Bom dia!
Espero que todas as mães tenham passado um ótimo Domingo, onde também comemoramos o dia de Nossa Senhora de Fátima. A maternidade exige trabalho que é demonstrado no amor de milhões de mulheres que assumem com dignidade esta postura diante de uma família. Nenhuma força é maior do que o amor de uma mãe a um filho, dizem os poetas, com razão. É a maior força do universo! Capaz de tudo para que mantenha unida ao filho, que se desenvolveu no seu ventre, o ideal de crescer como uma pessoa em toda a plenitude humana. Principalmente na vivência do amor.
No entanto, estão tornando esta circunstância - da maternidade- um fenomeno comercial, sofrido, abusivo das condições da miséria humana, com uma vitrine rotulada de disponibilidade para ajudar as mulheres que não podem ter filhos. O tema não é novo aqui, mas neste domingo, em que se comemorava a maternidade, assisti a um documentário da Índia, onde esta “indústria” de mães “barriga de aluguel” vem crescendo assustadoramente!
Valendo-se da miséria das condições daquele país, as mulheres se submetem a venda de óvulos por US$ 300 ou a levar uma gestação, presas em casas especiais, por US$ 5.000. Ao término da gestação seus filhos serão entregues de imediato aos “investidores”. São mulheres que não podem engravidar, mas também lá estão homens solteiros que adotam gêmeos, ou casais de gays, … que compram seus filhos como a uma mercadoria.
O documentário mostra a emoção daqueles que adquirem o “produto”. No entanto, também lá está presente, escancaradamente, a tristeza das mães entregando os seus filhos e dizendo que não farão mais isto. A aflição no rosto delas é clara e triste! Embora algumas o façam mais de uma vez para poder ter dinheiro, não há quem não sofra com esta condição.
As palavras de consideração da “mãe investidora” que diz não considerar a “mãe de aluguel” como uma indústria, e até deseja ajudá-la, não são acompanhadas das mesmas reações da mãe da criança, que prefere não estabelecer nenhum vínculo com os compradores.
O cenário todo, respira a indignidade do ser humano. Da criança gerada e comprada, da mãe que precisava vender seu filho e o faz sob o rótulo de “estar trabalhando a sua gravidez” , e dos investidores que fazem do amor um produto de comercio. É muito triste o que estamos assistindo!
Por décadas levaram as mulheres a considerar a gravidez quase como um câncer, e agora a força da maternidade grita mais alto! Contudo são mulheres “hormonizadas” por décadas, cujo organismo já não consegue engravidar. Assim “compram”, seus filhos, que não o são de fato, como uma mercadoria a mais, numa filosofia consumista, onde a vida de uma criança também tem preço. Os dólares pagos são insignificantes para as pessoas que aparecem negociando no documentário, e não resolverão a fome daquelas que “trabalharam” ficando grávidas!
Assim cresce o número de crianças abandonadas, órfãs, enquanto outras são “produzidas” em escala industrial para satisfazer o “mercado do amor materno”. São produzidas mediante técnicas, cada dia mais sofisticadas de seleção de embriões, de óvulos e espermatozóides, para garantir o produto sem doenças e de preferência o mais parecido com os “paios investidores”.
É repugnante e sofrido escrever sobre isto, mas é necessário alertar, e levantar uma bandeira contra este comercio, traduzido como “caridade” das mães de aluguel para casais sem filhos!
Que Nossa Senhora interceda junto ao Pai, que abra o coração destas pessoas, a considerar o dom da maternidade uma graça divina que não pode ser comercializada. As mulheres que não possam gerar, que adotem a tantas crianças que necessitam de um lar neste mundo. Que a vida humana seja digna e não objeto de consumo como o foi durante a escravidão, que aliás ontem também comemoramos com a Lei Áurea.
A maternidade exige trabalho sim, mas sempre vinculado ao amor, e não se pode dizer que ela - a gravidez – possa ser tranaformada numa “atividade trabalhista” !
Até a semana
Valdir
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