Chronos x Kairos

Li um artigo na semana passada que gostei muito e quero partilhar com vocês. Trata-se de um blog de uma mãe norte-americana, Glennon Melton, e o texto que ela escreveu se entitula “Don’t Carpe Diem” (Não aproveite o tempo). Num primeiro momento, chama a atenção o fato de que ela diga justamente o contrário do que o senso comum geral. Mas, lendo o texto, fica claro o argumento dela.

Para quem lê em inglês, este é o link: http://www.huffingtonpost.com/glennon-melton/dont-carpe-diem_b_1206346.html?ref=fb&src=sp&comm_ref=false

A autora parece cansada com o fato de que muitas pessoas mais velhas a aconselhem a aproveitar o máximo cada momento em que suas crianças são pequenas, porque afinal de contas o tempo voa. Mas ela bem sabe o quanto é difícil este momento em que os pequeninos demandam tanto dela. “Carpe Diem”não funciona para ela, nem mesmo “carpe” 15 minutos… E ela se sentia culpada por isso. Carregava um peso por não estar aproveitar cada minuto de sua vida com seus filhos.

O que parece acontecer é que muitas vezes as pessoas mais velhas se esquecem de que houve momentos difíceis e, olhando para trás, só “enxergam” o sentimento feliz de satisfação pelo bom trabalho que tiveram ao educarem seus filhos. A autora dá um exemplo de um famoso escritor que, ao responder se gostava de escrever, disse: “Não, gosto de ter escrito” – o que reproduz bem essa ideia de “trabalho cumprido”. O que mais ela anseia é que o dia cheque ao final ou, pelo menos, ao horário em que suas crianças já foram se deitar e ela possa sentir satisfação pelo bom trabalho feito naquele dia!

E, então, ela apresenta o que funciona para ela. Caracteriza o tempo em duas categorias: chronos e kairos. Chronos é o tempo que passa cronologicamente; é o tempo em que vivemos cada dia; são os minutos de espera na fila do mercado; são as duas horas que ainda faltam para que o esposo chegue em casa; chronos é o tempo que passa devagar enquanto nós pais educamos nossos filhos. E, por outro lado, há o tempo kairos que é o tempo de Deus. É um tempo fora do tempo; é um tempo metafísico; são aqueles momentos mágicos em que o tempo para. E ela saboreia alguns desses momentos durante o dia. Por exemplo, quando ela para o que está fazendo e olha para um dos filhos e vê como sua pele é macia e bonita e, ainda que a criança esteja falando alguma coisa, ela não ouve, porque está “fora” do tempo; está vivendo um tempo kairos.

Ou quando está “parada” na fila do mercado e, de repente, se dá conta de como é abençoada por poder comprar tantas comidas saudáveis para seus filhos; e louva a Deus! Tempo kairos.

E finaliza: aproveite os momentos de tempo kairos durante o dia. Isto sim faz sentido para ela.

Que nós também estejamos atentos ao tempo de graça, ao tempo kairos, ao tempo de Deus que compensa e nos recompensa de todo o árduo trabalho de educar nossos filhos. Amém.

Cristiane

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Família antídoto para crise

Olá

 Já faz algum tempo que abordamos aqui o tema da família e o papel na crise econômica e também o papel da família no quesito “trabalho e temperança”. Porém hoje trago um artigo que traz dados estatísticos sobre este tema. Um congresso feito na Itália, com integrantes das igrejas Católica e Judaica com a sociedade italiana. Foi durante o congresso “A família como motor do crescimento econômico. Valores e Perspectivas”, organizado pela AISES, Academia Internacional para o Desenvolvimento Econômico e Social.

 Separei pra vocês alguns pontos muito interessantes do artigo:

  • “A família não deve se tornar um elemento, mas O elemento do desenvolvimento econômico e sobre isso estamos de acordo seja a maioria, seja a oposição”, disse o vice-presidente da Câmara, recordando o compromisso da política com a aprovação da “última manobra financeira” que pela primeira vez, leva à aumentar as isenções em relação ao núcleo familiar e ao número dos filhos”.
  • “Uma família unida leva a uma sociedade mais coesa e solidária e a economia e a política devem proteger esta célula fundamental.”
  • “Diante da crise que desagrega a família – se perguntou o presidente da Aises – qual o papel que confiamos à relação homem / mulher, pais / filhos”?, acrescentando que “os filhos, que são a verdadeira esperança para o futuro, agora são vistos apenas como uma ameaça e uma limitação do presente. Isso leva o homem a promover o aborto, a esterilização, a fecundação in vitro e todas aquelas outras técnicas que o fazem experimento de si mesmo e empobrecem a vida. Não deve-se mudar a técnica, mas deve-se renovar o coração do homem – concluiu De Luca -. A abertura à vida é a principal via para o desenvolvimento de uma sociedade mais humana e coesa”.
  • “Confiamos à outros os serviços que antes eram úteis para as necessidades familiares e coletivas”, limitando-nos a uma “fria coordenação que leva a um desenvolvimento econômico não sustentável. “

O presidente do IOR, Ettore Gotti Tedeschi, disse, em alta voz que foi justo o colapso da taxa de natalidade, a partir dos anos 70 até os dias atuais, que nos nos levou para a atual situação de crise. Apresentando em seguida o breve resumo dos cinco ‘NÃO’:

  1. NÃO crescimento da economia: “Nos últimos 30 anos não nascem crianças, e o número de moradores que havia na Itália em 1980 manteve-se inalterado, portanto, como fazer para crescer o PIB que só cresce quando se consome mais?”.
  2. NÃO poupança: “Um dos fenômenos dos nossos dias é que os bancos não têm dinheiro – observou – a razão é que não se economiza mais há 25 anos .. Em 1975-80 a taxa de acumulação da poupança das famílias italianas era de 27% italianos, hoje é 4,5%! De cem Liras que se ganhava, 27 eram colocadas no banco, entravam no ciclo dos investimentos e das intermediações. Hoje tudo o que se ganha é gasto, consumido, não há recursos para intermediação financeira. “
  3. NÃO casamento: “Por que hoje não há possibilidades de se casar antes dos 32 anos? Porque um jovem casal não pode dar-se ao luxo de comprar uma casa, devido ao fato de que, embora profissionais, ganhem a metade do que se ganhava a 30 anos atrás, consequência do aumento dos impostos de 25% para 50%.”
  4. NÃO idosos: “As crianças não nascem e a população envelhece e se aposenta. Isso significa, economicamente, o aumento de custos fixos: saúde e idade avançada. A sociedade não tem mais dinheiro para manter os idosos e se cogita, portanto, na chamada ‘morte súbita’ “.
  5. NÃO trabalho: “Para poder consumir, terceirizamos na Ásia as produções mais importantes. O 50% do que antes era produzido no mundo ocidental, hoje é importado porque custa menos. Deslocando a produção, também se deslocou os postos de trabalho. Não há portanto mais trabalho e o 70-80% são só serviços”.

Outros pontos interessantes:

  • “É um paradoxo – disse o rabino -, mas desde o Gênesis nos é apresentado situações familiares negativas: Caim e Abel; José vendido por seus irmãos; Esaú e Jacó, e assim por diante. Isso porém mostra que a família é o lugar da vida, onde se erra, onde há erros cometidos pelos pais, mas sem ela não se pode viver.”
  • “A lei econômica tomou a precedência sobre toda a vida da sociedade se tornou ‘alma’, deixando sua identidade de “corpo”, de algo que é instrumental.” “Se queremos recolocar a economia de volta no seu verdadeiro papel – disse Mons. Leuzzi, na conclusão da conferência -. Se queremos superar a idéia de que a sociedade só cresce se produz mais, devemos recuperar o amor conjugal, primeira comunidade onde o homem aprende não só a produzir, mas a construir”.
 Se você quiser ler todo o artigo, clique aqui.
 Boa semana a todos !
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Família e tráfico de drogas

Meus caros

Hoje a coluna está saindo um pouco mais tarde pois após ler o Jornal O Estado de S.Paulo, na sua segunda página onde o jornalista Carlos Alberto Di Franco comenta ” Tráfico e classe média”, verifiquei o quanto seria importante trazer o assunto a todos.

É uma reflexão sobre o que está na pauta da questão das drogas e o papel da família, ou melhor, a omissão desta na educação dos filhos. O texto que deixamos com a indicação abaixo vale a pena ser lido na íntegra e verificar o quanto deve exigir de trabalho a educação dos filhos aos seus pais.

Estamos acostumados a falar de trabalho como a questão remunerada, ou algo que estamos construindo palpavel e concreto. Mas o processo de educação, tem a sua “remuneração” sim, que está na alegria de ver o crescimento e comportamento dos filhos, e também é bastante concreto, quando percebemos que as ações, fruto do processo educativo, podem transformar o mundo, para melhor ou para pior, na dependência da nossa perseverante em passar os valores necessários aos nossos filhos.

Tráfico e classe média Carlos Alberto Di Franco

O Estado de S. Paulo – 23/01/2012

Doutor em Comunicação, é professor de Ética e diretor do Master em Jornalismo.

Engana-se quem pensa que tráfico de drogas é exclusividade dos morros e das favelas. Operações policiais, com frequência preocupante, prendem jovens de classe média vendendo ecstasy, LSD, cocaína, maconha… Segundo a polícia, eles fazem a ligação entre os traficantes e os vendedores de drogas no ambiente universitário. Crise da família, aposta na impunidade, ganho fácil e consumo garantido explicam o novo mapa do tráfico de entorpecentes. O tráfico oferece a perspectiva do ganho fácil e do consumo assegurado. E a sensação de impunidade – rico não vai para a cadeia – completa o silogismo da juventude delinquente. O envolvimento com o tráfico de drogas bate às portas das casas dos bairros de classe média. Mostra a sua garra aos que se julgavam imunes ao seu apelo e ensombrece a alma das famílias que sucumbem ao drama da delinquência insuspeitada. Não é de hoje que vemos jovens de classe média e média alta no noticiário policial. Crimes, vandalismo, espancamento de prostitutas, incineração de mendigos, consumo e tráfico de drogas despertam indignação e perplexidade. O novo mapa do crime transita nos bares badalados, vive nos condomínios fechados, estuda em colégios e universidades da moda e desfibra o caráter no pântano de um consumismo sem-fim. A delinquência bem-nascida mobiliza policiais, pais, psicólogos e inúmeros especialistas. O fenômeno, aparentemente surpreendente, é o reflexo de uma cachoeira de equívocos e de uma montanha de omissões. Esse novo perfil da delinquência é o resultado acabado da crise da família, da educação permissiva e de setores do negócio do entretenimento que se empenham em apagar qualquer vestígio de normas ou valores. Os pais da geração transgressora, em geral, têm grande parte da culpa. Choram os desvios que cresceram no terreno fertilizado pela omissão. É comum que as pessoas se sintam atônitas quando descobrem que um filho consome drogas. Que dirá, então, quando vende. O que não se diz, no entanto, é que muitos lares se transformaram em pensões anônimas e vazias. Há, talvez, encontros casuais, mas não há família. O delito não é apenas o reflexo da falência da autoridade familiar. É, frequentemente, um grito de revolta. Os adolescentes, disse alguém, necessitam de pais morais, e não de pais materiais. Alguns pais não suportam ser incomodados pelas necessidades dos filhos. Educar dá trabalho. E nem todos estão dispostos a assumir as consequências da paternidade. Tentam, então, suprir o vazio afetivo com mesadas, carros e outros presentes. Erro mortal. A demissão do exercício da paternidade sempre acaba apresentando sua fatura. A omissão da família está se traduzindo no assustador aumento da delinquência infanto-juvenil e no comprometimento, talvez irreversível, de parcelas significativas da nova geração. Não é difícil imaginar em que ambiente afetivo terão crescido os integrantes do tráfico bem-nascido. Artigos, crônicas e debates tentam explicar o fenômeno. Fala-se de tudo, menos do óbvio: a brutal crise que maltrata a instituição familiar. É preciso ter a coragem de fazer o diagnóstico, senão assistiremos a uma espiral de violência. É só uma questão de tempo. Psiquiatras, inúmeros, tentam encontrar explicações para os desvios comportamentais nos meandros das patologias. Podem ter razão. Mas nem sempre. Independentemente de eventuais problemas psíquicos, a grande doença dos nossos dias tem um nome menos técnico, mas mais cruel: desumanização das relações familiares. A delinquência, o último estágio da fratura social, é, na grande maioria das vezes, o epílogo da falência da família. Teorias politicamente corretas no campo da educação, cultivadas em escolas que fizeram a opção preferencial pela permissividade, também estão apresentando um perverso resultado. Uma legião de desajustados e de delinquentes, criada à sombra do dogma da tolerância, está mostrando as suas garras. Gastou-se muito tempo no combate à vergonha e à culpa, pretendendo que as pessoas se sentissem bem consigo mesmas. O saldo é toda uma geração desorientada e vazia. A despersonalização da culpa e a certeza da impunidade têm gerado uma onda de infratores e criminosos. A formação do caráter, compatível com o clima de verdadeira liberdade, começa a ganhar contornos de solução válida. É pena que tenhamos de pagar um preço tão alto para redescobrir o óbvio: é preciso saber dizer não! Impõe-se um choque de bom senso. O erro, independentemente dos argumentos da psicologia da tolerância, deve ser condenado e punido. Chegou para todos, sobretudo para os que temos uma parcela de responsabilidade na formação da opinião pública, a hora da verdade. É necessário ter a coragem de dar nome aos bois. Caso contrário, a delinquência enlouquecida será uma trágica rotina. Colheremos, indefesos, o amargo fruto que a nossa omissão ajudou a semear. A irresponsabilidade pragmática de alguns setores do negócio do entretenimento fecha o triângulo da delinquência bem-nascida. A exaltação do sucesso sem limites éticos, desvios de comportamento e a consagração da impunidade, roteiros de algumas novelas e programas de TV, têm colaborado para o crescimento da deformação do caráter. Apoiados numa leitura equivocada do conceito de liberdade artística e de expressão, alguns programas de TV exploram as paixões humanas. Ao subestimarem a influência negativa da violência ficcional, levam adolescentes ao delírio em shows e programas que promovem uma sucessão de quadros desumanizadores e humilhantes. Como já escrevi neste espaço opinativo, recuperação da família, educação da vontade, combate à impunidade e entretenimento de qualidade compõem a melhor receita para uma democracia civilizada.

Boa semana

Valdir

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Cinedebate : The Adventures of Tintin (As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne )

Olá caros leitores, bem vindo a mais um…NO SOFÁ DA SALA!!!! 

Convido vocês agora para pensar nos 10 filmes que mais marcaram suas vidas!

Pensaram? Então agora tente se lembrar se os nomes de Steven Spielberg  (Super 8,  jurassic park, A Lista de Shindler, E.T., Indiana Jones, etc ) e Peter Jackson (Senhor dos Anéis) estão entre eles?! Bom, caso estejam, o que é bem provável, você é um dos que NÃO pode perder o novo longa metragem que estréia nessa sexta- feira nas telinhas brasileiras!

As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne

“As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne”

Para quem não se lembra do desenho, Tintin é um grande jornalista tendo em sua companhia um cachorro, seu fiel companheiro Milu

“Na história dessa super animação, Tintim acidentalmente acaba adquirindo um navio em miniatura que contém um enorme segredo, o que acaba colocando sua vida em perigo, e sempre com sede de aventura, Tintim e seu cachorro Milu saem em busca para desvendar esse grande mistério.

O filme conta com a participação do último descendente dos Haddocks, uma família que seria a única capaz de decifrar os códigos para algo de dimensão tão grande. Ele é o capitão do navio onde Tintim é levado, e juntos passam por diversos desafios a fim de encontrar as respostas para suas perguntas.

O que mais impressiona no filme é o quão bem trabalhado foram as cenas, onde desertos, navios tudo é apresentado com um realismo impressionante dando a impressão em certos momentos que estamos assistindo a um filme e não uma animação! Cenas como a da perseguição em busca dos pergaminhos em cima da moto, ou a luta de guindastes ou ainda as batalhas no navio são feitas com uma perfeição impressionante.

Arrisco dizer que essa é a produção mais bem feita no quesito visual, e ainda conta com uma história recheada de mistério que nos mantem curiosos do início ao fim. Outro fator é a necessidade de se assistir As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne em 3D, já que aprofunda mais ainda a diversão.

Não deixem de conferir esse filme no cinema, ele vale cada centavo gasto e é uma aventura que irá entrar pra história.”

Porém, vale aqui ressaltar, que apesar de ser uma animação, o filme foi criado para diversão de adultos os quais, na maioria dos casos, puderam se deliciar das aventuras do jornalista em desenho ainda quando crianças!

Ótima oportunidade para você manter o clima de férias do início do ano curtindo um cineminha com sua esposa, marido, irmãos e amigos!

Fonte: Críticas de Filmes

Segue abaixo o trailer do filme para deixar um gostinho…

Boa diversão!!!

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Samuel, Samuel

Samuel era criança ainda e não percebia que, durante a noite, quem lhe chamava era o Senhor. Duas vezes acordou e foi ter com Elias para saber o que ele queria. Foi então que Elias se deu conta de que quem chamava Samuel era o Senhor. Ensinou-lhe a responder: “Fala, Senhor, que teu servo escuta.” E assim Samuel o fez.

No último domingo, enquanto meditávamos esta leitura do livro de Samuel (I Sam 3) , fiquei a pensar que nós, pais, somos de certa forma chamados a desempenhar o papel de Elias na vida espiritual de nossos filhos. Precisamos ensiná-los a reconhecer e a responder aos chamados do Senhor. Uma criança vai crescendo e aprendendo muitas coisas na vida do dia-a-dia e não pode ser diferente quando pensamos na vida espiritual.

E o que seria um chamado do Senhor para uma criança? Todas as vezes que temos a chance de escolher fazer o bem estamos respondendo ao chamado do Senhor. Todas as vezes que evitamos fazer o mal estamos respondendo ao chamado do Senhor. Ser cordial, ser legal com os amigos, reponder com educação, ajudar quem estiver precisando e uma série de atitudes simples e diárias que podemos desempenhar são resposta ao chamado do Senhor. Nossos filhos precisam ter consciência disso. O Senhor os chama a viver bem as pequenas escolhas diárias.

É claro que este exercício diário de escolhas corretas vai ajudá-los no futuro nas escolhas maiores: que vocação seguir? Vou servir mais ao Senhor seguindo o sacerdócio, a vida religiosa, a vida matrimonial? Que profissão me permitirá trabalhar com alegria, melhorando o mundo e o espaço a minha volta, de forma a colaborar com o crescimento do Reino de Deus? Quem exercitou fazer boas escolhas ao longo da infância e adolescência vai ter discernimento de responder ao chamado do Senhor para a vida adulta.

Para finalizar, deixo um pequeno exemplo que ocorreu no mesmo domingo passado, um pouco antes de irmos para a missa. Meu filho de 6 anos começou a dizer que não queria ir à missa, que queria jogar video-game naquele horário e começou a choramingar e a repetir incansavelmente que preferia o video-game a cada vez que eu lhe dizia que iríamos à missa. Foi então que tive uma inspiração. Disse a ele que eu, seu pai, seu irmão mais velho já tínhamos feito nossa escolha; que era a vez dele de fazer a escolha dele; que ninguém poderia fazer por ele. Ele deveria pensar qual era a melhor escolha naquele momento: um domingo, dia de ir à missa! Ele ficou pensativo e parou de reclamar… Fomos todos à missa e, quando voltamos, ele pôde jogar video-game.

Boa semana a todos!

Cristiane

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Insegurança

Oi Amigos, tudo bem?

Vocês já ouviram falar sobre insegurança? Com certeza sim!!!

Todos nós temos momentos de insegurança quando a situação envolve, principalmente, acontecimentos importantes, como uma gravidez (Será que meu filho nascerá com alguma deficiência?), um novo emprego (Será que vou ser bem sucedido neste novo desafio?), encontro com um pretendente a namorado(a) (Será que ele ou ela irá gostar de mim?), dentre outras situações que nos façam nos sentir inseguros.

O que devemos fazer nestas situações? O nosso melhor. O importante é mesmo diante da insegurança não nos amedrontarmos e seguirmos em frente, pelo simples fato que Deus está conosco.

E se o meu filho nascer com uma deficiência ou caso eu não seja bem sucedido no novo emprego ou ele ou ela não gostar de mim? Confiança, devemos seguir em frente. Nestas horas vale um provérbio que ouvia da minha querida e falecida sogra – Deus quando fecha uma janela, Deus abre duas portas. São nas dificuldades que nos superamos e no tempo certo é possível que entendamos, pelo menos um pouco, a vontade de Deus para nossas vidas. Lembremos que todas as situações são motivos para louvá-Lo.

Que Deus esteja com vocês sempre e que estejemos voltados a Deus sempre também…

Abraços,

Lutfe

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As virtudes no trabalho familiar

Bom dia!

Estamos em pleno período de férias. As avenidas sempre congestionadas nas grandes cidades estão mais vazias, enquanto a fila para o pãozinho na praia cresce. As vagas para estacionar no centro estão um pouco mais fáceis, e não há lugar para o guarda-sol na areia. O almoço na cidade é mais tranquilo pois a fila é mais curta, enquanto que se espera chegar a água de coco que terminou na barraca… Afinal ,quem está se divertindo!?

Temos insistido nesta coluna que o trabalho faz parte de todas as atividades do cotidiano familiar. E neste aspecto as virtudes não tiram férias. É preciso manter o bom humor quando chove naquele fim de semana que esperávamos para o passeio no hotel fazenda ou na praia. Não se pode perder a calma mediante a discussão dos filhos no banco de trás pela disputa da janelinha. O furo no pneu exige de todos uma boa dose de paciência. Em tudo se enxerga o esforço por se viver as virtudes.

As virtudes não nascem prontas, embora estejam potencialmente em todos nós.  Algumas parecem ser mais fáceis para alguns e difíceis para outros, mas para todos requer um certo investimento pessoal. A ordem para que as coisas em bagunça não nos roubem tempo. A fortaleza em saber resisitir alguns pequenos incomodos do clima. A prudência para não deixar faltar o essencial, sem a necessidade de se levar a casa junto para cada saída de férias…

É incrível como algumas pessoas parecem ter no seu “código genético” algumas virtudes escritas. São pessoas que com a sua alegria preenchem o ambiente que estava carregado e desanimado. O otimista que sempre revela um horizonte azul limpo, onde parecia só existir nuvens negras. Aqueles que desconhecem a palavra reclamação pois se adaptam as adversidades do lugar como se estivessem num hotel cinco estrelas. Na verdade, sempre há um esforço para estas manifestações que parecem absolutamente naturais em alguns.

Na presença da férias estas situações são frequentes, e exigem dos pais este exemplo que vai marcando a educação dos filhos. Começamos a notar que aquela jovem que só tinha tempo para os seus cabelos, agora, casada, se empenha nos cuidados das necessidades dos filhos. Os rapazes que só contavam suas bravatas de fim de semana, se esmeram em procurar uma recreação para as crianças.

Os filhos são uma enorme colaboração para o crescimento das virtudes na vida dos pais que se empenham por uma boa educação. Devemos agradecer , de coração, a cada filho que faz com que os pais trabalhem o desenvolvimento de suas virtudes, tornando-os pessoas melhores e com capacidade de amar mais e melhor.

Sempre que nos empenhamos em procurar servir melhor ao nosso próximo, estaremos no fundo recolhendo os frutos de melhorar a nós mesmos.

Isto dá trabalho? Muito! Mas vale a pena!

Boa semana

Valdir

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Dica de passeio para todas as idades! Vá com sua família! V

Bom dia caros leitores! Bem vindos a mais um NO SOFÁ DA SALA!!!

Hoje, aproveitando ainda o período de férias para alguns vamos comentar umas dicas de passeio, vamos dizer, para sua programação e para se ter férias bem agradáveis!!!

Vamos falar um pouco sobre um site de buscas de coisas a fazer nas cidades do Brasil e no mundo todo!!!

Vocês conhecem o Tripadvisor.com? A cara dele está apresentada abaixo:

Nesta página, cliquei para procurar por localização no mapa hotéis e coisas para fazer em Ribeirão Preto. Ele gera o que apareceu e você pode filtrar sua busca com muitas opções como preço, classificação dos usuários, instalações, etc.

Um detalhe que gostamos bastante dele é a possibilidade de se ler comentários de quem já esteve lá para dizer sobre o lugar! Por exemplo, para pousadas é interessante saber maiores detalhes que só quem já esteve lá diz. E em geral eles colocam o perfil de quem disse, por exemplo, um casal mais experiente, jovens, etc.

Bom, fica a dica. Vale a pena usar e depois comentar sobre o que fez para que outros possam desfrutar também! Essa é a idéia principal!

Abaixo um vídeo em inglês voltado para quem tem um estabelecimento, mas que dá uma idéia de como o site funciona:

Um outro semelhante é o booking.com, mas esse deixamos para vocês darem uma olhada sozinhos!

Esperamos que aproveitem!!!

Bom final de semana!!!

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Quantos filhos?

Hoje em dia no Brasil, quando se ouve esta pergunta, a resposta mais imediata é: 2 e, não raro, 1. O número de membros de uma família foi decrescendo ao longo das últimas décadas em nosso país. Muitos foram os fatores. Penso que um dos principais foi a questão econômica que obrigou a mulher a entrar no mercado de trabalho e, por conta disso, criar filhos foi ficando cada vez mais complicado para quem tem uma carga horária de trabalho tão cheia. Não quero, porém, entrar na discussão das causas aqui. Gostaria de encaminhar a reflexão de hoje para outro ponto: por que será que existe praticamente uma unanimidade entre as brasileiras quanto ao número de filhos?

A mentalidade de que ter filho é dispendioso, é trabalhoso, exige tempo e esforço, se espalhou entre as brasileiras. Não nego que seja verdade! Todos bem sabemos quanto “custa” um filho… Mas por que 2? De preferência, um casal? Será que a televisão, com suas telenovelas, foi desenvolvendo um “modelo” de família com pai, mãe e dois filhos? De onde vem este “modelo”? Mesmo casais mais abastados, cuja renda familiar certamente sustentaria uma família numerosa, insistem em que 2 filhos é o ideal para a família de hoje.

Onde está a generosidade e a abertura à vida, tão preciosa e vivida não muito tempo atrás por nossos pais e avós? Quem tem 3 filhos é visto como “corajoso”! 4 ou 5 filhos, então, é considerado “maluco”.

Confesso que fiquei muito feliz, nos últimos 4 anos em que vivi nos Estados Unidos, ao conhecer muitas famílias numerosas. É muito comum encontrar famílias com 4 ou 5 filhos nas missas dominicais. Às vezes, até mais numerosas do que isso. É claro que as facilidades que existem naquele país proporcionam condições favoráveis para isso, mas sem dúvida há uma abertura maior à vida por parte dos casais, especialmente, os católicos, para a bênção de ter vários filhos. Não existe um padrão, como aqui. E as famílias são muito felizes; as crianças maiores ajudam a olhar as menores e as mulheres são assumidamente mães! Muitas se afastam temporariamente do trabalho, ou diminuem a carga horária para se dedicaram aos filhos.

O comentário do Valdir no post da semana passada também aponta um outro lado desta questão: “É necessária uma nova onda de motivação à maternidade. A Europa, após décadas de afastar a ideia da maternidade da mulher, colhe frutos amargos agora com uma população bastante envelhecida, além de todos os problemas a ele relacionados.” Fico aqui a pensar se, no Brasil, não estaríamos caminhando para algo parecido ao que aconteceu na Europa… Precisamos resgatar nossas famílias! Precisamos resgatar o direito a ter filhos, com dignidade, e denunciar essa mentalidade fechada, muitas vezes mesquinha, de filho único! A Igreja ensina que o casal deve ter autonomia para decidir quantos filhos terá. Entretanto, até que ponto a mentalidade da família com 4 membros engessou a liberdade de decisão dos casais de hoje?

Não tenhamos medo! Os jovens precisam de novos modelos de famílias estruturadas e felizes.

Termino, anunciando a vocês, queridos leitores e amigos, que estou esperando um bebê, o terceiro em nossa família. Meus dois filhos, de 9 e 6 anos, estão contentíssimos com a expectativa de ter um irmãozinho/a. E eu e meu esposo estamos muito felizes com mais este presente de Deus para nós!

Cristiane

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Liberdade

Amigos, vocês poderiam me dizer o que é Liberdade?

A primeira coisa que me vem à cabeça diz respeito à Liberdade de escolha. Outra forma de definir a Liberdade é a relacionada à ir e vir.

Acho antes de tudo que Liberdade é ser responsável consigo mesmo. Só é livre aquele que vive a verdade de uma vida coerente de valores feitos a conhecer com experiências de vida e muito estudo. Para nós cristãos esses valores são o entendimento do mandamentos.

Abraçamos os mandameentos por amor, pelo conhecimento de vida e pela responsabilidade que temos sobre nossas vidas para sermos felizes e conquistar a salvação.

Falsa é a sensação de Liberdade relacionada à irresponsabilidade, pelo contrário, nestes casos, estamos presos ao pecado e escravos do inimigo.

Rezar é o exercício ao direito de liberdade que Deus nos deu, porque rezando é que sabemos que somos amados infinitamente por Deus, livres para poder retribuir esse amor de acordo com as nossas escolhas da verdade.

Rezemos para que Deus sempre nos dê o caminho de sermos livres e responsáveis, sem se esquecer que Jesus nos ensino que Ele é a verdade, o caminho e a vida.

Fiquem com Deus,

Lutfe

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