ocidental, hoje é importado porque custa menos. Deslocando a produção, também se deslocou os postos de trabalho. Não há portanto mais trabalho e o 70-80% são só serviços”.
Outros pontos interessantes:
- “É um paradoxo – disse o rabino -, mas desde o Gênesis nos é apresentado situações familiares negativas: Caim e Abel; José vendido por seus irmãos; Esaú e Jacó, e assim por diante. Isso porém mostra que a família é o lugar da vida, onde se erra, onde há erros cometidos pelos pais, mas sem ela não se pode viver.”
- “A lei econômica tomou a precedência sobre toda a vida da sociedade se tornou ‘alma’, deixando sua identidade de “corpo”, de algo que é instrumental.” “Se queremos recolocar a economia de volta no seu verdadeiro papel – disse Mons. Leuzzi, na conclusão da conferência -. Se queremos superar a idéia de que a sociedade só cresce se produz mais, devemos recuperar o amor conjugal, primeira comunidade onde o homem aprende não só a produzir, mas a construir”.

Certamente o que temos assistido é uma spciedade que assumiu um modelo “anti-família”. Não é por acaso. A família é o modelo divino para o desenvolvimento do ser humano como pessoa, e desde o início dos tempos convivemos com os que não querem que isto aconteça.
Para pensar!
Valdir