Cindebate – Filme: Kramer vs. Kramer – Robert Benton

Olá a todos,

que tal o final-de-semana com uma sugestão de filme bem interessante e um roteiro de debate também? Um filme sobre as consequencias do divórcio para os pais e para os filhos. Vale a pena conferir!

Kramer vs. Kramer


Sinopse (fonte: AdoroCinema)

Ted Kramer (Dustin Hoffman) é um profissional para quem o trabalho vem antes da família. Joanna (Meryl Streep), sua mulher, não pode mais suportar esta situação e sai de casa, deixando Billy (justin Henry), o filho do casal, com Ted, que tudo faz para poder educá-lo, trabalhando e fazendo as tarefas domésticas. Quando consegue ajustar seu trabalho a estas novas responsabilidades, Joanna reaparece exigindo a guarda da criança. Ted porém se recusa e os dois vão para o tribunal lutar pela custódia de Billy.

Para incentivar, segue o trailer (está em inglês) do filme:

Há no Youtube um comentário em espanhol muito interesante. Segue a primeira parte:

Para quem gostou, seguem os links das outras partes: 2a parte; 3a parte e 4a parte

Link no IMDB (Internet Movie Database): http://www.imdb.com/title/tt0079417/

Questões para debate (contribuição do Gustavo, leitor desse blog):

1 – Você acha justificavel a atitude de Joana de deixar marido e filho, para cuidar de si mesma? Foi um ato de coragem, sair de casa, como comentou sua amiga Margareth? Ou o comentério de Ted é mais relevante: “De quanta coragem você precisa para largar seu filho?”

2 – Comente a atitude deTed quando fala para o chefe: “Você pode contar comigo 25 horas por dia e 8 dias por semana (…), pois não sou um fracassado” e “Nunca deixei nada de casa atrapalhar no trabalho”. Também diz: “Sou sobrevivente (…) tenho controle sobre o que acontece fora do escritório (…) você me dá uma oportunidade, nada me fará perdê-la”.

3 – É válido o argumento de Joana na carta para Billy dizendo: “A mamãe foi embora; às vezes no mundo os papais vão embora e as mamães ficam cuidando dos filhinhos, mas as vezes as mamães podem ir embora também, daí o papai vai cuidar de você. Eu fui embora porque preciso achar algo de interessante para fazer na vida. Todo mundo precisa e eu também. Ser sua mãe era uma coisa, mas existem outras coisas também. E eu precisava fazer isso. Não tive a chance de te dizer tudo isso e por isso estou escrevendo agora. Vou sempre ser sua mamãe e sempre vou te amar. Só não vou ser sua mãe em casa, mas vou ser sua mãe no coração. E agora devo partir para ser o que devo ser”. Ser mãe pode ser uma vocação completa? A mulher precisa mais para se realizar?

4 – Ted e Margareth no parque, ele pergunta a ela: “Você acha que vai se casar de novo?” e ela responde: “Não (…) talvez seja diferente se você não tem filho, mas mesmo que não estejamos morando juntos e que estejamos dormingo com outros, mesmo que Charlie se case outra vez… não sei, ainda é meu marido e pai dos meus filhos… Essa coisa de “até que a morte os separe” é realmente verdade”. Você concorda com Margareth que uma pessoa não consegue superar completamente o divórcio como ela? Os filhos são o motivo desse vínculo que não se rompe?

5 – Como ajudar as crianças no momento de separação: Billy depois da briga com o pai pede desculpas, com medo que o pai o deixe também… E acha que a mãe o deixou porque ele a desobedecia… Como lidar com o sentimento de culpa nos filhos com a separação dos pais?

6 – Você concorda com a análise de Ted do porquê Joana deixou a casa: “Acho que a mamãe foi embora foi porque por muito tempo eu fiquei tentando obrigar ela a ser um tipo de pessoa… Um tipo de mulher que eu achava que ela devia ser. E ela não era daquele jeito… Agora vejo que ela tentou tanto tempo me fazer feliz e, quando não conseguiu, tentou conversar comigo. Mas não escutei porque estava ocupado e envolvido demais pensando só em mim. Achei que quando eu estava feliz, ela também estivesse! Mas acho que por dentro ela estava muito triste. A mamãe ficou aqui mais do que queria, porque ela te ama. E a mamãe só não ficou mais porque ela não me aguentava, Billy. Ela não foi embora por sua causa, ela foi por minha causa”. A culpa é

realmente toda de Ted?

7 – Quem aprendeu mais com a saída de Joana: ela ou Ted? Quem se conheceu melhor?

8 – A defesa pessoal de Joana no tribunal é convincente? Ela tomou a correta decisão ao deixar o filho? O filho necessita mais da mãe do que pai? Por ser mãe, ela tem prioridade ao pai? Ted mesmo se pergunta: “que lei diz que a mulher é melhor para o filho só porque é mulher?”

9 – Ted diz no tribunal: “Nós montamos uma vida juntos (ele e o filho) e quebrar isso poderia ser irreparável”, depois pede: “Joana, não faça isso (…) não faça isso com o Billy novamente”. Voltar para a mãe seria um novo trauma novamente?

10 – Você concorda com a decisão do juiz? Sim, não? Porquê?

11- A decisão final de Joana foi a melhor?

E aí, vamos começar o debate? Bom filme e bom final de semana!

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Sobre Familia Guarita

Zé (José Armando - engenheiro civil) e Malu (Maria Lucia - médica fisiatra) se casaram em junho de 2009 na igreja Nossa Senhora do Brasil. Ao se inscreverem para casar nesta igreja, conheceram o pároco Pe Michelino, que os chamou para participar da Pastoral da Família. Durante seus 1 ano e 9 meses de noivado, e atuais 2 anos de casados, eles vem participando das palestras quinzenalmente, tal como de sua organização. "Estes 4 anos de participação na Pastoral da Família fizeram com que aprendêssemos muito e esperamos agora poder contribuir bastante com esse novo meio de aprendizado que é o blog Casa de Família"
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2 respostas para Cindebate – Filme: Kramer vs. Kramer – Robert Benton

  1. Valdir Reginato disse:

    Zé e Malu

    O filme é realmente muioto bom e vale a pena ser visto de novo porque a reflexão se aprofunda conforme as etapas da vida familiar… E ainda mais depois de todo este roteiro: um verdadeiro tratado de filosofia “cinematográfica”!

    Valdir

  2. Pingback: No Sofá da Sala… para repassar 2010!!! | Casa de Familia

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